29 janeiro 2011

Instigante: por que o governo Jatene considerou sua reunião com a Cargil como "extremamente" promissora?

Nota emitida pela Secom, na 5a feira, descreveu a reunião ocorrida entre o governador Jatene e o gerente de portos da Cargil, Clythio Back van Buggenhout, como como um "encontro extremamente promissor".

A nota acrescenta que a expressão foi usada pelo próprio governador para definiu o encontro.

É preciso fazer um comentário a respeito: A Cargil opera, no estado, sem licença ambiental. Seu terminal, em Santarém, gera um ônus social que há sete anos é questionado pela sociedade.

Obviamente que é necessário o governo dialogar com a empresa, mas a sociedade precisa saber em que base e a partir de que princípios e compromissos esse diálogo está sendo realizado. 

Durante o primeiro governo Jatene a Cargil se instalou no estado e possibilitou, um processo de facilitação da transformação da mata em zona de plantio de soja. O primeiro governo Jatene acompanhou passivo, absolutamente passivo, esse processo. Felizmente o Governo Federal estabeleceu o impedimento legal para a ampliação das áreas de produção de soja no bioma amazônico. Porém, a Cargil continua funcionando, sempre protelando, na justiça, a execução das determinações legais que envolvem a sua planta.

O governo Jatene vir a público para considerar uma conversa com a Cargil como um "encontro extremamente promissor" exige que, juntamente, torne pública a sua posição sobre o tema. Por que, afinal, essa reunião foi "extremamente" promissora? Para quem ela foi "extremamente" promissora? Para a Cargil, para o Pará ou para o governo Jatene?

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