Reproduzo esse preciosismo, que deverá entrar para os anais legislativos brasileiros como exemplo de espalhafatismo cultural e de um parlamento que não está preparado para defender, realmente, a sociedade que representa: seja por reduzir a identidade e a cultura a formas icônicas banais, enfraquecendo-as; seja por reduzir a dimensão conflitiva da cultura e da sociedade a padrões superficiais de identidade. Será que, depois dos escândalos havidos, ninguém tem nada melhor para fazer na Assembléia Legislativa do Estado do Pará?
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...

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