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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Beneditinas 7

E BN o fez com imensa generosidade, o que, como se sabe, lhe era natural. Aliás, a generosidade era um tema pouco explorado por ele, mas que parecia sempre estar ao lado de certa parte do seu trabalho. Na sua percepção de Guimarães Rosa, por exemplo, porque há certa constância, no professor Benedito, de se referir a ele como um provedor de mundo, um doador de sentidos, um operador do "carnal no espiritual". A ação de dar espírito à natureza é, provavelmente, uma forma de generosidade. O que parece ser uma virtude, aos olhos de BN - mas não que ele o diga. Não se tratava de alguém que gostasse de nomear virtudes, mas, afinal, não parece que ele, a respeito dessa mundidão de GR, assim pensava?

Beneditinas 6

Em meus anos de mestrado fui dominado por uma paixão fervorosa pela leitura da minha “razão troiana”. Por um imperialismo bibliográfico desmensurado; por uma gula fenomenológica pré-aritimética; por um egoísmo semi-hegeliano que fazia com que eu me sentisse dono, ao menos sócio, da incauta biblioteca da UnB. Ao ponto de não me quererem mais na comunicação. A professora Clara Alvim me perguntava: “Porque você não vai para outro programa?”. O professor Murilo Ramos insinuava que meu “objeto” não era “nem comunicativo e nem midiático “. O professor Sérgio Porto já nem me dava confiança. O zelador da Faculdade exigiu que eu lhe devolvesse as chaves do  eu armário. Melhor explico: meu trabalho, sob a influência da “razão troiana” estava no campo da cultura e tentava ser uma sociologia fenomenológica da experiência cultural, tal como, eu ao menos, o entendia. Ocorre que só eu o entendia. O que, obviamente, não é merito algum. E também ocorre que, naquele tempo, não havia se dado o fechame

Beneditinas 5

Da obra de Benedito Nunes fui, primeiramente, um leitor desarvorado e irresponsável. Depois, acalmei-me, disciplinei-me, tomei-lhe a bênção da razão. Não sendo formado em filosofia, não a tendo estudado, cheguei a ele após descobrir, em Brasília, onde fazia meu mestrado, no começo dos anos 1990, que havia no mundo, qual um fantasma no cativeiro, a sombra do grande conflito hermenêutico. Um feiche de encontros preparou-me esse caminho: a obra de Eudoro de Souza, a leitura de Verité et Methode, de Gadamer e, em seguida, de Tempo e Narrativa, de Ricoeur. A contribuição da Biblioteca da UnB para essa descoberta foi imensa e logo decidi que minhas tardes de sábado passariam a ser dedicadas à leitura dessa turminha que, embora não sem ironia, apelidei de “a razão troiana”. Minha razões são íntimas; um dia explico. Fiz um programa de leituras que começava por Heráclito. Os iniciados saberão o que significa isso. Em algum tempo cheguei a Husserl, depois a Weber, depois a Schultz, depois a H

Beneditinas 4

Tive muitos professores, e posso dizer, sem nenhuma dúvida, que Benedito Nunes foi o mais importante deles. Mais importante para mim, para a minha relação privada e pessoal com a estranheza do mundo. Ele corrigiu, no tempo hábil, meu existencialismo imaturo e reles – “Sartreano, sartreano!” ele acusou-o, uma vez, há uns 15 anos atrás, do fundo da sua poltrona, na Torre. Seu julgamento a respeito de Sarte era severíssimo. A ponto de considerar que a  principal utilidade do ilustre filósofo era a de demonstrar, com seu próprio exemplo, os erros a que se pode chegar pela via metafísica do existencialismo – ou seja, quando a analítica existencial se deixa levar pelos enganos daquilo que a péssima tradução brasileira de Ser e Tempo denomina “pre-sença”. Aliás, essa tradução parecia ser a pedra no sapato do velho mestre – uma opinião compartilhada por muitos mas ignorada por mim, infeliz de não saber alemão e que alcancei o Heidegger do céu de Benedito, depois de muito amargar tantas crí

Beneditinas 3

O acaso do consolo tem o cinismo de Descartes naquelas cartas que ele escreveu a Elizabeth da Boêmia. Bem o sei. Maria Sylvia e outras pessoas muito próximas precisarão e merecerão o consolo do afeto, mas a lição do meu consolo, se nele há alguma, pode até servir para os leitores de Benedito e para as comuns pessoas, sem acaso e nem um pingo, nem mesmo um pingo, do cinismo cartesiano. É que se trata do consolo – para continuarmos cartesianos – de ethica ordine . Quando falo sobre a morte de alguém que foi grande e que, particularmente, foi grande na filosofia da existência, o que me vem à mente é que a morte materializa a ruptura com toda a angústia de sermos-aí, cruelmente lançados ao mundo, sem resposta dele e de nada. É que a morte nos libera da humilhante angústia que nos acompanha durante toda a vida e que é a angústia de nem saber para que estamos aqui, se é que se pode sabê-lo, se é, até mesmo, que se está… Essa forma de consolação poderá alimentar a alguns e mais aos meus cã

Beneditinas 2

A primeira linha do primeiro ensaio do livro O Dorso do Tigre , para mim o livro mais emblemático do professor Benedito Nunes, é taxativa: “A filosofia já não consola”. Passou-se o tempo em que o fazia. Ela ajudou Sócrates a morrer e ajudou o mundo cristão a suportar a carga de injustiça presente na morte do Cristo. Benedito Nunes lembrou-se, com sua cultura vasta e universal, que ela também ajudou Severino Boécio, o ministro do imperador Teodorico, também ele, a morrer. Ouvindo as palavras do padre Florêncio, muito apropriadas, aliás, e extramente sábias e felizes, durante a missa de corpo presente do professor, ocorria-me lembrar, o tempo todo, desse ensaio. De Consolatione Philosophiae , o seu nome. Um texto fabuloso do professor. E ocorria-me indagar-me, que é a si mesmo que se indaga essas coisas, se não cabia afirmar o contrario, da taxativa frase, em relação, preciamente, à partida de Benedito. Que ao menos nos console a nós, a sua filosofia, se não toda ela, na sua partida e

Beneditinas 1

Retornei dos Alexandres e da despedida do professor Benedito, com a pena de que não haja, na cidade um panteão para ou poucos grandes da nossa parca história.  Devo-lhe muito, a si e a seus escritos.  E suponho que sejam muitos os que lhe devem tanto. Por isso, declaro o dia de hoje luto oficial no blog. Postarei apenas sobre o professor Benedito e sua obra. 

Benedito Nunes, saudade!

Retornei há pouco da Igreja de Santo Alexandre, onde está sendo velado o corpo do professor Benedito. A Belém chuvosa desta tarde e desta noite não o prossegue, mas, também, não o oblitera. De tudo ficamos menos ricos. Belém principalmente, porque perde um dos últimos representantes de uma geração internacionalista, cosmopolita e erudita, antípoda dos tempos mais presentes. Quem morreu foi o filósofo da cidade , e não é qualquer uma que pode tê-los; tê-los,  sobretudo,  do quilate dele. Sabemos que precisamos seguir vivendo, ainda que mais lançados ao mundo do que antes.  Quem leu sua obra sabe que a experiência da perda, da morte, não se opõe à experiência filosófica, e nem mesmo à experiência poética. Pessoalmente, suponho que a morte tem o benefício de corrigir o excesso de abstração da vida - e isso aprendi com ele - , mas... quem de fato sabe? Benedito Nunes deve saber, agora. Agora que é mais que um ser-aí , padecente do existenciário de ser-para-a-morte .  A morte, pelo meno

I Encontro de Blogueiros Paraenses amanhã

O Encontro vai ser realizado em Belém dia 26/02 na sede da CNBB (Tv. Barão do Triunfo, 3151. Entre Almirante Barroso e 25 de setembro),  I Encontro de Blogs do Pará Tema as Redes Socias e o governo Programação. 09:00HS Formação da mesa de Abertura. 10:30 hs Palestra. Prof. Fabio Castro, doutor em sociologia, professor da UFPA, pesquisador do programa de pós-graduação Comunicação e Cultura na Amazônia. ex-Secretário de Comunicação do governo Ana Júlia, editor do blog Hupomenta ) 12:30hs. Almoço 14:30 - Oficina sobre feramentas para Redes Socias 15:30 0hs - Discusão sobre criação de uma Rede de noticías da Blogesfera Paraense 16:30 - Discutir a criação de um coletivo de Blogs do Pará (Associação, Coperativa, Fórum) 17:30 - Aprovação de moções e Carta do Encontro. 18:30 Enceramento

O piso salarial dos professores da escola pública

O piso salarial do magistério deve ser reajustado em 15,85%. A correção reflete a variação ocorrida no valor mínimo nacional por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2010, em relação ao valor de 2009. E eleva a remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.187,00. De acordo com o MEC, a nova remuneração está assegurada pela Constituição Federal e deve ser acatada em todo o território nacional pelas redes educacionais públicas, municipais, estaduais e particulares. Com relação à reivindicação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), de aplicação do reajuste em abril, o MEC observa que o aumento é determinado de acordo com a definição do custo por aluno estabelecido pela Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007, a chamada Lei do Fundeb, no início de cada ano. O MEC aprova resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidad

Sobre o quociente eleitoral

Um ótimo artigo que esclarece a importância e a necessidade de evitar o "Distritão" que quer o PMDB: "Ele virou o vilão da vez. Ninguém parece entender para o que ele serve. Os adeptos mais ardorosos da reforma política atribuem ao quociente eleitoral a responsabilidade por todas as imperfeições do nosso sistema representativo" O que é quociente eleitoral? Rogério Schmitt   O sistema eleitoral que utilizamos para a escolha dos nossos deputados (e vereadores) não é facilmente compreensível para os eleitores ou sequer para os próprios parlamentares. Em linguagem técnica, trata-se de um sistema de representação proporcional com listas abertas. Esse sistema existe para representar partidos, e não indivíduos.   Em tese, cada partido elegerá uma bancada diretamente proporcional à votação total recebida pela sigla. Uma legenda que tenha recebido 10% dos votos elegerá cerca de 10% dos deputados, e assim por diante. Se um partido ganhou o direito de eleger cinco deputados,

Os nós da reforma política 4: outros nós a desatar

Cláusula de barreira Um tema em discussão pouco comentado, mas importante, é a instituição da cláusula de desempenho eleitoral para a chegada dos partidos ao Congresso Nacional. Isso  poderia enxugar o número de partidos para seis ou sete, expurgando aqueles que são criados  com o objetivo gerar dinheiro, de sustentar seu "dono" ou de conseguir tempo na propaganda gratuita no rádio e na televisão. Revogação de mandatos O PSOL defende a possibilidade de revogação popular de mandato ao longo do seu exercício. Número de mandatos do presidente da República O senador Itamar Franco defende o limite de dois mandatos, ou seja, em dois o número de vezes que uma pessoa pode ser presidente da República. Coligações O senador Jarbas Vasconcelos defende a extinção das chamadas coligações partidárias nas eleições proporcionais, ideia apresentada por ele em 2007 por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 29/07. O texto mantém as coligações entre partidos políticos apenas p

Os nós da reforma política 3: a questão do financiamento da campanha

Financiamento de campanha público ou privado O PT defende o financiamento público de campanha, ou seja, que seja criado um fundo, com recursos públicos, que será proporcionalmente repartido entre os partidos antes das eleições. Com isso, se controlaria bem mais a praga do caixa 2 e dos desvios de dinheiro público para as campanhas e, ainda, o  encarecimento das mesmas.  Posição semelhante tem a líder do PSOL, senadora Marinor Brito, e os senadores Rodrigo Rollemberg e Jayme Campos. Pedro Taques também deve votar nessa linha. Em seu primeiro discurso em Plenário, o senador Vicentinho Alves (PR-TO), indicado como suplente na Comissão da Reforma Política disse que o financiamento público de campanha é a melhor forma de democratizar o processo eleitoral.

Os nós da reforma política 2: a questão do sistema de voto

O sistema de voto: se ele será proporcional, distrital, distrital misto ou por "distritão" O PMDB quer o fim do voto proporcional.  É o "distritão", apelidado de Lei Tiririca (o " como está fica").  O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), defensor do "distritão", avalia que a população não entende mais por que um deputado bem votado fica fora do Congresso, abrindo espaço para outro candidato com menos votos (mas cuja legenda teve um coeficiente eleitoral maior). O PT trabalha para manter o voto proporcional para deputados e vereadores, por acreditar que ele reforça as legendas. Para o partido, a adoção do voto majoritário na Câmara representa a negação dos partidos políticos. Porém, para o PT, o voto proporcional deve vir associado à substituição da  lista aberta seja substituída pela lista fechada. Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), o "distritão" significa abolir definitivamente os partidos políticos,

Os nós da reforma política 1: as questões de método

São as seguintes as grandes questões que devem ser enfrentadas na reforma política. Os dois primeiros são, digamos assim, metodológicos, são questões de ordem que vão decidir a maneira como a reforma será feita pelo Congresso. Os demais tópicos dizem respeito à reforma política propriamente dita: 1. O t ipo de reforma política: decidir se ela vai ser ampla ou fatiada O PMDB defende reforma baseada em alguns temas importantes e consensuais, com o argumento de que isso facilitará sua aprovação ainda neste ano.   A posição pessoal de Aécio Neves (PSDB-MG) é semelhante, mas ele acha que não se deve esperar o consenso, e sim colocar os temas em votação.   O PTB deseja que a reforma aconteça de forma fatiada, de acordo com o grau de urgência das medidas. Primeiramente entrariam temas como o financiamento público da campanha. Em seguida, a questão d o sistema (voto proporcional, distrital puro, distrital misto ou voto em lista fechada). 2. Forma de discussão: se o debate será em comiss

Lúcio Flávio Pinto censurado

O jornalista Lúcio Flávio Pinto, responsável pelo Jornal Pessoal , foi proibido de publicar, sob pena de prisão e multa de R$ 200 mil, quaisquer informações sobre alguns dos acusados de desviar dinheiro da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) no estado.  Conforme determinação do juiz Antônio Carlos Almeida Campelo, titular da 4ª Vara Cível Federal do Pará, o jornalista não pode mais citar os irmãos Rômulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, principais executivos do grupo Liberal de comunicação, além de outros dirigentes da corporação, que estão envolvidos na investigação. A razão, segundo o magistrado, é que o processo corre em segredo de justiça.  Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Flávio Pinto afirmou que irá acatar a determinação, mas que pretende recorrer alegando que sua matéria se sobrepõe ao sigilo, uma vez que a acusação de fraudes contra o sistema financeiro é de interesse público.  O portal Yahoo! lembra que, em 2008, o Ministério Público Federal denuncio

Enfim, um prazo para a Lei da Mídia

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou ontem que o governo deve encaminhar no segundo semestre, para o Congresso, o projeto que prevê um novo marco regulatório da mídia digital. Até agora, o ministro se recusava a dar prazo. Bernardo disse que sua equipe ainda trabalha no texto. Também disse que,  antes do marco regulatório, o governo tem como prioridade votar o projeto de lei 116, que regulamenta o setor de televisão a cabo permitindo que empresas de telefonia entrem no mercado de TV por assinatura. A intenção do governo é aprovar o texto que está em discussão no Senado ainda no mês de março e sem alterações, ou seja, da forma como foi votado na Câmara. O ministro antecipou que muitos pontos da proposta constam do projeto do marco regulatório e que se ele for aprovado, o marco não tratará mais disso. Bernardo destacou ainda que a grande prioridade do governo Dilma é o Plano Nacional de Banda Larga e que o governo vai negociar com os Estados a isenção de ICMS como form

Belo Monte: gestão adaptativa

Reproduzo artigo de Henrique M. Leite Chaves publicado no Correio Brasiliense de hoje sobre Belo Monte. Belo Monte: gestão adaptativa Henrique M. Leite Chaves O impasse se dá pelas posições arraigadas dos principais atores envolvidos no processo, onde empreendedores, ambientalistas, desenvolvimentistas, governo e Ministério Público teimam em dar a última palavra sobre os benefícios e impactos do empreendimento.  De um lado, os defensores do projeto apregoam a alta relação custo/benefício da obra, que contribuirá para reduzir pela metade o deficit energético brasileiro em 2020 (8GW), este último equivalente ao consumo da cidade de São Paulo. Argumentam ainda que, sendo uma usina a fio d’água, seu impacto ambiental e social será reduzido, representando um avanço em relação aos antigos aproveitamentos da Amazônia, como Balbina e Samuel. Os críticos do empreendimento, por sua vez, apontam para uma série de impactos ambientais e sociais irreversíveis, como a perda da rica biodiversidade da

Vale investe R$ 3 bi na expansão no Eixo Norte

A Serra de Carajás vai garantir a maior parte do crescimento da Vale na produção de minério de ferro nos próximos cinco anos. Para escoar a produção, a empresa vai enfrentar grandes desafios logísticos e terá de investir pesado na ampliação da infraestrutura existente, incluindo mina, ferrovia e porto. O aumento da capacidade de movimentação do minério de ferro, das 115 milhões de toneladas previstas em 2011 para 150 milhões de toneladas no ano que vem, vai exigir investimentos de US$ 3 bilhões, mas o desembolso total, na ampliação da logística do sistema norte, poderá chegar a US$ 7 bilhões a longo prazo. No fim de 2014 a previsão é de que o sistema norte da Vale movimente 230 milhões de toneladas.  Os principais elementos do programa de expansão,  denominado Projeto de Capacitação Logística Norte (CLN),  são: Uma ponte de concreto na Baía de São Marco,  em São Luís.  A ponte de acesso tem, hoje, 1,1 km. Com a ampliação, a ser concluída em junho, vai atingir 1,6 km de extensão.  Na

PT presidirá 3 Comissões na Câmara Federal. Puty presidirá uma delas.

Líderes partidários definiram ontem quais as comissões permanentes da Câmara Federal serão presididas pelos partidos. O PT, partido que tem a maior bancada na Casa teve direito a três comissões e prioridade na escolha. Por definição interna, o partido decidiu pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e Comissão de Educação e Cultura (CEC). Para o líder da bancada, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a escolha destas comissões deixou o partido em uma situação confortável. A CCJ e CFT são as duas maiores Comissões. É nelas que passam os principais projetos que tramitam na Câmara Federal. E o PT ainda vai ter a presidência da CEC, agora em 2011, ano em que será votado o Plano Nacional de Educação. O partido também indicou os nomes que vão presidir as comissões: João Paulo Cunha (PT-SP) para Constituição e Justiça, Cláudio Puty (PT-PA) para Tributação e Finanças e a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) deve ficar com a comissão de Educação

Justiça congela bens na Zona Franca de Manaus

A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens de dirigentes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), do presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), do responsável pela Mosaico Engenharia e de procuradores federais da Advocacia Geral da União na Suframa. As ações de improbidade, acatadas liminarmente, referem-se a supostas irregularidades na aplicação de R$ 3.785.699 em contrato para recuperação de ruas do Distrito Industrial de Manaus. Se condenados, os envolvidos devem ressarcir a União e perder a função pública, além de outras penas. Os bens bloqueados são da superintendente da Suframa, Flávia Grosso, e de mais quatro auxiliares diretos. Via Estado de S. Paulo 

Ciro conseguiu maior emenda individual

Mesmo tendo ficado de fora do governo de Dilma Rousseff por desavenças com a cúpula do seu partido, o ex-deputado Ciro Gomes (PSB-CE) continua com muito prestígio junto ao Palácio do Planalto. Levantamento feito no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) sobre o pagamento de emendas parlamentares em 2011, entre os chamados restos a pagar (despesas de anos anteriores quitadas no exercício), mostra que Ciro conseguiu liberar a maior emenda individual entre todos os partidos, no valor de R$9,975 milhões. O PMDB, que esta semana deu uma forte demonstração de unidade e apoio a Dilma, na votação do mínimo, teve liberados este ano R$12,7 milhões de emendas individuais de 2008 a 2010, sendo a maior emenda da deputada Solange Almeida (RJ), no valor de R$3,5 milhões. O PT aparece em terceiro lugar no ranking dos partidos mais beneficiados. Foram R$5,9 milhões, também relativos a emendas empenhadas entre 2008 a 2010. A seguir vem o PDT, que teve R$3,2 milhões em emendas parlament

O golpe do voto distrital

Reproduzo artigo de Ricardo Berzoini e Athos Pereira com uma crítica ao voto distrital puro, proposta da direita na reforma eleitoral: O golpe do voto distrital Ricardo Berzoini e Athos Pereira    Sempre que necessário a direita brasileira recorre a seus alfarrábios coloniais para vender seu peixe. Neste momento em que se começa a debater uma reforma política para aperfeiçoar nossa democracia, os conservadores recorrem a uma mistificação em torno das supostas virtudes do voto distrital e tenta nos vender o sistema eleitoral falido da Inglaterra - na expressão utilizada pelo Primeiro Ministro Gordon Brown, em 10 de maio de 2010 -; como a última panacéia democrática. Um dos princípios básicos da democracia consiste em garantir que a cada eleitor corresponda um voto. Para as eleições legislativas o sistema que pode garantir o princípio a cada eleitor um voto é o sistema proporcional e este sistema é quem também pode garantir a pluralidade que se espera de qualquer legislativo que se resp

Novas rádios comunitárias: só até hoje

As entidades interessadas em operar uma rádio comunitária devem entregar a documentação ao Ministério das Comunicações até hoje. O aviso de habilitação em rádios comunitárias contempla 86 localidades de 19 estados e o prazo não será prorrogado.  Somente podem se habilitar associações comunitárias e fundações legalmente constituídas, que tenham sede nos municípios contemplados. Além dos formulários disponíveis no portal do Ministério das Comunicações, será cobrada uma taxa de cadastramento de R$ 20.  Atualmente, há autorização para funcionamento de 4,2 mil emissoras de rádios comunitárias no país, mas o governo federal quer que todos os municípios tenham pelo menos uma emissora.  Para agilizar o processo de autorização de rádios comunitárias, o Ministério das Comunicações deve lançar o Plano Nacional de Outorgas, ainda neste semestre, que deverá divulgar com antecedência um calendário com as datas dos futuros avisos de habilitação e as localidades que serão contempladas. O objetivo é