O modelo predator compreende o Estado como um agente facilitador das operações de predação. Pensa que a única tarefa real do Estado é criar as condições de produtividade passiva necessárias a essa predação. Para isso, o Estado precisa ser restrito e diminuído. Nessa concepção, estado eficiente é estado pequeno. O NMD compreende que as tarefas do Estado são mais complexas. Pensa que não faz sentido o Estado ser um facilitador da vida "dos outros". O NMD advoga um Estado com responsabilidade social e atuante na promoção do desenvolvimento, ou seja, um Estado que faz escolhas, que empreende, e não que, tão somente, "facilita" as operações do grande capital, chamando a isso de desenvolvimento.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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