Há algo de estranho no reino da Grã-Bretanha. O país está mal, tem o pior índice econômico do G-8 e foi o último desses “8” a sair da recessão. Gordon Brown, o porimeiro-ministro trabalhista, é terrivelmente impopular e particularmente inábil. Porém, a estrela em ascenção, David Cameron, líder dos Tories no parlamento, começou a entrar numa reta de comiseração que faz com que, apesar de todas as expectativas, Brown ressuscite. A política tem mistérios ergonômicos. Melhor, talvez, silenciar a respeito.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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