Um comentário a este post, no qual falo sobre a cena política da França, me pergunta se Ségolène Royal teria sido, realmente, uma alternativa melhor do que Sarkozy. Minha resposta: Teria sido menos pior. Primeiro porque Sarkozy é muito ruim, é um fascinado pelo poder com um projeto político medíocre e centrado numa perspectiva meramente eleitoral, que vai prejudicar a França à médio prazo. Mesmo no campo da direita, Dominique de Vilepan teria sido uma opção muito mais consistente. Portanto, é difícil que algo deixe de ser melhor do que a política de Sarkozy. Isto dito, teríamos uma vantagem para Ségolène. Uma vantagem, meramente, porque, no campo dos socialistas, teria havido opções muito superiores, como Martine Aubry, François Hollande ou Laurent Fabius. Ademais, Ségolène não teve força para unificar as correntes internas do Partido Socialista e nem os partidos satélites da esquerda francesa, como o PCF, a Force Ouvrière e o NPA.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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