13 abril 2011

Jatene: cem dias, sem nada a apresentar, sem nada a dizer, sem ninguém a cobrar

Sim, faltou que eu fizesse um comentário a respeito dos 100 dias do governo Jatene. Fui cobrado e xingado. Ocorre que o tempo está escasso... Ocorre, também, que tais 100 dias passaram-se em brancas nuvens, algumas delas cruzadas com o Judiciário... Factóides e afins, etc...


Melhor que eu reproduza a análise feita pelos companheiros do blog Proposta Democrática 13. Eles foram no âmago:

Os cem dias são historicamente notáveis para os diversos governos. Desde o presidente americano Roosevelt, cujo discurso de cem dias de seu primeiro governo, em 1933, ficou famoso, considerando o momento histórico e o impacto sobre o americano médio, num momento de crise aguda da economia capitalista estadunidense. 

Nos cem dias de governo, geralmente já se dispõe de diagnóstico e projetam-se as metas principais a ser alcançada, isso caso o programa de governo já exista ou tenha se construído ao longo da disputa eleitoral ou pós-disputa eleitoral.

Deve-se observar que a existência dos “cem dias de governo” é midiática, sendo que a imprensa busca estabelecer certa agenda a ser cumprida pelos governantes. O poder que a mídia exerce relaciona-se a essa pauta que os seus interesses impõem ao poder político. 

Esse poder midiático age em conformidade as suas afinidades, poderá cobrar ou não nos cem, cento e um ou mil dias dos poderes ou agentes políticos no executivo governamental. Não há como separar os interesses econômicos e ideológicos da maior ou menor conveniência do uso das páginas de jornal, entrevistas televisivas ou comunicação direta via rádio. 

O que temos no Pará é a completa unanimidade de interesses: não há criticas porque nada há a se criticar. A segurança pública, como um passe de mágica, resolveu todos os problemas; a Santa Casa e a saúde pública, no que compete ao governo estadual, estão entregue a gerência divina, a tal ponto que é um “ultraje” falar em fatos que a menos de um ano esses mesmos meios de comunicação banalizavam: por encantamento não há mais falecimentos neonatais no Pará. 

Bem, os exemplos podem continuar, porém não vamos encher nossos leitores. Sabemos todos, o quanto o uso desbragado de isentar e condenar tem o quarto poder. 

Entretanto, vale a pergunta: o que o governo Jatene mostrou ou propôs nos seus cem primeiros dias?  Uma breve busca nas matérias divulgadas nos dois jornalões locais nos permite afirmar que a tônica foi à continuidade do discurso eleitoral, o denuncismo apoiado em factoides criados pela própria imprensa, que desde sempre buscou apoiar privilegiadamente o tucanato. 

Ausência programática durante a campanha e que se manteve mesmo na mensagem de abertura do ano legislativo, somente apimentado pelo batido e conveniente discurso da “herança maldita”. Discurso tão incipiente que, poucos dias depois, era enviado para Alepa pedido de empréstimo (R$ 189 milhões), prontamente atendido pelos Deputados e nada mais se falou do tão decantado “rombo” nas contas públicas. Diga-se, o “rombo” deixado pelo próprio Jatene faliu o Pará em 2006, reconhecido pelos técnicos do próprio TCE, o novo governo que se instalou em 2007 não fez o uso político devido, seja pela percepção de que o melhor a fazer fosse aprovar um novo “Programa de Ajuste Fiscal” (PAF) e garantir os financiamentos para as obras tão necessárias como “Ação Metrópole”, seja por certa dose de ingenuidade na disputa política. 

Não é o caso do tucanato, acostumados a todos os meandros e malandragens do poder político paraense, buscam usar ao máximo a tônica da “herança maldita” e com a imprensa toda ela devidamente “convertida”, fica muito fácil não ter programa, proposta e assim mesmo governar MUITO BEM! 

De um modo geral os diversos Secretários têm tido dificuldade de apontar metas, mesmo que sejam de curto prazo, considerando que o tempo de exercício de governo ainda não permitiu formulações mais elaboradas.

Ficar calado, considerando a ajuda dos demais poderes, uma imprensa que ajuda e uma oposição que até aqui ainda não se mostrou, parece ser a fórmula dos Cem dias Sem nada do governo Jatene.

6 comentários:

Anônimo disse...

Acho que deves publicar todos os dias esse post.
bjs
Marina

Anônimo disse...

Cara, parece que o cara entrou ontem?
Ninguém diz que ele já completou cem dias. Puxa, o tempo passa e a gente nem sente, né? Também o que ele fez mesmo? enquadrou a mídia... por onde é que isso tá saindo, eis a questão.
abração.
L.

Anônimo disse...

Fábio dá uma olhada no site do sindicato dos bancários. Olha o que o governo está fazendo
" Direção do Banpará instala o terror e persegue funcionários por motivos políticos
Está lançada a temporada do terror no Banpará. Sem outra motivação, que não seja a mais abominável p..."
http://www.bancariospa.org.br/
Abs
L.

Anônimo disse...

Professor Fábio, dá para comparar os 100 dias de Dilma com os 100 da tucanada daqui? Dá? ahahahahahahaha

Anônimo disse...

Professor Fábio, dá para comparar os 100 dias de Dilma com os 100 da tucanada daqui? Dá? ahahahahahahaha

Anônimo disse...

Amado mestre.Então além de péssimo gestor público o Sr também é frouxo e pouco democrático. Não teve coragem de publicar meu posto sobre os 113 dias de governo da ana e da revistinha vagabunda que vocês publicaram? Isso aqui só publica elogio ao sr,amado mestre? Que vergonha para um revolucionário como sr.Publica a revistinha,vai,castrinho