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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por funtelpa

Para começar a discutir a Funtelpa 3

A Funtelpa, a meu ver, tem um problema. Trata-se de um problema de fundo, que diz respeito à sua própria fundação como emissora “cultural”. Pretendo discutir isso mais a frente, e só antecipo, aqui, essa observação, porque preciso dela para dizer que seria possível ter tido um projeto para a Funtelpa. Porém, o que estou fazendo aqui, nestes posts, é “começar a discutir a Funtelpa”. Gostaria de separar as questões “de fundo” e de “superfície” (ou de “começo”), para colocar algo essencial: não teria sido necessário desmontar intelectualmente a Funtelpa para conduzir uma total renovação da Funtelpa. Ou seja, o problema não está nas pessoas. Nunca esteve. A equipe da Funtelpa teria, na verdade, a solução para o problema real da emissora.  E, por resultado, tem-se, agora, um duplo problema: uma emissora sem conteúdo e, ao mesmo tempo, sem capital intelectual.   

Para começar a discutir a Funtelpa 1

Referi-me, no post anterior, à desmontagem intelectual e física da TV Cultura de São Paulo. Sempre temos que lamentar um processo de desmontagem física de uma emissora. Nós, paraenses, temos a experiência desse processo, considerando o que vimos acontecer com a Fundação de Telecomunicações do Pará, a Funtelpa, quando seu sinal e sua estrutura de transmissão para grande parte do interior do Pará foi cedida (isso é maneira de dizer..., na verdade, como se sabe, tudo foi pior que isso) a um grupo privado de comunicação, as Organizações Rômulo Maiorana, ORM. Porém, mesmo lamentando a desmontagem física de um canal de TV, penso que o mais lastimável de tudo é o processo de desmontagem intelectual da emissora. É o que começou a acontecer em São Paulo. Desmontagem intelectual é quando se começa a substituir, por razões políticas ou econômicas – nesse caso, tanto faz – a mão-de-obra da emissora. Em geral são funcionários com experiência e altamente capacitados, além de terem, digamos assim, a ...

Para começar a discutir a Funtelpa 2

Penso que vivenciamos um processo semelhante ao que está prestes a ocorrer em São Paulo aqui no Pará. Ou seja, um processo de desmontagem intelectual da emissora pública. Acompanhei os esforços da professora Regina Lima para expandir o sinal da Funtelpa e renovar suas condições de operação, adquirindo equipamentos de captura, transmisores e antenas. Eu mesmo, quando na secretaria de Comunicação, fui ao Ministério das Comunicações, por três ou quatro vezes, para solicitar novas concessões de operação para a TV Cultura. Porém, no que se refere ao conteúdo e ao patrimônio intelectual da emissora, minha opinião é de que a gestão atual, efetivamente, não fez o que devia. Que seria isso? Que seria fazer o que devia? Penso que, basicamente, apresentar um projeto de conteúdo. Isso demandaria contar com o corpo técnico da emissora, profissionais de longa data e com mais do que experiência: com afeto, ou seja, compromisso para com a casa e para com o campo da comunicação, no Pará. Sei disso por...

Os 10 pecados da política cultural do PSDB

Sétimo pecado: Falta de articulação com as políticas de comunicação Não é possível falar em política cultural, contemporaneamente, sem falar, ao mesmo tempo, sobre política de comunicação. A cultura associada à mídia pode ser descrita como o “quinto poder”, como o elemento estruturante dos imaginários coletivos e, portanto, como uma peça estratégica na construção da visibilidade da cultura local. Trata-se de uma relação de sobrevivência: na sociedade globalizada, as dinâmicas locais precisam de canais midiáticos para sobreviver, se autoproduzir e se reproduzir. Já estamos bem além das teorias críticas da comunicação, que denunciavam a mídia como um agente meramente ideológico e deformador dos perfis sociais. Os meios de comunicação têm, na verdade, um papel dinâmico, que tanto pode ser bem usado como pode ser mal usado. Uma emissora de rádio ou de tv pode desenvolver papéis propulsores da educação, da cultura, da saúde pública, da segurança e, sobretudo, da integração estadual, element...

Os 10 pecados da política cultural do PSDB - sétimo pecado: falta de articulação c/ as políticas de comunicação

Estou viajando e o blog está no modo "releitura". O post a seguir foi publicado originalmente no dia 29/11/2006. Retorno no final de janeiro . Sétimo pecado: Falta de articulação com as políticas de comunicação Não é possível falar em política cultural, contemporaneamente, sem falar, ao mesmo tempo, sobre política de comunicação. A cultura associada à mídia pode ser descrita como o “quinto poder”, como o elemento estruturante dos imaginários coletivos e, portanto, como uma peça estratégica na construção da visibilidade da cultura local. Trata-se de uma relação de sobrevivência: na sociedade globalizada, as dinâmicas locais precisam de canais midiáticos para sobreviver, se autoproduzir e se reproduzir. Já estamos bem além das teorias críticas da comunicação, que denunciavam a mídia como um agente meramente ideológico e deformador dos perfis sociais. Os meios de comunicação têm, na verdade, um papel dinâmico, que tanto pode ser bem usado como pode ser mal usado. Uma emissora de...

O estranho convênio da Funtelpa com a TV Senado

A TV Cultura e a Rádio Cultura são emissoras públicas, e não estatais. Por essa razão soam temerárias as negociações para que ela passe a transmitir, no Pará, a TV e Rádio Senado, tal como foi divulgado ontem, pela imprensa.  Além disso, cabe considerar que a estrutura existente já é precária. Falou-se em "compartilhamento" da programação. Como fazê-lo sem afetar: a) o acordo com a Rede Brasil? b) a programação local? c) a precária estrutura de transmissão? d) as funções do corpo funcional? Quando, antes, governava o Pará, o PSDB firmou convênio com as ORM por meio do qual abria mão de seu direito de transmitir programação local e, ainda por cima, pagava por isso. Agora, procura firmar um convênio com a TV Senado que é no mínimo supreendente. Estranha mania de diminuir a Funtelpa... Bizarra compreensão da comunicação pública... Qual o interesse por trás desse convênio? Livrar-se de um problema? Diminuir as horas de programação da Rede Brasil?

Os 10 pecados da política cultural do PSDB - sétimo pecado: falta de articulação c/ as políticas de comunicação

Estou viajando e o blog está no modo "releitura". O post a seguir foi publicado originalmente no dia 29/11/2006. Retorno no final de janeiro . Sétimo pecado: Falta de articulação com as políticas de comunicação Não é possível falar em política cultural, contemporaneamente, sem falar, ao mesmo tempo, sobre política de comunicação. A cultura associada à mídia pode ser descrita como o “quinto poder”, como o elemento estruturante dos imaginários coletivos e, portanto, como uma peça estratégica na construção da visibilidade da cultura local. Trata-se de uma relação de sobrevivência: na sociedade globalizada, as dinâmicas locais precisam de canais midiáticos para sobreviver, se autoproduzir e se reproduzir. Já estamos bem além das teorias críticas da comunicação, que denunciavam a mídia como um agente meramente ideológico e deformador dos perfis sociais. Os meios de comunicação têm, na verdade, um papel dinâmico, que tanto pode ser bem usado como pode ser mal usado. Uma ...

Política cultural 9: Objetivo 8 - Cultura para a comunicação

Objetivo 8 - Implementar um programa de Cultura para a Comunicação Ação 8.1 – Retomar a execução do Programa Comunicação Cidadã O objetivo geral do Programa é promover a comunicação social como prática de construção democrática e popular, superando sua percepção exclusiva como instrumento de marketing e propaganda. Isso seria feito por meio das seguintes sub-ações: Sub-ação A – Oficinas de comunicação para a cidadania. Estimular o uso de veículos alternativos, populares e comunitários de comunicação, envolvendo 40 mil pessoas em oficinas e ateliês. Sub-ação B – Treinamento avançado de comunicadores populares. Qualificar 2 mil pessoas a desenvolverem ações de comunicação alternativa, popular e comunitária. Sub-ação C – Edital de fomento à ações de comunicação popular e comunitária. Apoiar ações de comunicação em áreas urbanas periféricas, assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, populações quilombolas e comunidades ribeirinhas. Sub-ação D – Edital Estadual de Pontos de Co...

Governo Jatene tira do ar a Rádio Cultura OT

Leio o seguinte no blog Na Ilharga : A Rádio Cultura do Pará, Onda Tropical, primeira emissora da Funtelpa (Fundação Paraense de Rádio Difusão) está fora do ar novamente. A rádio foi inaugurada em 1977 e foi desativada durante o governo tucano de Almir Gabriel, em 1988 e ficou fora do ar durante 11 anos. Foi reativada em 2009 durante o governo Ana Júlia Carepa, com um investimento de R$1,8 milhão, com recursos próprios e uma parte financiada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Agora, novamente a rádio está fora do ar, sob alegação de “problemas técnicos”, na gestão de outro tucano, o governador Simão Jatene. O assunto exige atenção da sociedade civil e da classe política. Os tucanos tendem a considerar como ônus tudo o que exige dispêndio sem trazer bônus eleitoral. Se for verdade que a Cultura OT será tirada do ar - como já o foi, nas gestões anteriores do PSDB - haverá uma perda grande para o estado. É preciso defender a OT. ATUALIZAÇÃO - 09h10 do dia 24/03/2012: Pelo Twi...

Sobre as indicações do governo Jatene para as áreas da cultura e da comunicação

Nas caixas de comentários perguntam-se o que achei das nomeações do governo Jatene para as areas da cultura e da comunicação. Falerei mais à frente com mais detalhes, mas minhas primeiras impressões são as seguintes: em primeiríssimo lugar e antes de tudo, considero a indicação da jornalista Adelaide Oliveira para a Funtelpa excelente. É alguém que conhece a casa, que a ama e que conta com o respeito dos funcionários. Além disso, é uma pessoa absolutamente aberta ao diálogo e sintonizada com o mundo atual, com a cultura contemporânea, alguém do tempo presente, que chega à Funtelpa com sua imensa energia e com sua, não menos imensa, alegria.  Também gostei da indicação de Dina Oliveira para a Fundação Curro Velho, pelo fato de que tem experiência (acho que posso dizer assim) radical, da casa.  Em relação às nomeações de Ney Messias Jr para a Secom e de Nilson Chaves para a FCPTN, ainda não tenho a dizer. Não tenho elementos maiores para prospectivas e seria leviano ensaiá-las...

A essência da política cultural de Paulo Chaves

No final de 2006 escrevi um texto intitulado “Os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará”. Nele, criticava a gestão Paulo Chaves, então completando 12 anos à frente da Secult. Acho oportuno republicá-lo, no calor provocado pelo movimento Chega! As esperanças daquele tempo eram muitas. As frustrações, no entanto, continuariam, a ponto mesmo de Paulo Chaves retornar à Secult. Para verem como as coisas demoram a mudar. Lamentavelmente, o texto continua atual.  Os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará Introdução O PSDB - não apenas no Pará, mas por índole nacional – se caracteriza, no campo cultural, por ser um partido que pensa a cultura de maneira não-antropológica, embora recorrentemente, nas suas cartilhas, mencione adotar um conceito antropológico de cultura nas suas ações. Suas ações culturais, na verdade, têm o escopo de uma casuística circunstancial, sendo composta por uma série de práticas fragmentadas, que se delineiam conforme a possibilidade de um...

As expectativas para a comunicação em 2011

As expectativas para a comunicação em 2011  Por Marcos Urupá *  O ano de 2011 começa cheio de expectativas. Primeiro, porque é pela primeira vez que temos uma mulher no mais alto posto do País; segundo, porque ao que parece, a comunicação realmente na pauta política do Brasil.  No dia 01 de janeiro de 2011, tomou posse Dilma Rousseff como a primeira mulher eleita presidente do Brasil. No seu discurso, deixou claro que "Reafirmará o seu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião".  No mesmo dia, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, em seu discurso disse que queria a imprensa acompanhando seu governo de perto, deixando claro que sempre que a imprensa gaúcha tiver promova, as denúncias mais duras a respeito do seu governador, do seu vice-governador e dos seus secretários. E complementou: “Porque é desta informação colocada na esfera pública que surg...

Os retrocessos da política de comunicação do Pará

Os retrocessos da política de comunicação do Pará Marcos Urupá Em dezembro de 2009, o Brasil viveu um momento histórico: acontecia a primeira Conferência Nacional de Comunicação, capitaneada pelo Governo Federal. Demanda histórica da sociedade civil que defende a democratização da comunicação, e mesmo com suas atipicidades, a I Confecom foi um momento marcante, onde a comunicação ganhava relevância e ocupava de maneira institucionalizada as pautas políticas dos estados e do país. Quando foi anunciada pelo presidente Lula, durante o Fórum Social Mundial que aconteceu em janeiro de 2009 em Belém, todos da sociedade civil brasileira já aguardavam os comportamentos dos estados para a convocação das etapas estaduais. Em abril de 2009, saiu o decreto que convocava oficialmente a I Conferência Nacional de Comunicação, e colocava aos poderes executivos dos estados a convocação das etapas estaduais. É importante ressaltar que mesmo antes de Lula anunciar a Confecom durante o Fórum...

Os 10 pecados da política cultural do PSDB

Décimo pecado: Vaidade O pecado não é venal, mas desnorteia pelo ridículo. A política cultural do PSDB sempre teve uma arrogância que, para muitos, parecia agressiva. Talvez isso fosse, apenas, a necessidade de firmar uma aparência social de pertencimento ou de proximidade a grandes idéias e a grandes intelectuais. Fazer a corte aos famosos, aos verdadeiros, aos grandes, se tornou uma prática. Não obstante, como é sabido, “cultura” não se pega por osmose, e os grandes intelectuais, os verdadeiros, como todos sabem, não costumam pecar pela vaidade. O pecado da vaidade equivale ao tom ideológico e sutil das políticas do PSDB, e precisa ser compreendido, contextualizado, para que não continue influenciando na próxima gestão. Ele está presente em projetos importantes e delicados, como as séries de CD lançadas pela Secult, dentre as quais A Música e o Pará e o álbum Belém da Saudade, ou a reforma de espaços como o Teatro Waldemar Henrique, mas não passou desapercebido o tom de auto-elogio e...

A política de comunicação neocon do "interregno" jatene: factóides, tucanês, servilidade e ódio de classe

Na caixa de comentários do post " Sobre as indicações do governo Jatene para as áreas da cultura e da comunicação ", há a seguinte provocação que me foi dirigida: Anônimo disse... achas mesmo que é preciso grande análise para saber se esse NEY tem capacidade e caráter para comendar uma secretaria de Comunicação? ele que assinou embaixo a renovação do contrato vergonhoso da Funtelpa com as Organizações Romulo Maiorana? aquele que o Lùcio Flávio Pinto tantas vezes denunciou, no qual o Estado pagou, por anos, uma grande fortuna para as ORM usarem as suas antenas no interior. Esse montante já foi devolvido??? nos atualize sobre o assunto, por favor, professor Fábio. isso é serviço de utilidade pública, é assunto para ser tratado até na mídia nacional. um lao escuro e triste da nossa história. Apesar de esperar o pior possível, da gestão Jatene, para o campo da comunicação, minha prudência republicana recomendou esperar uns dias para ver o projeto. Pois bem, o projeto não veio. ...

Terruá Pará: farra na casa alheia com dinheiro público

No blog do deputado Bordalo, está-se discutindo a questão do Terruá Pará. Reproduzo o centro do debate: O Governo Jatene e a Presidenta da FUNTELPA, Adelaide Oliveira, confundem política de governo, política cultural, ação de marketing para divulgação da produção musical no   Pará .  Veja a íntegra do texto aqui . Essa reflexão é bem interessante e merece ser desenvolvida. O deputado está levantando um tema essencial para o debate sobre políticas de comunicação, políticas de marketing e políticas culturais. É preciso lembrar que não são a mesma coisa. Os recursos públicos da publicidade devem ser usados para a divulgação da ação de governo. Qualquer gasto, nessa rubrica, que fuja a essa regra, merece ser averiguado pelo Ministério Público. Penso que é preciso discernir entre os diversos custos referidos, à bem do interesse público. Se isso não está sendo feito - e parece que não está - como disse Bordalo, tem-se aí, de fato, um caso de ALOPRADOS . O que NÃO PODE , em nenhum...