Na verdade, as eleições britânicas de hoje parecem reproduzir o cenário eleitoral de 1974. Nesse ano, o governo conservador liderado por Edward Heath enfrentou as famosas greves trabalhistas e em particular o sindicato dos carvoeiros. Porém, os trabalhistas não foram capazes de construir uma alternativa política real e os liberais, como sempre, foram o fiel da balança. Heath ensaiou uma aliança com os liberais, prometendo em troca uma reforma do sistema político do país e por pouco essa aliança não deu certo. O que se vê hoje é quase o mesmo cenário: Brown acabou de cortejar os liberais democratas prometendo-lhes uma reforma constitucional que vai lhes trazer grandes vantagens eleitorais no futuro. Neste momento tudo pode ser prometido e até mesmo acontecer.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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