22 setembro 2016

Então tá: condenação por "convicção", sem provas

Ontem o juiz Moro acatou a denúncia do Ministério Público Federal contra Lula. A base da sua decisão foram as teses apresentadas sem provas:

Tese 1: A entrega do apartamento 164-A do Edifício Solaris seria a vantagem indevida que Lula teria recebido como parte do acerto de propinas. Pretensa prova: o depoimento de funcionários do edifício afirmando que a família de Lula visitou o prédio durante as obras. O que fica sem provas: a tese de que houve ocultação de patrimônio.

Tese 2: Quatro ex-diretores da Petrobrás já foram condenados criminalmente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, todos com contas secretas no exterior pelas quais transitaram milhões de dólares ou euros. Lula seria o chefe do esquema e recebeu em pagamento a reforma do tal apartamento no Guarujá. Em síntese: a propina do chefe foi somente a reforma e a propina dos subordinados milhões e milhões e milhões de dinheiros. Pretensa prova: a livre associação, feita pelos “cérebros” do MPF e de Moro, entre de que há uma relação entre o roubo na Petrobrás e Lula. O que fica sem provas: o fato de que Lula seria o chefe do esquema, afinal de contas nenhum desses quarto ex-diretores disse tal coisa, nenhum documento ou gravaçnao sugere tal coisa

O próprio Moro, na página 5 da sua denúncia, afirma que “certamente, tais elementos probatórios são questionáveis”. Mas mesmo assim acata a denúncia.

Afinal, o que importa, para Moro e para o MPF, não é a justiça, mas a destruição política de Lula.

Por tais contas anda a Justica brasileira, desmoralizando-se a cada dia.

A custa dessa desmoralização, Moro vai se aproximando, cada vez mais, da encenação final planejada para a Lava Jato: a prisão do Lula, se der para rolar, ou, pelo menos, o seu enquadramento criminal, para impedi-lo de disputar e vencer a eleição de 2018.

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