O que define o sucesso de uma campanha política, inclusive de esquerda, hoje, é a quantidade de dinheiro que é colocada nela. Já se foi o tempo em que a militância era alimentada por esperança, projetos, causas e debates. Hoje, se lhe paga. Já não há candidaturas “com idéias”. Os partidos caminham para se tornarem corporações políticas. Vivemos a era da política monocórdia.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
Comentários
Mas acredito que a votação seja muito mais crítica - é claro que existe a troca de favores, o coronelismo etc. Mas as mediações, as discussões entre os próprios moradores, estão mais presentes - mesmo que de maneira passional - porque poucas são os outros canais de comunicação que podem influenciá-lo diretamente, como ocorre em Belém, com as campanhas televisivas - que demandam alto investimento.