Se as placas tectônicas do cenário partidário britânico vão se mover ou não, só no fim da noite saberemos. Porém, com as eleições de hoje, já se sabe que muita coisa muda:
No campo da política, a falência do modelo do Novo Trabalhismo, particularmente a superação da sua falta de compromisso com uma regulação social mais precisa.
No campo da mídia, a procura de modelos eleitorais mais simpáticos e acessíveis, pois se Gordon Brown permaneceu sisudo e com ar de poucos amigos durante toda a campanha, os conservadores desafivelaram as abotoaduras reluzentes e encontraram candidatos novos – embora até demais.
E isso sem falar em Nick Clegg , que aos 43 anos ressuscitou o antigo e esquecido Partido Liberal Democrata para leva-lo a uma condição política decisiva.
Na verdade, os principais blogs e sites políticos britânicos apontam uma vitória eleitoral conservadora, o que não significa, necessariamente, uma vitória política conservadora.
De acordo com o site Politics Home vão terminar o pleito precisando de apenas 19 cadeiras para compor a maioria absoluta e retornar ao poder. Eles conquistarão 307 cadeiras, deixando 229 aos trabalhistas, 82 aos liberais democratas e as últimas 14 a outros partidos menores. O UK Polling Report acompanha esse resultado com poucas variações, ressaltando o crescimento dos Liberais democratas em 4 pontos percentuais entre a penúltima e a última avaliação. Por sua vez, o site norte-americano Five Thirty Eigh, especializado em análise política e eleitoral, dá 308 cadeiras aos conservadores, 198 aos trabalhistas e 113 aos liberais democratas.
Com esse cenário, o mais provável é que os trabalhistas continuem no poder, já que o governo será formado por uma aliança entre os liberais democratas, certamente e um dos dois outros grupos, mais possivelmente os trabalhistas, dos quais são bem mais próximos.
Porém, como Nick Clegg já declarou, dificilmente esse governo será liderado por Gordon Brown.
Algo de novo, então, se anuncia.
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