A noção de habitus evoca imediatamente a noção, também fundamental em Bourdieu, de senso prático. As noções são convergentes: “O fato de que as práticas rituais sejam o produto de um ‘senso comum’, e não de uma forma de cálculo inconsciente ou de obediência a uma regra, explica que o ritos sejam coerentes, mas desse tipo de coerência que é parcial, jamais total, que é esse tida pelas construções práticas” (“Le fait que les pratiques rituelles soient le produit d’un « sens pratique », et non d’une sorte de calcul inconscient ou de l’obéissance à une règle, explique que les rites soient cohérents, mais de cette cohérence partielle, jamais totale, qui est celle des constructions pratiques” - Fieldwork in philosophy, in Choses dites, Minuit, 1987, p.20).
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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