A noção de habitus evoca imediatamente a noção, também fundamental em Bourdieu, de senso prático. As noções são convergentes: “O fato de que as práticas rituais sejam o produto de um ‘senso comum’, e não de uma forma de cálculo inconsciente ou de obediência a uma regra, explica que o ritos sejam coerentes, mas desse tipo de coerência que é parcial, jamais total, que é esse tida pelas construções práticas” (“Le fait que les pratiques rituelles soient le produit d’un « sens pratique », et non d’une sorte de calcul inconscient ou de l’obéissance à une règle, explique que les rites soient cohérents, mais de cette cohérence partielle, jamais totale, qui est celle des constructions pratiques” - Fieldwork in philosophy, in Choses dites, Minuit, 1987, p.20).
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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