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Mostrando postagens com o rótulo Política Internacional Rússia e Mundo Eslavo

O gasoduto do Báltico, um novo elemento na geopolítica européia

Dia 8 de novembro passado foi inaugurado um gasoduto chamado  Nord Stream em Lubmin, costa báltica da Alemanha. Estavam presentes o presidente russo Dmitry Medvedev e os primeiros-ministros da Alemanha, França e Holanda, além do diretor da Gazprom, exportadora russa de gás, e do comissário para Energia da União Europeia.  O  Nord Stream  é um gasoduto construído no leito do Mar Báltico, estendendo-se de Vyborg, próximo a São Petersburgo, na Rússia, a Lubmin, perto da fronteira da Alemanha com a Polônia, sem passar por qualquer outro país. Da Alemanha, pode prosseguir para a França, Holanda, Dinamarca, Grã-Bretanha e outros ávidos compradores do gás russo. É uma peça geopolítica estratégica, porque, ao ligar diretamente os dois países, pelo leito do Báltico, deixa de atravessar a Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia Bielo-Rússia ou Ucrânia - roteiros convencionais, antes, para o gás russo. Com isso, esses países deixam de reter qualquer taxa de...

Problemas de ser jornalista na Rússia

Ocupando a 140a posição numa lista com os 175 país com menor grau de liberdade de imprensa e sendo o 9o país do mundo mais perigoso para jornalistas (o Brasil é o 12o) (veja no quadro ao lado), a Rússia vive uma cena midiática caótica. Reproduzo o trecho seguinte, de uma matéria publicada na revista Época desta semana: "Embora não exista censura oficial, as pressões de bastidor e a autocensura se institucionalizaram. Ao longo de seus dois mandatos, Putin investiu contra os três principais canais de TV do país, que concentram quase toda a audiência e recebem 60% do bolo publicitário russo, estimado em US$ 10 bilhões por ano. Hoje, dois canais são controlados diretamente pelo governo, e o outro pela Gazprom, a estatal de gás. Os telejornais se limitam a veicular informações favoráveis às autoridades. Os críticos e opositores são banidos do noticiário. “O governo controla completamente a TV”, diz o jornalista Vladimir Pozner, um ex-comunista que era um dos principais porta-vozes d...

Quem vai para o Kremlin e quem vai para o mausoléu de Lênin?

Mais uma vez a Rússia está discutindo o que fazer com a múmia de Vladimir Lênin, que se encontra num mausoléu na Praça Vermelha. Esse tema volta e meia é retomado, como se Lênin não fosse um personagem histórico com direito a um mausoléu próprio. Sempre me pergunto por que essa discussão sempre volta. Imagino que a razão esteja associada ao simbolismo da Praça Vermelha, onde fica o tal mausoléu. Desta vez o debate está associado com a corrida presidencial, pois as eleições estão marcadas para 2012.  Uma anedota, associando os dois temas, me foi contada:  "Um jornalista faz duas perguntas a Vladimir Putin:  - Vladimir Vladimirovitch, primeira pergunta: porque é que pretendem retirar a múmia de Lênin do mausoléu? E, segunda: Vai candidatar-se às eleições presidenciais de 2012?  Putin responde com o normal ar de político decidido:  - Junto as duas respostas numa só. Vamos reunir-nos (com o Presidente Medvedev) e decidir: quem vai para o Kremlin e quem vai para...

O desenvolvimento comparado e o Muro de Berlim

A frase de Kruschev ficou gravada na história: «Vamos fazer um muro em Berlim, e o Ocidente vai ficar a olhar para ele como uma ovelha estúpida» . O que de fato aconteceu. Mais aconteceria, como sabemos. Porém, sem nenhuma nostalgia pelo muro de Berlim, essa infame representação de um conflito que não é socialista, apesar de ter simbolizado o socialismo para muitos que acreditaram que o estado soviético era, de fato, um estado socialista, é preciso perceber a história como ela de fato é, superando as matrizes discursivas que constituem interpretações erradas e apressadas. Por exemplo, entre 1989 e 2008, segundo dados do FMI, a participação da Comunidade dos Estados Independentes - os países que compunham a União Soviética com exceção das três nações bálticas (Lituânia, Estônia e Letônia) - na economia mundial decaiu de 7,7% para 4,6%. Foram sete anos seguidos de recessão, com o PIB dessa comunidade decaindo 39,50% na primeira década após a dissolução do regime. E somente em 2007 sua ec...

Torso nu e marketing

Hoje em dia há, na vida dos homens de estado, um padrão de “comunicação de férias”. Obviamente tudo deve ser construído, termos de mídia. Isso fica evidente com as imagens falsamente roubadas de Vladmir Poutine, ex-presidente russo, em suas férias. Todo mundo sabe que o atual presidente, Dimitri Medvedev, foi uma criação sua. Foi, dizêmo-lo, porque começou a se sobressair em relação ao criador. Estratégia de Poutine: se deixar fotografar nas férias de torno nu, montando um cavalo, em território selvagem. Mensagem: lá está o homem forte, o verdadeiro, o cara que conhece a Rússia profunda, o único. E, mais à fundo ainda: Lá está o verdadeiro poder, o poder que os encarna. Eis aí o que se pode chamar de férias viris. O pálido, esbranquiçado, afeminado Medvedev não teve férias. O século XXI é exuberante. Vamos nos divertir, ok? OBS: Berlusconi, esse imbecil, passou suas férias aos pés da esposa, fazendo penitência.

O Obama de Volgogrado

Um imigrante da Guiné Bissau, Joaquim Crima, 37 anos, decidiu candidatar-se a presidente da junta de Srednii Akhtubinsk, localidade que se situa no concelho de Volgogrado, Rússia. A campanha está indo de vento em pôpa com o marketing elaborado, pelo qual se denomina “o Obama de Volgogrado” . No passado, Volgogrado teve o famoso nome de Stalingrado. O guineense lá chegou na juvenbtude, lá cursou a faculdade e lá se casou. Há doze anos vive na pequena Srednii Akhtubinsk, onde temn um comércio próspero de melancias. Considera-se russo, escreve o diário Nezavissimaia Gazeta e exige ser chamado de Vassili Ivanovitch.