A aula será dedicada à leitura de alguns trechos – e à reflexão sobre eles – do primeiro texto indicado em nossa bibliografia obrigatória, o segundo capítulo de “Tudo que é sólido desmancha no ar”, de Marshall Berman. Nesse texto, Berman discute a possibilidade de uma leitura não ortodoxa do “Manifesto do Partido Comunista”, de Marx. No bojo dessa proposição está a possibilidade de vislumbrar um Marx “modernista”, por oposição ao Marx eminentemente economista, que opera uma denúncia fria dos fenômenos da modernidade. A reflexão de Berman parte da frase de Marx, encontrada no Manifesto, que descreve a modernidade como, justamente, um momento no qual “tudo que é sólido desmancha no ar”. Partiremos dessa proposição para estabelecer vínculos com os temas desenvolvidos nas aulas anteriores, notadamente a sensação de desumanização que decorre da experiência social de individuação.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
Comentários