Retomo os posts após alguns dias de ausência. Tive de me dedicar à finalização de um artigo que exigiu mais fôlego, mas aqui estamos. E preocupados com os rumos da Confecom, a Conferência Nacional de Comunicação. A falta de financiamento e de mobilização a ameaça e podemos perder a oportunidade histórica de, pela primeira vez na história do Brasil, ir a fundo na discussão sobre o marco regulador da comunicação. Decidi tematizá-la aqui com mais freqüência e advogar um pouco a seu favor, porque a oportunidade é de fato histórica e, ainda que todos saibamos que os resultados dessa conferência serão limitados, em relação a tudo o que dela esperamos, é necessário fazer o possível para torná-la o mais exitosa possível. De fato, quando saí da Secretaria de Comunicação pretendia ter podido continuar me dedicando à Confecom, por sua importância e significação, mas isso não foi possível, por esses ajustes do poder que, para longe de se ajustarem, petrificam os papéis e acabam por dificultar os processos realmente importantes. Porém, sendo necessário que se avance, retornemos à Confecom, como possamos, para ajudar como possamos. Por ela, ou seja, pela comunicação decente e democrática, abro uma nova série de posts, que aqui começa. Vamos explicar e entender a Confecom, com seus processos, seus impasses e tentar desenhar o que, precisamente, está em jogo.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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