13 dezembro 2010

Como sempre, muito a lamentar no final da Conferência sobre o Clima


2010 terá sido, quando terminar, o ano mais quente da história da humanidade. Quente no sentido de calor. A isso, contrasta o fato de que a 16a Conferência sobre as Alterações Climáticas resultou em pouco, em quase nada.
Para agradar a todas as partes e conseguir um consenso, a presidência da cúpula formulou um conjunto de acordos que mencionam a necessidade de reduzir emissões mas remetem as decisões mais importantes para cúpulas posteriores.
Houve, porém, uns poucos avanços. A criação de um Fundo Verde, destinado a apoiar os países pobres a adaptarem-se às alterações climáticas, por exemplo.
O Greenpeace declarou que a cúpula salvou o processo multilateral mas não o clima. E criticou os países que aponta como os grandes responsáveis pelo impasse: os EUA, a Rússia e o Japão. Enquanto o primeiro é incapaz de se comprometer com políticas de redução de emissões de gases com efeito de estufa minimamente ambiciosas, os outros dois têm-se oposto à continuação do Protocolo de Quioto para além de 2012.
A Rede Ambiental Indígena também usou palavras fortes para descrever o resultado da conferência, tendo condenado a manipulação do processo negocial pelos EUA e a promoção de políticas de mercado implícita nos acordos.
Ainda mais incisiva foi a Via Campesina, que criticou o fato de os governos se empenharem em criar novas formas de os poluidores comprarem o direito de poluir, em vez de investir em soluções reais para as alterações climáticas. A Via Campesina defende o investimento na agricultura sustentável e familiar, colocando que ela não só ajuda a alimentar o mundo como permite reduzir as emissões de gases poluentes.





Veja abaixo o que o Hupomnemata-Po publicou sobre a conferência sobre o clima de Copenhague, realizada no ano passado:



Copenhague 1: Sem esperanças!
Copenhague 2: Como é o movimento ambientalista.
Copenhague 3: O problema com o mercado do carbono
Copenhague 4: A questão de fundo
Copenhague 5: Constatação básica
Copenhague 6: Muitas medidas e muitos pesos
Copenhague 7: Muito barulho por nada
Copenhague 8: O que teria, mesmo, que ser feito
Considerações sobre o fracasso de Copenhague 1
Considerações sobre o fracasso de Copenhague 2
Considerações sobre o fracasso de Copenhague 3

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