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Postagens

Sinopses que tiram a vontade de ir ao cinema

Sinopses de filmes retiradas do caderno de programação do Estado de S. Paulo: Em busca de uma nova chance:  A família Brewer fica abalada com a morte do jovem Brennet num acidente de carro. Seus pais demoram a aceitar a tragédia. Plano B:  Após fracassar em seus relacionamentos amorosos, Zoe decide encerrar a espera pelo grande amor e vai a uma clínica fazer inseminação artifical. Ao sul da fronteira:  O diretor confronta a política neoliberal comandada pelos EUA por meio de entrevistas com líderes sul-americanos. Mary e Max, uma amizade diferente:  A animação mostra a história de amizade entre uma menina solitária e um judeu. Direito de amar: George é um professor de inglês que vive em Los Angeles, nos anos 60, e decide se matar após a morte repentina de seu companheiro.

O poder da mídia e a desertificação política

Reproduzo artigo de Wellington Fontes Menezes publicado originalmente, a 5/11/2010, no site Correio da Cidadania: Da farsa à falta de idéias: o poder da mídia e a desertificação política 1. A propaganda midiática como arma Nenhuma guerra é travada apenas com ideologia, ódio, liturgias, destreza e chumbo. As guerras evoluem de acordo com o materialismo e as crenças vigentes nas sociedades de cada época. A partir do século XX, foi necessário algo que pudesse permear o inconsciente social dos indivíduos a fim de que houvesse uma adesão popular arrebatadora para a guerra ser travada com maior possibilidade de aceitação e êxito: a propaganda midiática. A Alemanha pré-nazista era um Estado economicamente moribundo após as sanções sofridas decorrentes de sua derrota na Primeira Guerra Mundial, politicamente vivia um clima de uma agitada e frágil democracia e a resignada desesperança reinava por todo o solo alemão. Na guerra entre comunistas e radicais de direita, um partido se destacou no ce...

Gigafoto de Londres: a maior imagem do mundo

Uma gigafoto da cidade de Londres é a nova maior imagem da web. Registrada em 360º, a imagem conta com 80 Gp, ou 80 bilhões de pixels. Foi capturada pelo fotógrafo Jeffrey Martin, no alto do edifício Centre Point, no cruzamento das ruas Oxford Street e Tottenham Court Road. Martin levou três dias para registrar todos os quadros que compõem a imagem. Cada clique foi feito com resolução de 7 886 pixels. A foto desbancou uma panorâmica de Budapeste, na Hungria, com 70 Gp. Caso fosse impressa, a gigafoto de Londres ocuparia uma área de 35 metros de largura por 17 metros de altura. A imagem pode ser acessada no site 360º Cities .

Memórias da Era da Borracha: Capítulo 3 - Os seios de látex

Um labirinto no espelho. São seis e meia da tarde, minutos mais, minutos menos. Os passeios da cidade se revezam. Há fantasmas transeuntes (fôra hora da Ave Maria), que caminham nas calçadas e se revezam nas lembrancinhas. Um absalão. As galerias são de tempo ou são de luzes? A modernidade é feminina. Mulheres, listras, bistras, dorsos, seios... bélica esfera guerra. Quando em Paris, em 1907, faleceu d. Olympia Paes de Carvalho, já então viúva do dr. Augusto Numa Pinto, a colônia paraense naquela cidade compareceu em peso ao cemitério de Montmartre e a sepultou numa curva da oitava aléa, onde se acostumaram enterrar os paraenses da Era da Borracha. Da dita colônia estavam ali, entre outros, o dr. Miguel de Almeida Pernambuco e d. Amália, o jornalista João Marques de Carvalho, Flávio Corrêa de Guamá e o Conselheiro Samuel Mac-Dowell, que se faria enterrar na mesma curva exatamente um ano depois. Sim, e também estava ali o comerciante de látex Frederico Parks Pond, americano que adota...

Colóquio Internacional sobre mudanças estruturais no jornalismo

A FAC/UnB, em parceria com a Rede de Estudos sobe Jornalismo (Réseau d’études sur le Journalisme/REJ), e com o apoio de vários parceiros, está organizando um Colóquio Internacional para discutir as mudanças estruturais no jornalismo. Gostaria de convidá-los a submeter trabalhos e também pedir ajuda na divulgação desse evento. Ele acontece em Brasília, de 25 a 28 de abril de 2011. Os trabalhos podem ser submetidos até o dia 15 de dezembro. A submissão é feita on-line no site:  www.mejor.com.br . Veja  a chamada aqui .

Da fragmentação à bipolarização

Reproduzo artigo de Jairo Nicolau, publicado originalmente no jornal Estado de S. Paulo Da fragmentação à bipolarização Jairo Nicolau   Um cientista político americano me confessou sua surpresa quando soube que 22 partidos elegeram deputados federais nas eleições brasileiras de 2010. A surpresa foi ainda maior quando soube que o PT, partido com mais cadeiras, elegeu apenas 88 deputados (17 %). Existem países com alta dispersão partidária, como Bélgica e Israel. Mas a Câmara dos Deputados brasileira é, atualmente, a mais fragmentada do mundo democrático. Meu interlocutor não revelou, mas um fato torna ainda mais difícil de entender o sistema partidário no País: por que, com 27 partidos registrados há cinco eleições presidenciais, apenas 2 deles, o PT e o PSDB, disputam efetivamente a Presidência? Ou dito de outra maneira: por que temos o Legislativo mais disperso do planeta, e uma disputa presidencial tão concentrada? As eleições de 2010 acentuaram uma tendência, que começou em mea...

Para entender melhor o Plano Nacional de Banda Larga

Reproduzo entrevista concedida pelo presidente da Telebrás, Rogério Santana, a Carlos Lopes e Caio Plessman, publicada no jornal Hora do Povo: A entrevista que hoje publicamos a primeira parte, com o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, foi realizada pelo cineasta Caio Plessman e pelo diretor de redação da Hora do Povo, Carlos Lopes. Não temos dúvida em afirmar que trata-se de uma das mais lúcidas – e, antes de tudo, profundas, bem fundamentadas – entrevistas que já publicamos. Seu tema, evidentemente, é um dos maiores avanços estratégicos do governo Lula, somente comparável, desse ponto de vista, ao novo modelo para a exploração petrolífera do pré-sal: o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e a consequente - e necessária- reativação da Telebrás. No momento em que existe candidato tucano que tem o desplante de propalar que a privatização das telecomunicações foi um sucesso espetacular, a entrevista de Santanna é especialmente oportuna. Pois nada mostra com tanta clareza o fracasso...

Como outros países regulamentam a sua comunicação

No sempre excelente site Opera Mundi, li interessante exposição de Natalia Viana sobre como diversos países regulamentam sua comunição. De lá extraio o quadro abaixo: Mas, apesar do domínio da BBC, o Reino Unido também incentiva o pluralismo. Em 2005, para fomentar as rádios comunitárias, o governo britânico começou a oferecer licenças de cinco anos para as rádios não legalizadas, além de uma verba inicial para que elas se legalizassem, com grande adesão.

Cidades vistas do céu 2

Montreal Sudoeste da Califórnia Tókio São Paulo

Tentando entender o "blocão" do PMDB

A notícia sobre a formação do “blocão”, na Câmara Federal, com 202 deputados, reunindo PMDB, PR, o PP, o PTB e PSC, soou a muitos como mais uma manifestação da lenda do escorpião, aquela, vocês sabem, cuja moral é a noção de que não dá para confiar no escorpião, porque é da natureza dele a traição. O PT ficou, de fato espantado, surpreso, e recebeu a notícia da formação do blocão como quem revalida a moral do escorpião: não dá para confiar no PMDB. Quando vi a notícia também me surpreendi. Penso que a atitude do PMDB é um despropósito politico, um erro do próprio PMDB. Um erro estratégico e que o que o motiva só pode ser a pressão dos cacidados do partido por mais cargos na máquina governamental. Um partido que acaba de ganhar a vice-presidência não precisa dar mostras de força. Michel Temer e seu partido poderiam ter uma interlocução estreita com a presidente eleita – e, ainda, acumular muito poder no executivo, somando vários ministérios e órgãos. No entanto, não passou desapercebi...

Sobre o Amazônia Doc

Tive a honra de participar, dias atrás, do júri do Amazônia.Doc 2010.  É a segunda edição do festival e, nessa condição, há tudo a inventar. Como, além do júri, também compus uma mesa – no Seminário Pan-Amazônico de Cinema, sobre a relação entre ética e cinema – pude participar de maneira mais efetiva, da discussão a respeito dos fundamentos, das motivações e dos compromissos de um festival como esse.  Algumas notas a respeito: 1.      O cinema, por alguma razão, mais que qualquer outra forma de expressão artística e documental, tem capacidade de traduzir os processos do nosso tempo. Mas há, para isso, uma condição: ser contemporâneo de algo, ou seja, ter alguma contemporaneidade, alguma coisa que lembre uma contemporaneidade, qualquer coisa que lhe crie um referencial de paralelismo. 2.      O cinema só se efetiva quando se propõe como contemporaneidade. Se se quiser, isso significa identidade, mas não uma identidade da qual já se ...

Memórias da Era da Borracha: Capítulo 2 - A queda

Na noite de 28 de agosto de 1912 a cidade de Belém do Grão-Pará foi tomada por uma série de acontecimentos surpreendentes. Situa-se, naquela noite, uma chuva de proporções tão gigantescas, que, conta-se, chegou a destruir a todos os vitrais da loja Cúpula de Malquistã. Daquela noite lembra-se, ainda, que a cidade foi invadida por um odor profundo de gerâneos, que a alguns lembrou o odor de cadáveres insepultos e suscitou a hipótese de a chuva ter alagado o cemitério da Soledade, no centro da cidade, e ter trazido os mortos à superfície da terra. Por sinal, foi também a noite de uma festa familiar na qual se viu surgirem de dentro de paredes brancas dois fantasmas, como me foi contado, que prenunciaram vários desassossegos. E ainda, porfim, foi a noite em que o líder oposicionista, o ex-governador Lauro Sodré, sofreu um atentado, enquanto se dirigia em seu coche para assistir a uma récita lírica no Theatro de Nossa Senhora da Paz. Aí terminava a "Era da Borracha", de forma ...

Publicação sobre culturas piratas

O que são, afinal, “culturas piratas”? O InternationalJournalof Communication   vai lançar uma edição especial sobre o tema. Ela será dirigida por Manuel Castells e Gustavo Cardoso. Submissões de artigos remissivos de pesquisa podem ser enviados até 31 de março de 2011. Aqui as instruções e o endereço estão aqui: Submityourpapernow (IJoCloginpage) ,   Guide for Authors .

Curso política e comunicação

Dilma quer dobrar investimentos em infraestrutura, mas...

Os números do Orçamento Geral da União (OGU) são cruéis. A verba pública para ações de desenvolvimento envolvem apenas o equivalente a cerca de 1% do PIB.  Dilma anunciou que deseja dobrar esse percentual, mas não será fácil. Só as despesas com pessoal, encargos sociais e benefícios previdenciários e assistenciais consomem quase 30% das receitas. O OGU de 2011 é de R$ 51,44 bilhões para investimentos, ou 1,32% do PIB projetado, o qual é de de R$ 3,89 trilhões. O OGU de 2010 foi de R$ 58,1 bilhões. Um mapeamento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) mostra que o Brasil precisa de investimentos públicos e privados, apenas em infraestrutura, de R$ 168 bilhões anualmente, por pelo menos cinco anos, para desfazer os nós da economia. Desse total, R$ 29,5 bilhões seriam em energia (geração, transmissão e distribuição); R$ 78,6 bilhões em petróleo e gás natural; R$ 14,1 bilhões em saneamento; R$ 25,2 bilhões em transportes e logística; e R$ 20,6 bilhões ...

Curso política e comunicação

As perspectivas políticas no pós-Lula

Reproduzo artigo de Altamiro Borges, publicado originalmente no sseu blog. As perspectivas políticas no pós-Lula Altamiro Borges A eleição de Dilma Rousseff abre novos horizontes para o enfrentamento dos graves problemas brasileiros. Permite uma pauta positiva, com a intensificação das lutas por mudanças profundas no país. Caso José Serra fosse vitorioso, o Brasil retrocederia e forçaria uma agenda defensiva e reativa dos trabalhadores, contra a retomada das privatizações, a destruição dos programas sociais, a criminalização dos movimentos populares e o realinhamento colonizado aos EUA.  A vitória de Dilma garante um cenário mais favorável à luta por reformas estruturais no país. Ela mantém o ciclo político aberto pelo presidente Lula, garantindo a sua continuidade, mas sinaliza com novos avanços. Além disso, ela fortalece o pólo progressista na América Latina e dá novo impulso à integração regional soberana. Não é para menos que todos os governantes de esquerda do continente sauda...