Ontem foi a "despedida" da jornalista Fátima Bernardes do “JN”. No lugar dela deve entrar Patrícia Poeta – atual apresentadora do “Fantástico”. Para muitos, inclusive para mim, isso é um detalhe irrelevante, no que tange ao perfil e ao padrão ideológico da Globo, mas aprendi muito lendo o artigo que Rodrigo Viana escreveu, no Fazendo Media, a respeito dessa mudança. Ele mostra como essa mudança pode representar, de fato, um reposicionamento da linha editorial da Globo, assinalando a perda de poder de Ali Kamel – todo-poderoso editor geral de jornalismo da rede – e o retorno à grande cena de Amauri Soares, um jornalista mais responsável.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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