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A farra das pensões vitalícias

É bom que o assunto esteja sendo debatido, porque desenterra absurdos, como a "bolsa Tiradentes", pensão vitalícia dada pela ditadura, em 1969, aos que seriam os "últimos três trinetos" do "mártir da Independência". Ou o caso do ventríloquo do Amazonas que, desde 2001, também recebe sua pensão. A "bolsa Tiradentes", vejam só, é um caso maluco. Sobrou uma trineta recebendo até hoje o benefício, que, a despeito de ser pequeno - 2 salários mínimos - está sendo requerido na justiça por mais de 200 pessoas que também se consideram descendentes de Tiradentes. Que coisa. No Amazonas ainda recebem pensão os poetas Luiz Bacellar e Thiago de Mello, o cantor e compositor Francisco Ferreira da Silva, o Chico da Silva, o ex-deputado estadual Paulo Pedraça Sampaio, o ex-vereador Moisés Pantoja de Lima e filhos do líder do movimento negro no Amazonas, já morto, Nestor José Soeiro Nascimento. Em relação aos três artistas (e mais o ventríloquo), penso que se configura um caso a parte, que merece ser olhado com mais atenção, já que são pessoas vivas que, com seu trabalho constroem um bem público de natureza imaterial que capitaliza todo o estado. Porém, em relação aos políticos...

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