O Diário do Pará de ontem resume perfeitamente a política da Prefeitura de Belém: vender a cidade. Uma política que vai muito além da idéia de privatizar a Saaeb, porque, na verdade, o que essa gente chama, para efeitos de seus sentidos, de sua mídia e de seu discurso político de privatizar significa, na verdade, patrimonializar. Ou seja, transformar o bem público em bem privado, não necessariamente das pessoas que ocupam os cargos públicos, mas, necessariamente, de pessoas afins, politicamente próximas. Esse é o grande mal da política tuga que se pratica no Pará: não se foi liberal ou neoliberal por princípio, ideologia ou coerência, mas sim porque o discurso liberal ou neoliberal serviu como uma luva para acomodar e dissimular os interesses privados de gente tuga e de partidos tugas.
Tomei ontem, junto com a professora Alda Costa, uma decisão difícil, mas necessária: solicitar nosso descredenciamento do Programa de pós-graduação em comunicação da UFPA. Há coisas que não são negociáveis, em nome do bom senso, do respeito e da ética. Para usar a expressão de Kant, tenho meus "imperativos categóricos". Não negocio com o absurdo. Reproduzo abaixo, para quem quiser ler o documento em que exponho minhas razões: Utilizamo-nos deste para informar, ao colegiado do Ppgcom, que declinamos da nossa eleição para coordená-lo. Ato contínuo, solicitamos nosso imediato descredenciamento do programa. Se aceitamos ocupar a coordenação do programa foi para criar uma alternativa ao autoritarismo do projeto que lá está. Oferecemos nosso nome para coordená-lo com o objetivo de reverter a situação de hostilidade em relação à Faculdade de Comunicação e para estabelecer patamares de cooperação, por meio de trabalhos integrados, em grupos e projetos de pesquisa, capazes de...
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