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Mostrando postagens de Março, 2013

Crônicas Canadenses 9: St. Paddy's Day

Crônica 9:  St. Paddy's Day Todo mundo gosta dos irlandeses. Eles são alegres, brincalhões e afetuosos. São também solidários e generosos. São o que os brasileiros gostariam de ser, ou o que gostam de dizer que são – mas não vou entrar em detalhes de psicologia social e de tipos ideais. Gostaria apenas de comentar o St. Patrick’s Day, ou o Paddy’s Day que ocorreu no domingo passado. Saint Patrick é o padroeiro da Irlanda. Na Irlanda e em todas as cidades do mundo que possuem fortes comunidades irlandesas, ocorre uma festa pública. É o caso de Montreal. Durante quase todo o dia uma das principais ruas da cidade, a Sainte-Catherine, é fechada para as festas. Tudo começa com uma parada, aberta por uma estátua de isopor gigantesca de St. Patrick. Seguem-se três horas de desfile, que reúne todas as instituições, associações e empresas irlandesas da cidade. Desfila todo mundo: padres irlandeses, políticos irlandês, astros e misses irlandesas, bandas, atletas e uma p

Os 100 jornalistas mais notáveis nos EUA de todos os tempos

Para comemorar o centenário do seu curso de jornalismo, a  New York University  divulgou uma lista dos  100 jornalistas mais notáveis  nos EUA nos últimos 100 anos. Os jornalistas homenageados foram selecionados por professores e alunos da universidade a partir de mais de 300 profissionais indicados.  A lista completa da  New York University  está no endereço: http://journalism.nyu.edu/the-100-outstanding-journalists-in-the-united-states-in-the-last-100-years/ Reproduzo comentário de José Antônio Orlando comentando algumas das escolhas .  Entre os nomes escolhidos estão: ** Os jornalistas  Bob Woodward  e  Carl Bernstein , que eram jovens repórteres do  Washington Post no início da década de 70 quando ajudaram a expor o escândalo Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon. O escândalo deu origem ao filme  Todos os Homens do Presidente (1976), de Alan J. Pakula, com Dustin Hoffman e Robert Redford nos papéis de Woodward e Bernstein. ** O jornali

Entrevista genérica

Aula de incomunicação para alunos de comunicação (e para espectadores incautos): 

Crônicas Canadenses 8: A volta da Trudeaumania

Crônica 8 A volta da Trudeaumania Este domingo é dia de eleições para a liderança do Partido Liberal no Québec. Mas a grande disputa está se dando em torno da eleição nacional para a chefia dos Liberais. A convenção ocorre no próximo dia  14 de abril.  No sistema político daqui, a eleição interna de um partido tem uma importância nacional, porque o líder tende a ocupar o cargo de Primeiro Ministro, caso o partido vença, proximamente, as eleições nacionais. Na minha forma de pensar, é como devia ser no Brasil e em todo lugar: o debate partidário, orgânico, ganha importância, envolvendo a sociedade: não apenas os afiliados a um partido – que são os que, efetivamente, votam nos seus líderes – mas toda a sociedade, já que, nesse sistema, bem mais importante que a pessoa é o partido. O Partido Liberal do Canadá é o grande partido nacional, mas cada província tem sua própria conjuntura, inclusive com partidos provinciais que são mais fortes, localmente, que alguns partido

Crônicas Canadenses

No ano passado, após passar um mês em Toronto, publiquei aqui no Hupomnemata uma série de Crônicas Canadenses. Agora, morando no Canadá, mas em Montreal, retomo a série. Muito a dizer. A crônica número 8 sai daqui há pouco. Enquanto isso, que tal rever as crônicas publicadas antes? Leia as outras "Crônicas Canadenses": 1.  Lições de Toronto 2.  Contradições e contravenções em Toronto 3.  A economia da imigração 4.  Para onde vão e o que fazem os imigrantes 5.  Aventuras entre livros 6.  Chiken wings 7.  As Universidades canadenses

Cristão e cético. Cartas de Lisboa.

Nas Carta de Lisboa desta semana: Cristão e cético Um católico estupefacto, como eu, tende a perceber os Papas como poderosas assombrações que surgem de livros do passado, tal qual oThesouro da Juventude e o Manual do Cathecismo Cristão para Meninos. Continua lá .

Considerações sobre o novo Papa

Vocês lembram das palavras de Deus a Francisco de Assis, na sua visão de San Damiano? Foram as seguintes: "Vai, Francisco, e repara a Minha Casa, que, como vês, está caindo em ruínas". A escolha do nome Francisco, pelo novo Papa, é altamente simbólica. Ela se compromete com o que todo mundo, católicos e não católicos, clamam, em uníssono: uma reconstrução da Igreja. Uma renovação profunda da instituição. A questão, porém, considerando os elementos que se tem, é a seguinte: a ascensão do Papa Francisco constitui, realmente, uma renovação? Teria ela o poder de reformar, efetivamente, a instituição católica? Ainda no campo “promessas”, o conjunto simbólico é instigante. Bergoglio é o 1o Papa do sul, o 1o jesuíta, o 1o Francisco, o 1o que prepara a própria comida, o 1o que vai de ônibus para o trabalho. Além disso, suas relações com o judaísmo são melhores do que as de qualquer outro cardeal latino-americano. No atentado de 1994 contra uma sinagoga de Buenos