O modelo predator compreende o Estado como um agente facilitador das operações de predação. Pensa que a única tarefa real do Estado é criar as condições de produtividade passiva necessárias a essa predação. Para isso, o Estado precisa ser restrito e diminuído. Nessa concepção, estado eficiente é estado pequeno. O NMD compreende que as tarefas do Estado são mais complexas. Pensa que não faz sentido o Estado ser um facilitador da vida "dos outros". O NMD advoga um Estado com responsabilidade social e atuante na promoção do desenvolvimento, ou seja, um Estado que faz escolhas, que empreende, e não que, tão somente, "facilita" as operações do grande capital, chamando a isso de desenvolvimento.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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