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Mostrando postagens de Setembro, 2006

Teorias do contemporâneo - aula 11 (graduação Parauapebas)

Nesta aula trabalharemos com o texto n° 5 de nossa bibliografia, o texto de Frederic Jamenson que, como falei a vocês, é um texto básico para areflexão sobre a pós-modernidade. Leremos alguns fragmentos desse texto, discutindo-os à luz de nossas reflexões sobre a sociedade contemporânea e o capitalismo flexível. A principal idéia que quero trabalhar é a percepção da experiência social contemporânea como “sensação”. Essa idéia não está presente no texto dessa forma, mas o que diremos sobre a “sensação” é muito próximo do que Jamenson denomina pastiche e, também, de seu debate sobre a nostalgia. Procuraremos ver como nostalgia é um tema presente no modo de vida das sociedades atuais e como, nessas sociedades, substitui-se, corriqueiramente, uma prática de paródia por uma prática de pastiche. Esclarecendo desde já, a paródia é uma ironia que mantém vínculos de sentido e, portanto, preserva o que, nas últimas aulas, viemos denominando “vínculo de coerência entre significantes e significado

Teorias do contemporâneo - aula 06 (graduação Parauapebas)

Completaremos nosso ciclo de compreensão dos fenômenos da modernidade procurando o referencial na economia. Observaremos vários índices que atestam a transformação social ocorrida nos últimos séculos: PIB por habitante, crescimento populacional, condições de escolaridade, produção agrícola, produção de CO2, taxas de desflorestamento, etc. Todos esses índices demonstram o processo de transformação do planeta a partir do capitalismo. Procuraremos relacionar esses índices às interpretações sociológica e literária já trabalhadas. Na segunda parte da aula procuraremos fazer uma rápida história do capitalismo observando as ações estratégicas de alguns personagens, dentre os quais Henry Ford, John Rockeffeler, Thomas Cook, etc. Nosso objetivo é observar como o capitalismo está centrado num processo de renovação estratégica.

Teorias do contemporâneo - aula 05 (graduação Parauapebas)

Nesta aula concluiremos a leitura do texto do Berman. No horizonte de nossas preocupações está a questão sobre as contradições da modernidade e, especificamente, sobre as contradições do espírito burguês, compreendido, tanto por Marx como por Berman, como o espírito motor da modernidade. Aproveitaremos a aula, também, para fazer um pequena trabalho de sistematização do conteúdo já visto.

Teorias do contemporâneo - aula 04 (graduação Parauapebas)

A aula será dedicada à leitura de alguns trechos – e à reflexão sobre eles – do primeiro texto indicado em nossa bibliografia obrigatória, o segundo capítulo de “Tudo que é sólido desmancha no ar”, de Marshall Berman. Nesse texto, Berman discute a possibilidade de uma leitura não ortodoxa do “Manifesto do Partido Comunista”, de Marx. No bojo dessa proposição está a possibilidade de vislumbrar um Marx “modernista”, por oposição ao Marx eminentemente economista, que opera uma denúncia fria dos fenômenos da modernidade. A reflexão de Berman parte da frase de Marx, encontrada no Manifesto, que descreve a modernidade como, justamente, um momento no qual “tudo que é sólido desmancha no ar”. Partiremos dessa proposição para estabelecer vínculos com os temas desenvolvidos nas aulas anteriores, notadamente a sensação de desumanização que decorre da experiência social de individuação.

Teorias do contemporâneo - aula 03 (graduação Parauapebas)

Hoje buscaremos uma nova visibilidade do moderno, não mais teorizante e, igualmente, não mais literária. Discutiremos uma experiência concreta de realização dos ideais da modernidade. Procuraremos compreender o que foi a modernidade por meio das reformas urbanas empreendidas na cidade de Paris no governo de Napolão III. Procuraremos, nessas reformas, uma sintomatologia do moderno. Veremos como elas concretizam, materializam, os princípios que sociólogos e escritores atribuíram à modernidade. Além das reformas urbanas, observaremos, com especial atenção, um outro elemento urbano que enuncia a modernidade – um elemento que, efetivamente, é anterior à essas reformas: as passagens, as galerias cobertas de Paris. A aula será desenvolvida com apoio de muitas imagens, tanto das reformas como das passagens. Ao longo da aula usaremos as reflexões de Walter Benjamin e alguns trechos dos poemas de Baudelaire, para tornar clara o que é essa modernidade.

Teorias do contemporâneo - aula 02 (graduação Parauapebas)

Nesta aula procuraremos um outro instrumental para compreender o que é a modernidade. Deixaremos de lado, por hora, as visibilidades do moderno que nos são oferecidas pela sociologia e recorreremos às visibilidades do moderno que são oferecidas pela literatura. Percorreremos os diversos estados de espírito que, na literatura francesa, antecederam e constituíram um espírito moderno. Iniciaremos conhecendo um pouco das obras de Madame de Stael e Benjamin Constant. Seguiremos referindo os autores românticos. Observaremos como a obra de Balzac transpassa diretamente o espírito moderno, como ela ressalta o confronto natureza/cidade e, sobretudo, como ela assinala o estado de espírito de um indivíduo que rompe com um tecido social gregário, comunal, e experimenta o processo da individuação que caracteriza a modernidade. Abordaremos, depois, as obras de Hugo, Baudelaire e Rimbaud, acompanhando como elas correspondem a momentos diversos do processo social do século XIX – a modernidade que nos

Teorias do contemporâneo - aula 01 (graduação Parauapebas)

Iniciamos a aula com uma apresentação das perspectivas do curso. Nosso objetivo é compreender a complexidade da sociedade contemporânea, nos seus aspectos econômicos, políticos e culturais, a partir de uma reflexão sobre as formas sociais que nos envolvem. Essas “formas sociais” podem ser compreendidas como dinâmicas da modernidade. A modernidade será interpretada, ao longo do curso, como uma “forma social”. Não, necessariamente, como uma época, mas como uma forma, ou seja, uma disposição de longa duração, presente na articulação entre os indivíduos, na sua interação social e nas dinâmicas simbólicas que eles utilizam para efetivar seus elos de socialização, suas práticas de estar junto. Começaremos nossa compreensão da modernidade observando como ela é descrita pela sociologia. Nesta aula citaremos muitas vezes os primeiros grandes sociólogos, como Marx, Durkheim Weber, Tocqueville, Tönnies e Simmel. Estudaremos seus principais conceitos, como urbanização, burocratização, anomia, ideo

Aviso: fora de Belém

Estarei fora de Belém entre os dias 18 de setembro e 6 de outubro. Estarei ministrando a disciplina Teorias da Cultura e do Contemporâneo no curso de Comunicaçãi-Jornalismo que a UFPA mantém em Parauapebas. Em minha ausência fica suspenso o Seminário de Sociomorfologia. As aulas da graduação já foram concluídas e as aulas da disciplina Teoria da Imagem, na especialização serão repostas no retorno. Lembro que as páginas do Tribos Urbanas devem me ser enviadas por email, com entecedência, para minha leitura. Qualquer problema continuo on-line.

Espinoza... Deleuze

O texto que segue é um trecho traduzido de uma aula de Deleuze, sobre Espinoza. Tudo a haver com nossos cursos... DELEUZE / SPINOZA Cours Vincennes - 25/11/1980 É muito curioso verificar a que ponto a filosofia, até o fim do século XVII, fala-nos afinal, o tempo todo, de Deus. E no fim das contas, Spinoza, judeu excomungado, não é o último a nos falar de Deus. O primeiro livro da Ética, sua grande obra, chama-se "De Deus". E em todos, Descartes, Malebranche, Leibniz, tem-se a impressão de que a fronteira entre a filosofia e a teologia é extremamente vaga. Por que a filosofia comprometeu-se a tal ponto com Deus? Foi assim até o golpe revolucionário dos filósofos do século XVIII. Trata-se de um comprometimento ou de alguma coisa um tanto mais pura? Poderíamos dizer que a filosofia, até o fim do século XVII, deve sempre atender às exigências da Igreja, e que ela é portanto forçada a dar conta de muitos temas religiosos. Porém sentimos muito bem que seria demasiadamente fácil;

Singularidade, clínica e pesquisa

Um dos temas importantes do seminário de ontem foi a idéia de singularidade. O texto que debatemos, do Enildo Stein, situa o fenômeno da singularidade no campo psicanálise e, portanto, ao nivel do sujeito. Porém, por meio do jogo entre "história contada" e "história não contada", colocamos a questão ressaltando que há uma diferença entre a singuralidade contada, equivalente a uma "identificação", e a singularidade não contada, presente no interstício. Um interstício, observe-se, que pode ser lido pela psicanálise. Bom, a singularidade é, talvez, o objeto central da psicanálise. Com a psicanálise estabelece-se a possibilidade de um conhecimento sobre a singularidade do ser humano. Os protagonistas desse processo são o enfermo e sua enfermidade, mas também o terapeuta. A base desse processo está assentada na descoberta do inconsciente. Bom, ocorre que a psicanálise não constitui o horizonte metodológico do Laboratório, posto que nosso campo de investigação s

Singularidade, clínica e pesquisa

Um dos temas importantes do seminário de ontem foi a idéia de singularidade. O texto que debatemos, do Enildo Stein, situa o fenômeno da singularidade no campo psicanálise e, portanto, ao nivel do sujeito. Porém, por meio do jogo entre "história contada" e "história não contada", colocamos a questão ressaltando que há uma diferença entre a singuralidade contada, equivalente a uma "identificação", e a singularidade não contada, presente no interstício. Um interstício, observe-se, que pode ser lido pela psicanálise. Bom, a singularidade é, talvez, o objeto central da psicanálise. Com a psicanálise estabelece-se a possibilidade de um conhecimento sobre a singularidade do ser humano. Os protagonistas desse processo são o enfermo e sua enfermidade, mas também o terapeuta. A base desse processo está assentada na descoberta do inconsciente. Bom, ocorre que a psicanálise não constitui o horizonte metodológico do Laboratório, posto que nosso campo de investigação s