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Mostrando postagens com o rótulo Governo Jatene

O Pará está perdido na violência, e o governo Jatene não está menos

Se o Pará está perdido nessa onda de violência - 53 mortes violentas (latrocínicios e homicídios) em apenas 5 dias, com a prisão de apenas 2 suspeitos - o Governo Jatene não está menos. Perdido politicamente. Conceder um aumento salarial de mais de 100% a oficiais da PM e dos Bombeiros e nenhum reajuste às categorias inferiores é uma mancada política que não se explica. E assistir de braços cruzados à paralizacão das corporações, recusando-se a todo diálogo parece uma insanidade. Por fim, chamar o motim iniciado de "oportunismo eleitoral" é um total contrasenso, uma bobagem que só faz piorar as coisas. Ao que tudo indica, o governo já acabou. Não consegue fazer, não consegue dialogar, não consegue dizer. Não tem argumentos, não tem leitura de fatos e não tem respostas. Vamos acompanhando esses acontecimentos perplexos. E com medo, é claro, porque a inoperância do PSDB estea transformando o Pará no caos.

Belém explode de violência. E o Governo Jatene com isso? E as políticas sociais com isso?

Há alguns dias meu filho foi assaltado, pela segunda vez, e na mesma rua, a Quintino, entre José Malcher e João Balbi. Hoje mesmo uma vizinha foi assaltada, quando entrava no prédio. Ela e o porteiro foram rendidos por um assaltante armado. O sujeito tinha um cúmplice, também armado, que dirigia uma moto. Nenhum desses dois acontecimento, felizmente, produziu uma violência maior que a já imensa violência de ser assaltado. Mas é preciso pensar na questão da segurança, porque, independentemente de episódios pessoais, é evidente que Belém, que o Pará, estão vivendo num tempo de completo descontrole, de radical descaso e absurda incompetência com a questão da segurança pública – afora, é claro, as outras inúmeras questões de descontrole, descaso e incompetência que nos rodeiam: na gestão pública, na educação, na economia, nos transportes públicos, na cultura... Agora, se me permitem refletir um pouco sobre essa questão, quero observar algo a respeito do assalto do meu filho. Logo apó...

A essência da política cultural de Paulo Chaves

No final de 2006 escrevi um texto intitulado “Os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará”. Nele, criticava a gestão Paulo Chaves, então completando 12 anos à frente da Secult. Acho oportuno republicá-lo, no calor provocado pelo movimento Chega! As esperanças daquele tempo eram muitas. As frustrações, no entanto, continuariam, a ponto mesmo de Paulo Chaves retornar à Secult. Para verem como as coisas demoram a mudar. Lamentavelmente, o texto continua atual.  Os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará Introdução O PSDB - não apenas no Pará, mas por índole nacional – se caracteriza, no campo cultural, por ser um partido que pensa a cultura de maneira não-antropológica, embora recorrentemente, nas suas cartilhas, mencione adotar um conceito antropológico de cultura nas suas ações. Suas ações culturais, na verdade, têm o escopo de uma casuística circunstancial, sendo composta por uma série de práticas fragmentadas, que se delineiam conforme a possibilidade de um...

Política cultural e autoritarismo no Pará 7: A dimensão política maior do protesto dos artistas paraenses

O protesto dos artistas paraenses é maior do que seus objetos. Não é apenas contra o arcaísmo da política cultural do secretario Paulo Chaves. Eles protestam é contra a exclusão. Discutir política cultural é discutir bem mais do que a ação do Estado no campo cultural, é discutir o coletivo, com suas dúvidas. Política cultural é política no sentido mais amplo da palavra. Dizendo isso, me ocorre que alguns lugares do mundo podem ser salvos pela cultura. Não sei se é o caso deste tristíssimo Pará. Mas talvez seja.