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Os nós da reforma política 2: a questão do sistema de voto

O sistema de voto: se ele será proporcional, distrital, distrital misto ou por "distritão"

O PMDB quer o fim do voto proporcional. É o "distritão", apelidado de Lei Tiririca (o " como está fica"). O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), defensor do "distritão", avalia que a população não entende mais por que um deputado bem votado fica fora do Congresso, abrindo espaço para outro candidato com menos votos (mas cuja legenda teve um coeficiente eleitoral maior).

O PT trabalha para manter o voto proporcional para deputados e vereadores, por acreditar que ele reforça as legendas. Para o partido, a adoção do voto majoritário na Câmara representa a negação dos partidos políticos. Porém, para o PT, o voto proporcional deve vir associado à substituição da lista aberta seja substituída pela lista fechada.

Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), o "distritão" significa abolir definitivamente os partidos políticos, pois leva a uma personalização ainda maior das campanhas [já que o voto se destina unicamente ao candidato] e torna as eleições ainda mais caras, privilegiando os candidatos mais ricos. Humberto Costa argumenta que o voto no partido, e não nas pessoas, unificará os discursos das legendas, levando ao fortalecimento das ideologias.

O PSDB, por sua vez, defende o voto distrital puro, no qual os estados são divididos em distritos e cada distrito escolhe, de forma majoritária, apenas um representante. "Fica mais fácil para o cidadão fazer cobranças de seu representante", argumenta.

Roberto Requião defende a adoção de lista eleitoral dupla, na qual o eleitor votaria duas vezes, uma em lista fechada elaborada pelos partidos e outra em lista aberta. A distribuição das cadeiras do Legislativo teria "cotas" para cada um dos sistemas.

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