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Verdades inconvenientes 2

O que define o sucesso de uma campanha política, inclusive de esquerda, hoje, é a quantidade de dinheiro que é colocada nela. Já se foi o tempo em que a militância era alimentada por esperança, projetos, causas e debates. Hoje, se lhe paga. Já não há candidaturas “com idéias”. Os partidos caminham para se tornarem corporações políticas. Vivemos a era da política monocórdia.

Comentários

Anonymous disse…
Fico pensando no caso do interior do Estado, em relação à aplicação de dinheiro em campanhas políticas. Não há um derrame de verba, como ocorre nas capitais - existem exceções, óbvio.
Mas acredito que a votação seja muito mais crítica - é claro que existe a troca de favores, o coronelismo etc. Mas as mediações, as discussões entre os próprios moradores, estão mais presentes - mesmo que de maneira passional - porque poucas são os outros canais de comunicação que podem influenciá-lo diretamente, como ocorre em Belém, com as campanhas televisivas - que demandam alto investimento.
No interior chega a ser pior do que na Capital meu caro, pois a fiscalização das campanhas é muito fraca, sem contar a falta de conhecimento da população.

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