Comentei o assunto neste post, dias atrás e o retomo para reforçar a importância da questão. Ele merece nossa atenção, porque a banda larga é um serviço vital para o país. Hoje em dia, acesso universal e de baixo custo, de preferência gratuito, à banda larga é uma questão decisiva para as áreas da educação, da cultura e também para a conquista da cidadania. No entanto, estamos vivendo uma queda de braços entre o governo, que deseja que as empresas de telefonia ofereçam, de fato, o serviço – aliás como previsto contratualmente e essas empresas, que desejam explorar um modelo de tecnologia que, centrado no lucro, vai atender muito parcialmente e muito lentamente o país. No outro post que escrevi sobre o assunto comentei o discurso de Lula em Porto Alegre , na semana passada, quando o presidente mandou uma mensagem clara às teles: ou fazem o que devem fazer ou o governo estatiza. Particularmente, estou convencido de que o melhor rumo para o Brasil é que o setor das telecomunicações seja estatizado. No mínimo que tenhamos uma agência de vigilância honesta, decente e coordenada pela sociedade civil. Os serviços de telefonia celular são péssimos. Eu próprio estou na quarta operadora e nunca fiquei satisfeito com os serviços de nenhuma delas. Com duas delas tenho pendengas judiciais, porque me cobraram além do devido.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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