Começo aqui uma outra série neste blog: uma série de posts cujo objetivo é discutir os modelos de desenvolvimento que temos em pauta para o estado do Pará e para a Amazônia em geral. Vou tentar explicar o que é a idéia de um "novo modelo de desenvolvimento" para a Amazônia e no que ele se difere de projetos anteriores de desenvolvimento. Creio que essa proposta nunca ficou suficientemente clara no discurso público do governo do PT no Pará, apesar do compromisso do governo Ana Júlia com essa proposta e com a efetiva aplicação de "outros modelos", mais estruturantes do desenvolvimento e mais comprometidos com a igualdade social que estão presentes em ações e projetos do governo. Vou lançar esses posts com a hashtag "Outra Amazônia", numeração de série e vou marcá-los com uma cor de fundo diferente, para facilitar sua diferenciação.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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Carlos Moura Rodrigues