10 março 2011

Beneditinas 12

Guimarães Rosa era o encontro do outro-mundo neste mundo e Clarice Lispector era o contrario: o encontro deste mundo no outro-mundo. Os dois encatavam Benedito Nunes por essa sua constante característica de dar mundo ao mundo. Quer dizer – sendo mais preciso – de dar ao mundo o mundo que já é seu, que lá está, que faz parte das suas angústias. O mundo… munda, dizia Heidegger.
Isso, aliás me lembra o personagem Raimundo, o Mundo, de Hatoum em Cinzas do Norte: ele dá mundo ao seu mundo sem que isso lhe salve, sem que seja bom ou ruim. Às vezes tenho impressão de que Hatoum escreveu esse romance pensando em BN.

Ainda sobre Benedito Nunes:

Benedito Nunes, saudade!

Nenhum comentário: