Pular para o conteúdo principal

Novas rádios comunitárias: só até hoje

As entidades interessadas em operar uma rádio comunitária devem entregar a documentação ao Ministério das Comunicações até hoje. O aviso de habilitação em rádios comunitárias contempla 86 localidades de 19 estados e o prazo não será prorrogado. 

Somente podem se habilitar associações comunitárias e fundações legalmente constituídas, que tenham sede nos municípios contemplados. Além dos formulários disponíveis no portal do Ministério das Comunicações, será cobrada uma taxa de cadastramento de R$ 20. 

Atualmente, há autorização para funcionamento de 4,2 mil emissoras de rádios comunitárias no país, mas o governo federal quer que todos os municípios tenham pelo menos uma emissora. 

Para agilizar o processo de autorização de rádios comunitárias, o Ministério das Comunicações deve lançar o Plano Nacional de Outorgas, ainda neste semestre, que deverá divulgar com antecedência um calendário com as datas dos futuros avisos de habilitação e as localidades que serão contempladas. O objetivo é que os interessados em operar o serviço possam se planejar, evitando atrasos e a necessidade de prorrogação dos prazos dos avisos. 

O ministério pretende criar uma coordenação-geral de radiodifusão comunitária dentro da Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações. A proposta de mudança já foi encaminhada e aguarda aprovação da Presidência da República.

O Ministério das Comunicações também está estudando formas de resolver problemas técnicos que impedem a habilitação de rádios comunitárias em 13 municípios do país que ainda não têm o serviço e onde nunca foram lançados avisos de habilitação para radiodifusão comunitária. Depois disso, deverá ser lançado um edital específico para essas cidades.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Genocídio Yanomami: Bolsonaro não pode escapar

O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime.  Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA  mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita.  O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....

Solicitei meu descredenciamento do Ppgcom

Tomei ontem, junto com a professora Alda Costa, uma decisão difícil, mas necessária: solicitar nosso descredenciamento do Programa de pós-graduação em comunicação da UFPA. Há coisas que não são negociáveis, em nome do bom senso, do respeito e da ética. Para usar a expressão de Kant, tenho meus "imperativos categóricos". Não negocio com o absurdo. Reproduzo abaixo, para quem quiser ler o documento em que exponho minhas razões: Utilizamo-nos deste para informar, ao colegiado do Ppgcom, que declinamos da nossa eleição para coordená-lo. Ato contínuo, solicitamos nosso imediato descredenciamento do programa.     Se aceitamos ocupar a coordenação do programa foi para criar uma alternativa ao autoritarismo do projeto que lá está. Oferecemos nosso nome para coordená-lo com o objetivo de reverter a situação de hostilidade em relação à Faculdade de Comunicação e para estabelecer patamares de cooperação, por meio de trabalhos integrados, em grupos e projetos de pesquisa, capazes de...

A publicidade governamental do Governo Jatene, a Griffo, o jornalismo paraense...

Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha  anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene :  Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo  um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou  um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...