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Mostrando postagens com o rótulo Política Econômica

Geometrias sociais: quando o losango substitui a pirâmide

Quase 80% das famílias brasileiras estão nas classes C e B, segundo vários estudos. Temos agora o losango social, substituindo a velha pirâmide social. Pela primeira vez a classe E, a base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País. Isso significa que o número de brasileiros em situação de pobreza extrema teve uma drástica redução nos últimos dez anos, conforme apontam duas pesquisas de consultorias que usaram metodologias distintas. Em números exatos: 404,9 mil ou 0,8% dos lares são hoje de classe E, segundo os cálculos do estudo IPC-Maps, feito pela IPC  Marketing , consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 1998, a classe E reunia 13% dos domicílios, indica o estudo baseado em dados do IBGE. Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, explica que os dados são atualizados segundo um modelo desenvolvido pela consultoria, que leva em conta a pesquisa do Ibope Mídia sobre a distribuição socioeconômica ...

Belluzzo garante 2

Bom, deixem-me colocar melhor o problema que vigia, a meu ver, antes que Belluzzo falasse melhor a respeito: todos já diziam e acreditavam que uma redução da dívida pública líqüida por meio do crescimento do PIB seria o caminho pretendido pelo governo. Porém, o próprio governo acabou gerando uma instabilidade absoluta quando decidiu fazer uma espécie de engenharia contábil para engrossar o superávit primário do ano passado, a partir da capitalização da Petrobras. Não pareceu sério. Foi mancada feia. Superávit primário tem que ser legítimo, feito com base em crescimento real, e não em maquiagem. A fala de Belluzzo assegura esse caminho.

Belluzzo garante 1

Dilma anunciou, durante a campanha, que uma de suas metas econômicas é levar a dívida pública líquida a 30% do PIB em 2014. Atualmente, essa dívida está em 41%. Há duas maneiras clássicas de fazer isso: por meio de um superávit primário mais elevado ou por meio de um crescimento forte do PIB. Isto dito, resta saber que caminho o governo vai adotar. Algumas pistas os brasileiros e as brasileiras podem encontrar na entrevista que Luis Gonzaga Belluzzo concedeu hoje ao jornal Valor Econômico. Dessas que merecem ser guardadas. Belluzzo foi, na era Lula, e continua sendo, no governo Dilma, uma voz respeitada e séria. Aponta rumos, esclarece anseios. Pois bem, nessa entrevista Belluzzo disse que percebe, como melhor caminho, o rumo do crescimento acelerado, com primário alto e com o gasto público funcionando de maneira anticíclica. Isso quer dizer apertar os gastos, controlar o custeio, a máquina. É a voz que faltava para ganharmos consciência de que aquilo que Miriam Belchior disse, no s...

Pagar menos juros para diminuir os gastos públicos

Diminuir o pagamento de juros sobre despesas de custeio é a receita de Márcio Pochmann, presidente do IPEA, para gerar mais recursos para investimento. Um trecho de uma entrevista que acabou de ser publicada na revista Terra: Revista Terra - O senhor acha que seja necessário reduzir os gastos públicos? Márcio Pochmann - Sim. Se olharmos o gasto como um todo, incluída a despesa com juros, eu não tenho dúvida. Nós temos todas as condições de reduzir a despesa pública, especialmente aquela que é improdutiva para o país: a despesa com os juros. O Brasil está gastando de 5% a 6% do PIB. Isso é um gasto elevadíssimo, um absurdo.

Dois equívocos de Miriam Leitão

Todos os dias calha de eu ouvir no rádio, na CBN, o comentário econômico de Miriam Leitão. Não há remédio para mim, porque a coisa se dá na hora em que deixo meu filho na escola. Desejando ouvir informação, e não música, e sendo, pois, a opção restrita, não me dou ao trabalho de mudar de estação. Escuto-a no estilo do bom cristão, mas, admoestado, sempre espero que alguém se intrometa e fale que não é bem assim, que a leitura de ML é sempre ideológica, parcimoniosa e equivocada. Ontem lavei a alma, porque li o comentário que Luis Nassif fez, em seu blog, a respeito do comentário de ML sobre o défic público. Reproduzo-o abaixo: 1º Tema – há uma discussão sobre dívida bruta e divida líquida. A Fazenda trabalha com o conceito de dívida líquida, descontando da dívida bruta o valor das reservas cambiais e de outros ativos líquidos. Mirian diz que é bobagem porque as reservas podem se evaporar na primeira crise cambial. Ora, evaporando-se, a dívida líquida ficará menor. Entenda o raciocínio....

Ser credor do FMI

Vale a pena ler o Editorial do Vermelho , o portal do PcdoB, de ontem: "Nunca antes neste país": o empréstimo brasileiro ao FMI O bordão do presidente Lula para descrever inúmeras realizações de seu governo - "nunca antes neste país" - talvez seja o mais apropriado para descrever a situação absolutamente nova, e altamente simbólica, das mudanças ocorridas nos últimos anos, e que tornaram o Brasil credor do FMI. Durante décadas o FMI foi a praga que travou o desenvolvimento nacional com suas restrições intransigentes ao investimento. O crescimento do país nunca foi o foco da atuação do Fundo que, ao contrário, sempre foi a principal agência de articulação dos interesses do capital financeiro mundial, dos interesses do imperialismo. Em todas as crises anteriores, desde as décadas de 1950 e 1960, suas imposições visavam à garantia desses interesses, e nunca ao fortalecimento da economia brasileira. Na crise de 1998, por exemplo, o FMI fez um acordo lesivo aos interesse...