11 janeiro 2011

A política de comunicação neocon do "interregno" jatene: factóides, tucanês, servilidade e ódio de classe

Na caixa de comentários do post "Sobre as indicações do governo Jatene para as áreas da cultura e da comunicação", há a seguinte provocação que me foi dirigida:
Anônimo disse...
achas mesmo que é preciso grande análise para saber se esse NEY tem capacidade e caráter para comendar uma secretaria de Comunicação? ele que assinou embaixo a renovação do contrato vergonhoso da Funtelpa com as Organizações Romulo Maiorana? aquele que o Lùcio Flávio Pinto tantas vezes denunciou, no qual o Estado pagou, por anos, uma grande fortuna para as ORM usarem as suas antenas no interior. Esse montante já foi devolvido??? nos atualize sobre o assunto, por favor, professor Fábio. isso é serviço de utilidade pública, é assunto para ser tratado até na mídia nacional. um lao escuro e triste da nossa história.
Apesar de esperar o pior possível, da gestão Jatene, para o campo da comunicação, minha prudência republicana recomendou esperar uns dias para ver o projeto.

Pois bem, o projeto não veio. Até poderia esperar mais uns dias, não fosse ter vindo, no lugar de um projeto, uma saravaida incontrolável de factóides, sempre medíocres, sempre torpes, para demonstrar o óbvio: o fato de que, em termos de política de comunicação, no "interregno" Jatene - sim, nem vou chamar de governo, vou chamar de interregno - se terá a lama de sempre, e nela a chafurda.

Política de comunicação neocon, para dizer o certo.

E, junto com ela, seus atributos: factóides, tucanês, servilidade e ódio de classe. Ou, a melhor, dizer, um "governo do Twitter", cujo melhor que deverá oferecer a nós será, tal como antes, a arte de governar por espetáculo: o espetáculo do histrionismo saltitante do secretário Paulo Chaves, nos seus arroubos; o espetáculo da "fala by twitters"do secretário Ney Messias; o espetáculo da fúria em sarabanda, do servilismo interno, do ranger de dentes contra o PT, da linguagem empolada e difícil dos demais...

5 comentários:

Anônimo disse...

É um governo de palhaços, que vão fazer mímica, imitação, show de calouros e muito factóide. Você foi na mosca. Gostei dos bordões criados: "governo do twitter", "interregno Jatene", neocon, etc. Vamos à luta companheiro, vamos fazer uma oposição que exponha os pontos fracos dessas gente. Vamos expor suas debilidades, suas eternas incompetências e suas frescuras.

Anônimo disse...

O que seria um "governo do Twitter"? Um governo da futilidade, do estreito, do imediato, do pequeno? Sugiro que você desenvolva essa reflexão.

Anônimo disse...

É, você pode falar o que quiser, mas o seu governo acabou com a Funtelpa, enquanto a gestão do Ney foi exemplar. Pra completar, a Ana Júlia arquivou o processo contra os ex-dirigentes, os mesmos que fizeram o convênio com as ORM, inclusive o Ney, o que demonstra a falta de seriedade que você cobra dos tucanos. Ora, um limpa o rabo do outro, diga a verdade.

Anônimo disse...

Pior que o governo que estava é impossível. O governo do PT no Pará foi a decepção pra classe artística e pro povo da comunicação.
Votei na Ana Julia e nunca mais votarei no PT.
Agora, acredito que tinha muita coisa na garganta desse atual sec. de comunicação, ele foi demitido a bem do serviço público pela sua amiga Regina Lima. Lembro que sofreu bastante quando o seu partido assumiu o poder.
É a hora de gritar, depois tudo volta ao normal. Assim espero.

Anônimo disse...

O Ney Messias não tem tarimba para esse cargo, ok, nisso você tá certo, mas quem vai mandar na comunicação, mesmo, vai ser o Orly. Publicidade, contato com a imprensa, negociação com os veículos, tudo isso, vai ser feito pelo Orly e pela Grifo. Então, o Ney vai poder twitar a vontade, sacou?