As eleições britânicas, aliás, costumam anunciar coisas novas. Nos anos 60 o país cresceu ao ritmo do keynesianismo, que parecia dar prosperidade a todos e injetar rock no coração das pessoas. No entanto, em 1974, estourava por lá uma crise política sem precedentes. Uma crise causada, justamente, pelo keynesianismo, que levava a uma constante expansão fiscal sem nenhuma forma de contração monetária paralela. Os impasses políticos duraram até 1979, quando o furacão neo-liberal Margaret Tatcher começou a varrer o país.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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