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Mostrando postagens de abril, 2011

Grandes obras da literatura sobre o jornalismo

Em busca do feriado perdido – Marcel Proust Memória de minhas pautas tristes – Gabriel García Márquez O processo (por calúnia, injúria e difamação) – Franz Kafka A insustentável pobreza do ser – Milan Kundera A vida de jornalista como ela é – Nelson Rodrigues Textos de gaveta mofados – Caio Fernando Abreu Editorial sujo – Ferreira Gullar O encontro desmarcado – Fernando Sabino Admirável emprego novo – Aldous Huxley Crime e sensacionalismo – Fiódor Dostoiévski O tempo e o fechamento – Erico Veríssimo Histórias de anonimatos e de famas – Julio Cortázar A profissão do desassossego – Fernando Pessoa Via Duda Rangel, do blog As desilusões Perdidas (Balzac...)

Um mapa dinâmico sobre o royal wedding (incluindo a palavra fuck)

O jornal The Guardian publicou um mapa dinâmico sobre o casamento real que hoje ocorre na Inglaterra. POor ele, pode-se acessar o que é falado, sobre o evento, no Twitter: O curioso é que foi preciso criar um bloco separado para as referências que começam como a palavra fuck , tipo "fuck the royal wedding", etc. Siga por aqui .

Surara

O texto abaixo foi escrito por um grande intelectual amazônico. Sou fã incondicional de José Varella, marajoara como às vezes eu sou (por causa de meu avô). Com vocês, Surara: Surara José Varella A obscura palavra “surara” nasceu dentre culturas de fronteira, na selva amazônica, a grimpar divisor de águas pelas cumeadas das montanhas, do contato entre bárbaros e civilizados, nacionais e estrangeiros; nas duras tarefas de mateiro da demarcação de fronteiras. Ela é uma gíria selvagem como semente ardida de suor e cansaço do idioma de Camões na língua estropiada do índio trabalhador das Comissões de Limites, querendo dizer “soldado” da conquista e demarcação de limites dos territórios extremos dos países irmanados pela construção dialética da história comum sul-americana.  Ela é digna de ensaio à lá Sérgio Buarque de Holanda, tal qual em “Caminhos e fronteiras”, no qual o mestre de “Raízes do Brasil” envereda resolutamente em busca de resposta à obsessiva questão, ainda sem resposta d

O momento difícil da BBC

Do Observatório da Imprensa : A BBC é a maior e mais antiga companhia pública de transmissão do mundo, além de estar entre as mais tradicionais instituições britânicas, comparável à família real. A corporação contribuiu, ao longo de décadas, com a cultura no Reino Unido, seja por seus programas na TV e no rádio ou pelo apoio a grandes eventos musicais. No jornalismo, também é vastamente respeitada em todo o mundo. Mas todo este prestígio não tem poupado a antiga "Beebs", como é carinhosamente chamada pelos britânicos, de duras críticas do governo e de emissoras rivais. No fim do ano passado, o primeiro ministro Cameron Brown fez piada com a rede pública ao notar que três correspondentes de três programas diferentes da BBC acompanhavam uma coletiva de imprensa sua em Bruxelas. "É bom ver que os gastos estão sendo controlados em todas as áreas", disparou o premiê. O governo de coalizão de Cameron, liderado pelos Conservadores, lançou um plano de austeridade financei

Minha palestra, logo mais, na livraria Saraiva

Participarei hoje do Muvuquinha, evento preparatório para o já famoso Muvuca na Cumbuca, promovido anualmente pelo alunos de Comunicação da UFPA. Será às 19h, no auditório da Livraria Saraiva, no shopping Boulevard, na Doca. Falarei sobre o tema "Convergência digital, cibercultura e identidade". A idéia é discutir como os processos tecnológicos associados à cultura e à comunicação digital, sobretudo no contexto econômico e político de um processo de convergência tecnológica no caminho do digital, transfiguram as formas tradicionais da identidade e os processos de contrução e de disputa hegemônica das identidades. Nesse horizonte, tem-se as novas formas do EU contemporâneo: o "eu" coletivo, o "eu" superespetacularizado, o "eu" das redes sociais, o "eu" iconizado pela pós-mídia, etc... Aspectos da cultura pós-moderna... O evento é aberto a todos que quiserem aparecer.

PT Pará divulga balanço dos 100 dias do Governo Jatene

O que digo no post anterior tem a haver com o texto abaixo: falta projeto ao governo Jatene. Falta análise, leitura, proposta. Falta o be-a-bá. Parece que fica só no efe-bê-a-pá. Nesse texto, a bancada do Partido dos Trabalhadores analisa os 100 dias do Governo Jatene  e  a sua "agenda mínima", que incluias ações previstas no PAC Pará. Veja a íntegra do documento abaixo: 100 dias do Governo Jatene  Os primeiros 100 dias do Governo Jatene expressam retrocessos preocupantes e apontam pífias perspectivas para o futuro. Na área de segurança pública o retorno da centralização dos registros de ocorrências na Região Metropolitana de Belém (RMB) dificulta a transparência nos índices de criminalidade. Primeiro porque a Central de Flagrantes faz aumentar as sub-notificações, falseando os índices de criminalidade. É bom lembrar que este era o quadro quando o Governo Jatene encerrou seu mandato anterior. A providência tomada pelo Governo Popular em disponibilizar a possibilidade

A demolição do PSDB

O maior problema do governo Jatene é sua condição moral. Falta-lhe uma centelha justa na alma. Um motivo, pelo menos, para encarar, com firmeza, o desenvolvimento do Pará. Lhe falta um projeto - daí afirmar todos os grandes projetos do PT no governo do estado. O PSDB é um conglomerado de interesses privatistas, tão obcecado pelas vantagens localizadas que não tem forças sequer para produzir uma leitura de conjuntura honesta. As más fadas do governo Jatene (PSDB) encontram semelhança na crise de ideologia e de identidade do partidio a nivel nacional. Republico o editorial de hoje do Estadão, que fala sobre esse assunto: - O Estado de S.Paulo O autor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) dizia que um romance não se escreve com ideias, mas com palavras. No que possa ter de verdade, a frase se aplica também à política, com uma diferença: em sentido estrito, a arte de conquistar e conservar o poder se faz com palavras e atos. A analogia vem a propósito dos solavancos mais recentes

Crise da Alepa chegou ao governo

A exoneração de Sérgio Duboc trouxe o escândalo da Alepa para o gabinete do Governador. Duboc, o superintende do Detran envolvido, não mais em um, como se descobriu, mas em vários escândalos da Alepa - das fraudes no comissionamento de funcionários aos fantasmas, aos desvios, aos tickets alimentação e aos contratos com a Crok Tapioca pode ter caído, mas deixa no governo a marca da sua presença. Mesmo porque, como se noticiou, foi exonerado a seu pedido. Não foi demitido. Deveria tê-lo sido, se o governo quisesse se apartar do caso, mas não foi. Saiu à pedido e depois de vários dias de desgaste.  Aos cento e poucos dias, é o terceiro membro do governo a cair, todos envolvidos em escândalos.  Até agora é a primeira marca do governo Jatene: a equipe precária, envolvida em casos de corupção e abuso de poder. *** A Câmara Federal está de olho na Alepa. Seu presidente, o deputado Marco Maia, do PT, assinou ontem a tarde o ato que autoriza a criação da comissão externa que irá aco

João Pacheco de Oliveira esclarece porque é contra Belo Monte

Reproduzo entrevista do antropólogo João Pacheco de Oliveira Filho, concedida à  repórter  Fabíola Munhoz, do site Amazônia.org.br, sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte: Em entrevista ao site Amazonia.org.br, o antropólogo, integrante da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), João Pacheco de Oliveira, explica porque a entidade é contra a forma como vem sendo conduzido, pelo governo federal, o projeto de construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). Para o professor, o processo de autorização da obra tem se realizado com pressa excessiva e sem o devido diálogo com os povos indígenas, para a chegada a um consenso sobre a definição de medidas compensatórias aos impactos que o empreendimento trará a essas populações.  Ele, em parte, responsabiliza a Fundação Nacional do Índio (Funai) por essa falta de consulta aos índios. Confira a conversa com o antropólogo. Amazonia.org.br- Por que a ABA se preocupa com o projeto de Belo Monte? João Pac

Tinta electrónica

Lançada uma nova revista sobre comunicação e tecnologia, a Tinta Electrónica. A publicação é editada pelos jornalistas  Sandro Medina Tovar  (do Peru) e  Emiliano Cosenza  (da Argentina). A publicação está no formato PDF, é fácil de baixar, e deve sair sempre em abril, agosto e dezembro. O número 1 tem 28 páginas e o layout é bem modesto, talhado para facilitar a leitura do conteúdo. O tema de abertura da nova revista eletrônica é “Fazer jornalismo num novo ecossistema informativo”.

Artigo de Perry White

Esclarecedor o novo artigo do cientista político Perry White a respeito do processo de (talvez) democratização, em curso no mundo árabe, aparecido da New Left Review deste mês.  Perry White é um autor fantástico, desses que iluminam nossa compreensão sobre o contemporâneo. E a New Left Review é dessas revistas instigantes, que não repetem idéias e que conseguem sempre produzir o novo. O artigo começa fazendo uma relação entre esse processo e três outros momentos similares da história, marcados pela produção de um fenômeno político de transmigração de lutas políticas de um país a outro:  as independências das nações latino-americanas, no começo do século XIX, as revoluções européias de 1848-49 e a queda dos regimes pró-soviéticos da Europa, em 1989-91. Está em inglês (o Google traductor resolve) e pode ser lido aqui :

A Frente Parlamentar das Comunicações

Para registrar essa importante notícia: Frente Parlamentar das comunicações é criada na Câmara por Pedro Caribé e Ana Rita, do  Observatório do Direito à Comunicação A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom) foi lançada na terça-feira passada (dia 19). Seu compromisso é pautar, no Congresso Nacional, a reformulação no marco regulatório do setor. Quase 50 anos depois que o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) protagonizou embates políticos nacionais, em 1962, 190 deputados federais de dez partidos – até o momento – têm o apoio de mais de 70  entidades da sociedade civil para enfrentar a falta de cumprimento e regulamentação da Constituição de 1988 nos capítulos destinados à comunicação. A pressão sob o Congresso se intensifica pelo fato de a legislação vigente estar defasada em um ambiente de convergência tecnológica. A reativação do Conselho de Comunicação Social pelo Congresso foi paut

As obras de Belo Monte

Estão começando, por estes dias, as primeiras ações para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A expectativa da empresa Norte Energia, sociedade responsável pela construção e operação da usina, é mobilizar os primeiros mil funcionários da obra até o fim de maio, prazo também estimado pelos executivos para receber a licença de instalação do projeto, que será concedida pelo Ibama. Até agora, o licenciamento ambiental só liberou a construção do canteiro de obras de Belo Monte. Até dezembro, a Norte Energia quer ter cerca de sete mil funcionários trabalhando nas margens do rio Xingu. Serão as primeiras ações práticas desde que a Norte Energia venceu o leilão para construção da usina, realizado há um ano. De lá para cá, sem ter cravado uma enxada no chão, a Norte Energia já teve de desembolsar R$ 287 milhões. Desse total, R$ 17 milhões foram gastos com operações administrativas em Brasília, onde fica a sede da empresa. Cerca de R$ 270 milhões foram aplicados em operações

Como não deveria ser a universidade

Reproduzo um artigo que mostra o que não deveria ser uma universidade pública. Em seguida comento o caso, fazendo algumas analogias à UFPA. O novo século ainda não chegou à Universidade Pierre Lucena Quem visita algumas universidades brasileiras, se surpreende com o grau de atraso de suas gestões, muitas delas tomadas pela burocracia e pelo conformismo das administrações. É comum a falta de incentivo à prática do debate, principalmente em suas instâncias superiores. Basta pegarmos como exemplo uma pauta de uma reunião de Conselho Universitário, normalmente tomada por processos banais de afastamento ou de revalidações de diploma. A discussão sobre política universitária foi deixada de lado há tempos. Nossas universidades se voltaram para os seus meios, relegando seus fins a segundo plano. Estamos imersos em uma teia burocrática, e hoje fazemos muito menos do que somos capazes. Perdemos parte significativa de nosso tempo, e consequentemente da nossa força de trabalho, apenas alim

Tribunal paquistanês inocenta homens que cumpriram ordem de estupro coletivo

Da BBC BRASIL: A Suprema Corte do Paquistão decidiu nesta sexta-feira inocentar cinco de um grupo de seis homens acusados de estuprar coletivamente uma mulher seguindo ordens de um conselho de anciãos da vila onde viviam. O tribunal ordenou a libertação imediata dos cinco homens. Um sexto homem que participou do estupro coletivo teve sua sentença de morte trocada por prisão perpétua. A entidade ainda não emitiu um comunicado oficial explicando a decisão, mas um tribunal de Lahore, cuja decisão nesse caso foi mantida pela Suprema Corte, disse que o veredicto se deu por falta de evidências. Correspondentes dizem que é possível que, devido ao impacto que a decisão terá sobre as mulheres paquistanesas, o caso seja reexaminado. O caso O estupro coletivo aconteceu em 2002. Mukhtaran Mai, uma aldeã analfabeta da província de Punjab (leste do país), foi atacada supostamente sob ordens do poderoso clã Mastoi. Ela teria sido castigada porque seu irmão de 12 anos de idade teria tido um ca

Dilma promete maior compensação aos estados mineradores

Na data comemorativa da Inconfidência Mineira, a presidenta Dilma reiterou, na quinta-feira passada, em Ouro Preto (MG), a disposição do seu governo de rever os royalties pagos pelas empresas pela exploração mineral no país. Dilma defendeu a "devida compensação" pela exploração mineral, assim atendendo às expectativas do governador mineiro Antonio Anastasia, que encampou a revisão da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais como uma de suas principais bandeiras.  Disse a presidente o seguinte: "Não é justo, nem tampouco contribui para o desenvolvimento do Brasil que os recursos minerais sejam daqui tirados e não haja a devida compensação. Esta compensação é condição para que as novas reservas naturais tenham um sentido, que não se concentre nas mãos de poucos, mas se difunda por toda sociedade." Comentário do Hupomnemata: Assim como a Minas, o assunto é vital para o Pará. Acho incrível como, apesar da Lei Kandir e de outras questões referentes à

Morreu Garfinkel, pai da etnometodologia

Morreu Harold Garfinkel (1917-2011), célebre etnometodólogo norte-americano e criador desse método, uma das mais importantes escolas do campo das sociologias compreensivas e fenomenológicas.  As fontes fundamentais do seu pensamento foram Talcott Parsons, Alfred Schutz, Aron Gurwitsch e Edmund Husserl. Seu livro clássico, “ Estudos em Etnometodologia”, publicado em 1967, é uma das mais importantes obras do campo das ciências sociais no século XX. Conta a lenda que a palavra etnometodologia surgiu no curso de sua investigação etnográfica sobre jurados de tribunal: pesquisando no arquivo da Universidade de Yale, percebeu que havia seções de etnobotânica, etnopsicologia e de etnofísica, mas não de etnometodologia – que, por sinal, cabia como uma luva para o padrão de investigações que vinha desenvolvendo. Garfinkel assim define o termo:  "Os estudos etnometodológicos analizam as atividades cotidianas como métodos que seus membros usam para fazer com que essas atividades seja

Carta Maior: Entre o bombom de cupuaçu e o bafômetro

Do blog Vi o Mundo: O excelente  Quanto Tempo Dura?  brincou: e se fosse o Lula? E se o Lula tivesse se recusado a passar pelo teste do bafômetro? E se o Lula tivesse levado sete pontos na carteira e tomado a multa — que equivale a de alguém que dirige alcoolizado? por Luiz Carlos Azenha A Carta Maior levou o desafio ao pé da letra e foi buscar um exemplo de como a Folha de S. Paulo se comportou em uma situação muito menos grave que envolveu Lula: o caso do bombom de cupuaçu. Escreveu a Carta, em texto que se tornou viral na rede: Sem dúvida o aspecto mais chocante no episódio da blitz da Lei Seca, no Rio, que flagrou Aécio Neves dirigindo com habilitação vencida e metabolicamente impossibilitado de soprar o bafômetro, não foi o fato em si , mas o comportamento da mídia demotucana. Os blindados da ‘isenção’ entraram em cena para filtrar o simbolismo do incidente,  ‘um episódio menor’, na genuflexão de um desses  animadores da Pág 2 da Folha. Menor?  Não, nos próprios termos del

Puty: só reforma política profunda evitaria escândalos como o da Alepa

O deputado federal Cláudio Puty está fazendo o debate. Está cobrando a apuração devida e está indo à fundo na essência da questão, observando a necessidade de uma reforma política consistente como o passo fundamental para uma vida pública menos corrupta e com maior participação popular. Reproduzo seu artigo, publicado ontem em O Liberal. Veja mais no seu blog . O escândalo da Assembléia Legislativa e a reforma política Cláudio Puty As últimas semanas foram repletas de notícias sobre o envolvimento de políticos de grosso calibre e alto coturno de nosso estado nas fraudes da folha de pagamento da Assembléia Legislativa. Contracheques forjados, funcionários fantasmas, “laranjas”, supersalários e, no meio de tudo isso, boa parte dos deputados, com a honrosa exceção da bancada do PT e Psol, se recusa a apoiar a instalação de uma CPI para apurar os enormes desvios de recursos públicos que, segundo o Ministério Público do Pará, chegariam a mais de um milhão por mês. A recusa por