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Mostrando postagens com o rótulo Amazônia

Debate sobre a história econômica da Amazônia amanhã, no Naea

2a rodada de discussões em torno do livro do querido professor Francisco de Assis Costa, A Brief Economic History of Amazon, lançado pela Universidade de Cambridge. Amanhã, às 15h, no auditório do Naea. Todxs bem-vindos.

Lançado o Edital do mestrado e doutorado do Naea

Foi lançado do Edital de Seleção para o mestrado e o doutorado do Naea,  o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, da UFPA.  As inscrições iniciam dia 26 de setembro de 2016 e a seleção será durante o mês de novembro de 2016. Em junho último ingressei no corpo de professores do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido, no Naea, o que é para mim é uma honra; já fui aluno do Programa, pois comecei lá meu doutorado, antes de ir para a França. Bom, caso tenham interesse, então, estou lá no Edital, com uma vaga de doutorado e uma ou duas de mestrado. Estou na linha de pesquisa Estado, Instituições, Planejamento e Políticas Públicas, que tem a seguinte ementa: " Os impactos das alterações institucionais econômico-sociais são interpretados nesta linha de pesquisa a partir de um esforço de integração metodológica, permitindo que tanto estudos históricos quanto temas atuais tenham uma abordagem interdisciplinar" . O Edital do Naea pode ser ac...

Meu novo artigo: "A identidade denegada. Discutindo as representações e a autorrepresentação dos caboclos da Amazônia"

Publicado hoje o novo número da Revista de Antropologia da USP , que traz meu artigo " A identidade denegada. Discutindo as  representações e a autorrepresentação dos  caboclos da Amazônia" Pode ser acessado aqui .  A identidade denegada. Discutindo as  representações e a autorrepresentação dos  caboclos da Amazônia Fábio Fonseca de Castro Resumo: O artigo discute como os caboclos amazônicos são representados pela etnografia, história, literatura e pelo senso comum da região, assinalando como, nesses diversos corpora discursivos, está presente certa ambivalência, estruturadora do padrão narrativo que a sociedade amazônica usa quando se refere a eles. Categoria social de representação ou tipo ideal constituído na história amazônica, os cablocos seriam uma anti-identidade, ou melhor, uma identidade paradoxal, denegativa. Uma questão que só tem sentido na própria violência simbólica que os institui como sujeito social. Palavras-ch...

Umas palavras sobre o I Seminário “Dinâmica Agrária e Desenvolvimento Sustentável”, que aconteceu na semana passada

Na semana passada participei do  I Seminário “Dinâmica Agrária e Desenvolvimento Sustentável”, o rganizado pelo Dadesa, o  Grupo de Pesquisa Dinâmica Agrária e Desenvolvimento Sustentável (Dadesa), do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia (Naea/UFPA),  em torno do lançamento simultâneo, de seis livros do prof. Dr. Francisco de Assis Costa, seu coordenador.  O evento foi pouco acompanhado pela sociedade local, pela inteligência local, pela UFPA em geral mas constituiu, certamente, um dos eventos científicos mais importantes dos últimos anos, e talvez de anos futuros, em toda a Amazônia. Explico: os seis livros lançados reúnem material anterior e inédito do prof. Francisco Costa, um material com potencial revolucionário, para quem estuda a Amazônia e, talvez mais além, para quem estuda o agrário, em geral. É que o Chiquito – apelido franqueado não só aos amigos, mas para todos os seus leitores – com sua obra, elabora uma matriz teórica nova, orig...

Conferência de Alfredo Wagner na ABA

Reproduzo um vídeo com a fala do professor Alfredo Wagner, proferida na abertura da reunião da ABA - Associação Brasileira de Antropologia deste ano. A palestra, intitulada "Práticas antropológicas no tempo da recodificação", é extremamente interessante para compreender o que significa fazer antropologia no Brasil de hoje. Wagner é professor convidado da Universidade federal do Amazonas e da Universidade Estadual do Amazonas e coordena o projeto Cartografia Social da Amazônia.

A morte de Betty Meggers

A "mãe" da arqueologia amazônica, Betty Meggers, morreu na última segunda-feira aos 90 anos nos EUA.  A arqueóloga revolucionou o conhecimento sobre os povos indígenas do Brasil antes de Cabral ao realizar, a partir de 1948, as primeiras escavações sistemáticas na ilha de Marajó (PA). Trabalhando com o marido, Clifford Evans, a cientista da Smithsonian Institution mostrou que os povos da foz do Amazonas desenvolveram uma cultura material complexa, com cerâmicas elaboradas. Isso provavelmente era resultado de ocupações densas, diferentes da baixa densidade demográfica das aldeias indígenas atuais. Meggers, porém, propôs que essa relativa complexidade era resultado de migrações dos Andes, que fracassaram por causa da pobreza do ambiente amazônico. Essa tese, que Meggers delineou em 1971 no livro "Amazônia: A Ilusão de um Paraíso", dominou a antropologia amazônica até os anos 1980. Foi quando uma conterrânea, Anna Roosevelt, então na Universidade...

Surara

O texto abaixo foi escrito por um grande intelectual amazônico. Sou fã incondicional de José Varella, marajoara como às vezes eu sou (por causa de meu avô). Com vocês, Surara: Surara José Varella A obscura palavra “surara” nasceu dentre culturas de fronteira, na selva amazônica, a grimpar divisor de águas pelas cumeadas das montanhas, do contato entre bárbaros e civilizados, nacionais e estrangeiros; nas duras tarefas de mateiro da demarcação de fronteiras. Ela é uma gíria selvagem como semente ardida de suor e cansaço do idioma de Camões na língua estropiada do índio trabalhador das Comissões de Limites, querendo dizer “soldado” da conquista e demarcação de limites dos territórios extremos dos países irmanados pela construção dialética da história comum sul-americana.  Ela é digna de ensaio à lá Sérgio Buarque de Holanda, tal qual em “Caminhos e fronteiras”, no qual o mestre de “Raízes do Brasil” envereda resolutamente em busca de resposta à obsessiva questão, ainda sem respos...

Achado arqueológico no Peru

140 peças arqueológicas, incluindo machados de pedra e ferramentas usadas na indústria têxtil, foram encontradas na Amazônia peruana nos últimos dias. Segundo a agência oficial de notícias do Peru, a Andina, as peças estavam na região do Alto Amazonas, ao norte do país. Os vestígios seriam de cerca de 1.200 anos atrás e indicam que os antigos habitantes da floresta no local realizavam atividades produtivas, de acordo com o Instituto de Investigação da Amazônia Peruana (IIAP). O órgão resgatou os artefatos e entregou para autoridades da área de cultura no país.

As metas do milênio e a Amazônia 3

O relatório do Imazon também destaca a gradual diminuição do desmatamento no bioma, que em 2010 teve seu menor índice desde 1988, segundo dados do Instituto Naicional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e ressalta a importância de 44% do bioma ter território protegido por áreas de conservação ou terras indígenas. Segundo a pesquisa, no entanto, apenas 10% da população no bioma tem saneamento básixo e 58% do lixo produzido vai para lixões a céu aberto.

As metas do milênio e a Amazônia 2

Para realizar o estudo o Imazon avaliou 25 indicadores, atualizando estudo de 2007.
 Alguns elementos interessantes: A taxa de Aids na região aumentou entre 1990 e 2008, indo contra a redução no restante do país. A malária também teve índices altos e mais de 306 mil casos da doença foram registrados no bioma em 2009, segundo o relatório.  A pobreza extrema, outro ponto previsto nas metas do milênio da ONU, diminuiu de 23% para 17% entre 1990 e 2009, mas ainda faltam 7% para o número atingir o objetivo para 2015, de 10%, indica a pesquisa. A taxa de analfabestismo caiu de 20% para 11% no período, mas ainda há uma taxa alta de analfabetos funcionais na região. A taxa de mortalidade infantil de crianças até 1 ano caiu 52% entre 1991 e 2009. 

As metas do milênio e a Amazônia 1

Um relatório divulgado na segunda-feira dia 20 pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) afirma que o bioma só atingiu até agora uma das 8 metas do milênio estabelecidas em 2000 pelas Nações Unidas sobre condições de pobreza, saúde, educação e ambientais para o ano de 2015. A única meta atingida no bioma até o momento foi a eliminação da desigualdade entre os sexos na educação infantil, segundo a organização não governamental (ONG). Se o ritmo de resolução das metas for mantido, outras 3 poderão ser alcançadas até 2015, que são reduzir a mortalidade infantil, garantir o acesso à educação fundamental e inverter a perda de recursos ambientais, calcada na redução do desmatamento e no aumento de áreas protegidas no bioma.