Li a
notícia de que o Jornal Brasil voltou a circular, na versão impressa, nas
bancas do Rio de Janeiro. A notícia é agradável e surpreendente para quem gosta
de bons jornais, para quem não tem mais nada para ler nos jornais que circulam
hoje e para quem ainda acredita que o jornalismo tem uma função social que não
é meramente instrumental. O JB foi escola e deixou uma contribuição gigantesca
na vida social e cultural brasileira. Quando ele deixou de circular, oito anos
atrás, muitos (eu inclusive) tivemos impressão de que a batalha do jornalismo
estava perdida – porque, convenhamos, o jornalismo independente e de guerrilha,
fundamental e imprescindível, não tem as armas que uma empresa jornalística de
porte mais robusto e meios mais convencionais tem, em termos de penetração no
imaginário social. A princípio, fico contente. Recupero um pouco da fé que a
gente vai perdendo, hoje em dia, todo dia. Porém, acabo lendo que o velho JB,
embora independente e pertencente a um sujeito que se diz “brizolista”, está
sendo impresso nas oficinas de O Globo e distribuído pelos caminhões de O
Globo. Tempos estranhos...
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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