Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Cultura contemporânea

Introdução à Fenomenologia

O Grupo de Pesquisa em Fenomenologia da Cultura e da Comunicação, do Programa de Pós-graduação Comunicação, Cultura e Amazônia da UFPA "orgulhosamente" apresenta a sua aula-clip "Introdução à Fenomenologia", com os Muppets (e tradução para o português!)

E se o vôo da Malasya Airlines tivesse sido vítima da síndrome de Amok?

O sumiço do vôo da Malasya Airlines tem ativado as imaginações. Numa sociedade midiatizada e globalizada, as hipóteses reproduzem os temas comuns que são recorrentes nas narrativas jornalísticas, ficcionais e na cultura trivial da vida quotidiana. O sequestro do vôo por terroristas e por óvnis, um conflito de “dimensões” superpostas no espaço-tempo, desintegrações “trans-gravitacionais” e uma incrível materialização de “Lost”, o seriado, na telerrealidade têm sido temas evocados, em simultâneo, por gente séria e por gente, digamos “maluca”. Bom, podemos botar mais lenha na fogueira: E se um dos pilotos (ou os dois) tivessem sucumbido à síndrome de Amok? Trata-se de uma síndrome cultural, uma doença psiquiátrica, que já apaixonou cientistas e escritores – por exemplo, Stefan Zweig, que se baseou nela para escrever “Amok. O louco da Malásia”. Essa doença foi estudada por Georges Duvereaux, o fundador da ethnopsiquiatria e está presente no imaginário cultural da região, da Indochin...

Pornô verde

Para adultos e maiores de 16 anos. O muito honorável Natural History Museum de Londres lançou uma exposição sobre a vida sexual do mundo animal. Batizada "Sexual Nature" a exposição fica em pauta até outubro. Até aí tudo bem, mas o realmente interessante são os filmetes denominados "pornô verde" (green porno), que ilustram a exposição. Neles, a atriz Isabella Rosselini se fantasia de pato, salmão, muluscos e sabe Deus mais o que para exemplificar, com direitos a murm[urios e gemidos, a vida sexual animal. Abaixo um trailer: E um exemplo completo:

O WikiLeaks está para a democracia como o Napster esteve para a indústria musical

Reproduzo artigo do joprnalista português Paulo Querido, publicado originalmente em seu blog: O WikiLeaks está para a democracia como o Napster esteve para a indústria musical  Paulo Querido É possível que os Estados vençam a primeira batalha paralisando o Wikileaks durante algum tempo enquanto Assange se torna num herói das manchetes e das massas.  
Os advogados da indústria musical também calaram o Napster enquanto a Time dava a capa ao seu fundador, Shawn Fanning.  Mas a lição do file sharing é clara. Uma vez desencadeado, este tipo de forças digitais não se trava com leis alienígenas e processos analógicos.  A resposta é sempre a mesma, desde que há Internet. A única forma de parar alguma coisa nela é desligá-la.  Assim, a gestão pública (e também a privada) vai mudar. Vamos (continuar a) viver tempos estranhos, incríveis, desconcertantes e até intelectualmente esgotantes. Mas muito interessantes. Não tenho a certeza que sejam para melhor, falando em democr...

"Eu queria ter uma entrada USB na minha cabeça..."

A frase que intitula este post foi dita por um jovem, entrevistado pela pesquisa Universo Jovem 5, produzido pela MTV Brasil sobre como os jovens brasileiros consomem mídia. A pesquisa foi feita com jovens de 12 a 30 anos, das classes A, B e C. O dado mais instigante da pesquisa é o de que os jovens procuram o meio que lhes é mais conveniente, não necessariamente o digital. O meio depende do contexto: ler pode ser mais conveniente do que ligar e abrir um laptop. Ouvir rádio pode ser mais conveniente do que escutar um podcast no celular.  Esse é o conceito: o que é mais conveniente. Isso derruba o mito de que o universo digital domina ou tende a dominar a prática cultural. Isso não é um a priori determinante. O que determina a prática do uso é a facilidade, algo que pode ser equivalente a rapidez, baixo custo ou variedade de opções.

Timeline de alguns filmes

Mapa da ideologia na net

Um mapa da ideologia na web foi publicado no ano passado pelo jornal italiano Il Manifesto. O mapa tem dois eixos (Confiança /Ceticismo e Bem Livre/Mercado), ao redor dos quais estão colocados nove grupos de autores e ativistas.  Em torno desses eixos se fundam as diversas tribos: os Panglossianos ("Tudo na Web é o melhor dos mundos...), os Web-Tribais, os Lisérgicos, onde estão incluídos guias e oráculos como Pierre Levy, os Neo.com, os Fundadores (como Manuel Castells) etc. Coloquei cópia do arquivo do mapa, em PDF, no HupoSite . Ela pode ser aberta aqui .

Números do último episódio de Lost

Como todos sabem, foi exibido ontem o último episódio de Lost. Aqui, via Tiago Dória , alguns números sobre o “grande evento”: M.A.S.H  continua sendo a série de TV que, em seu capítulo final (exibido em 1983), teve mais audiência em todos os tempos – 105 milhões de espectadores. O capítulo final de Lost rendeu  20.5 milhões de espectadores , segundo estimativas da emissora de TV ABC; 13 milhões, segundo o instituto Nielsen. Foram mais de  45 minutos de comerciais , de anunciantes que pagaram US$ 900 mil por 30 segundos, porém esse valor não tornou o capítulo final de Lost o  mais lucrativo da história  da TV. É lógico que, ao olhar esses números, deve se levar em conta que, hoje em dia, vivemos em um outro mundo, a audiência está bem mais segmentada em diversas plataformas. Diversas lições podem ser tiradas de Lost. Foi uma das primeiras séries que realmente mostrou que um outro modelo de distribuição, menos restritivo, era possível. Capítulos completos e não a...

Os Simpsons, 20 anos

Os Simpsons, 20 anos

Texto de Leonardo Carvalho, da revista Movie , sobre os 20 anos de Os Simpsons. Um pouco de história Um dia James Brooks chamou um cartunista chamado Matt Groening para conversar. Groening fazia sucesso em diversos jornais dos EUA com a tira Life in Hell e Brooks queria negociar com ele uma participação num programa de TV à cabo chamado The Tracey Ullman Show. Natural que Groening fosse para a reunião com alguns desenhos de Life in Hell embaixo do braço; a ideia era transformar a tira em um quadro animado. Mas algo não estava certo. Groening achou que o material que ele tinha levado era muito fraco para ser apresentado como uma ideia para a TV. Em 15 minutos, enquanto esperava para ser recebido pelo tal executivo, rascunhou uma família de classe média típica americana. Deu nomes de seus próprios parentes para os personagens e criou o sobrenome Simpson. Os Pré-Simpsons Funcionou. O contrato foi assinado e foram produzidos episódios de apenas 30 segundos cada que eram exibidos duran...

Guia de Springfield

Para os fans dos Simpsons (como eu), um mapa de Springfield:

Um mapa do futuro

Um mapa para acompanhar a fusão entre as tecnologias do futuro e as transformações sociais  que elas causarão. Para baixar, em vários tamanhos, siga por aqui .

Os Simpsons completam 20 anos

Na data de hoje, 17 de dezembro, o seriado Os Simpsons completam 20 anos de idade. O seriado é um ícone da cultura contemporânea e representa uma autocrítica norte-americana que não se imaginaria durante a guerra-fria. A seguir, alguns números e dados sobre Os Simpsons que, talvez, vocês não saibam: Cada episódio demora 6 meses para ser produzido, o que mobiliza animadores nos EUA e Coréia. Além do núcleo familiar (Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie), há 300 personagens paralelos. O episódio na TV mais visto da história dos Simpsons foi  Bart Gets an F.  Em 1990, 33,6 milhões de pessoas assistiram ao capítulo. No  Hulu , o seriado é o 7º programa mais assistido. Em 2008, produtos relacionados ao desenho geraram receita de US$ 750 milhões (Lá nos 50, Walt Disney falava que, no futuro, uma das principais fontes de receita para o mercado de animação seria o merchandising. Parece que ele estava certo). Via Fast Company