13 novembro 2011

Sobre as campanhas do Sim e do Não 1

O que tenho achado das campanhas do Sim e do Não, a respeito da divisão do Pará? Que cumprem seu dever, com competência, cada uma a seu modo – embora o Sim como mais eficiência que o Não. Suas estratégias são claras:

  • Ambas se concentram na área do “Pará remanescente”, porque é aí que será decidida a questão; 
  • A campanha do Não adota uma perspectiva de ativação e reforço de uma tendência de voto centrada no tom emotivo; 
  • A campanha do Sim adota uma perspectiva de reversão de tendência de voto centrada num tom racional; 
  • O Não peca pelo exagero emotivo; 
  • O Sim peca pelo exagero racional;
  • O Não deveria apresentar argumentos mais consistentes, porque a emoção tende sempre ao esgotamento;
  • E, também, porque as pessoas precisam, sobretudo – e sempre – de argumentos para justificar sua intenção de voto; 
  • O Sim deveria abandonar seus percursos de racionalização tão complexos, que começam sempre com uma paradoxal afirmação do Não; 
  • E, também, deveria deixar de repetir a palavra Não  tantas vezes.

2 comentários:

Prof. Cláudio Martins disse...

Fábio,
A chamada do Não ("NÃO E NÃO!") soa arrogância e, como vc disse, apela ao emocional, sem questionar o porquê não se deve dividir. O fato da pergunta ser "Dividir..." já influenciou desde o início a campanha para o sentimento de perda. Penso que para os separatistas, a melhor perguntar deveria iniciar como "Criação...".

Adelina Braglia disse...

Caro Fábio:

a campanha do NÃO nasceu amarrada à negativa e isso, por si só, já é difícil. Ou seja, o TSE impediu os defensores da unidade do estado de fazerem uma belíssima campanha propositiva, que, pela lógica, é difícil ser assim a partir de um NÃO.

Ò TSE permitiu somente as frentes contra o Tapajós e contra Carajás - e as favoráveis a eles - deixando-nos a "ver navios", que aliás passam aos montes na baía de São Luiz, levando o Pará inteiro aos pedaços! Ou, às toneladas.

Quanto à campanha do NÃO, o racionalismo está centrado na mentira. Mentir, mentir e mentir, pra ver se vira verdade. E, a cada inserção, salta pra cima da gente um cinismo assustador!

Quanto aos dados do FPE, o novo estudo do IDESP - que deveria ser divulgado sexta-feira passada e não o foi porque decidimos aguardar os primeiros resultados divulgados pelo CENSO 2010, hoje, já que tivéramos um pequeno problema de edição - trata disto com seriedade e desmonta a armadilha do "todos vão ganhar". Está saindo logo, logo.

Abração.