A acordar hoje soube da morte do colega Valério Cruz Brittos, professor e pesquisador da Unisinos, ocorrida durante a madrugada. Além do grande pesquisador que foi, nome chave no campo da economia política da comunicação, Valério foi um colega presente, incentivador do nosso programa de mestrado na UFPA e me ajudou infinitamente a organizar meus projetos de pesquisa em curso, o fio condutor das minhas publicações atuais e o pós-doutorado que pretendo iniciar, que se centram, justamente, na economia política da comunicação e da cultura. É uma grande pena sua partida, tão prematura. Resta sua obra, e sua investigação, agora a cargo de seus alunos e colaboradores. Reproduzo um pequeno vídeo, no qual ele explica o que é a EPC.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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