Aliás, por falar na Conea, ressalte-se a fala da senadora Fátima Cleide (PT-RO), na sexta-feira, observando que o atual Plano Nacional de Educação (PNE), elaborado para o período 2001-2010, recomendava a fatia de 10% de recursos do PIB para financiar a educação, um número que não foi cumprido nem mesmo pelo governo Lula. Em 2001 o relator do orçamento, Nelson Marchezan, colocou 7% no projeto, e ainda assim o então presidente Fernando Henrique vetou. O governo Lula, por sua vez, mesmo com políticas públicas inovadoras, com o fortalecimento do ensino profissionalizante e com a ampliação do acesso ao ensino superior, ainda investiu, anualmente, menos de 5% do PIB em educação.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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