Soube agora do falecimento do poeta, compositor, ator, diretor teatral e animador cultural Luis Carlos França. É mais um amigo que parte. Um grande amigo, desses que, apesar de vermos pouco, é como se estivesse sempre ao lado. Luis Carlos era um grande pensador, desses que compreendem a verdade dos outros; não a dos amigos, necessariamente, mas a dos outros, a dos que passam ao largo, esses que não conhecemos ou não conhecemos bem, mas que vão cerzindo suas teias, circulando, indo e vindo perto de nós. Tive a imensa honra de trabalhar com ele quando fui diretor de cultura da Secult e, depois, quando fui diretor do Museu da Imagem e do Som. Aprendi muito com ele, e o cara que era de falar pouco. Frases curtas, mas certeiras. Suas lembranças da efervescência cultural de Belém, nos anos 70 e 80, eram detalhadas. Devo-lhe muito a tanta informação que me deu para escrever meu trabalho de doutorado, sobre esse assunto. Devo-lhe muito a amizade sincera, franca, o senso de humor e os silêncios tão cheios de significado. Vá em paz, amigo, mas permita-se a seu espírito ficar morando na cidade. Saudade.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
Comentários
Perda lamentável, que sua descanse nessa cidade que ele tanto amava.
Zé Carlos Gondim
Sempre uma honra tê-lo por aqui.
Abraço,
Fabio.