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Mostrando postagens com o rótulo Sociologia da Comunicação

PPGCOM-UFPA traz a Belém o Professor Pierre-Antoine Chardel, da Universidade de Paris V (Sorbonne-Descartes) para primeiro evento do Projeto Diálogos

Temos a satisfação de convidar a comunidade acadêmica para o evento que inaugura o Projeto Diálogos, do Mestrado em Comunicação da UFPA. Esse primeiro evento do Projeto Diálogos, dentro da série Diálogos Contemporâneos, tem como convidado o professor Pierre-Antoine Chardel, da Universidade de Paris V (Sorbonne-Descartes), que vem a Belém para uma série de atividades científicas. O professor Chardel vai ministrar um curso sobre o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, e tamb ém fará uma conferência, com o tema “O cuidado com o comum: o desejo de estar junto. Reflexões sobre a consciência da alteridade na modernidade líquida”. O curso tem vagas limitadas e é oferecido para pesquisadores da área. A conferência terá lugar no dia 7 de novembro, da 16 às 19 horas, no auditório setorial básico 2 da UFPA. O professor Chardel também cumprirá uma agenda visando a organização de um programa de cooperação internacional entre seu laboratório de pesquisa, o LASCO, e o PPGCOM no campo ...

Livro " corpo representado"

O  Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (PPGC/UERJ) vem de l ançar o livro “O corpo representado: mídia, arte e produção de sentidos”, que discute a dimensão simbólica e cultural do corpo, tendo o espaço urbano e contemporâneo como palco privilegiado.  Os autores pensaram sobre histórias em quadrinhos, cinema, revistas, postais, videoclipes e também sobre o corpo como objeto da arte, especialmente aquele da dança contemporânea em seu caráter urbano e experimental.  O livro é publicado pela editora da própria universidade (EdUERJ) e  pode ser acessado no site da editora .

Celebridades e fama no século XXI. Para baixar.

Disponível para baixar a coletânea “ Celebridades no século XXI: transformações no estatuto da fama ” (Editora Sulina), organizada por João Freire Filho, Vera França, Lígia Lana e Paula Guimarães Simões. O livro reúne trabalhos debatidos em seminário internacional realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria entre a UFMG e a UFRJ.

Uma entrevista de Bruno Latour

Estava lendo uma entrevista de Bruno Latour no Globo. Latour é um dos grandes pensadores contemporâneos. É professor da Faculdade de Ciências Políticas de Paris, a tradicional SciencesPo, e, também, na universidade de Harvard e na London School of Economics. Comecei a ler sua obra aqui em Montreal. Na Faculdade de Comunicação da Université de Montréal seu trabalho é um dos dois ou três mais influentes, junto com Garfinkel e Derrida. No Brasil, em geral, Latour ainda é visto como um pensador das "ciências sociais", e por isso é um tanto menos lido na comunicação - como se a comunicação não fosse uma ciência social... Bom, segue aqui o link para a entrevista e também o link para o site de Latour , onde se pode encontrar seus artigos, aulas, conferências, etc.

Sobre a morte de Roberto Civita

Reproduzo o texto de Luis Nassif sobre Roberto Civita. Informativo, claro e honesto: Foi o principal responsável por ter trazido os padrões jornalísticos norte-americanos para o Brasil, convencendo o pai a criar revistas informativas.   A primeira foi a Realidade. Segundo jornalistas que trabalharam com ele, como Luiz Fernando Mercadante, o jovem Civita tinha tino jornalístico, sabia trabalhar com talento as fórmulas importadas dos Estados Unidos.  Algum tempo depois, a Veja, copiando o modelo de jornalismo-produto norte-americano.  O padrão vinha do Times. Consistia em trabalhar a notícia como se fosse um produto da dramaturgia. Na segunda-feira, havia reunião de pauta em que se escolhiam as matérias que fossem mais atraentes para os leitores. A pauta era montada de acordo com critérios que tornassem a notícia atraente. Depois, os repórteres saíam atrás de declarações que convalidassem as teses defendidas pela revista.  Teve alguns períodos áureos....

Música, Comunicação e Identidades

Amanhã ocorre o seminário  “Música, Comunicação e Identidades – Um debate sobre as formações e as dinâmicas das cenas musicais no Pará” , corajosamente organizado pelo Elielton Alves Amador, o Nicolau, músico e jornalista, e meu orientando no PPGCOM. Mesmo não estando presente (e à distância) gostaria de convidá-los a participar desse evento, se o tema for de seu interesse, pois é uma oportunidade de refletir, seriamente, sem as amarras da “doxa dominante” , sobre um dos fenômenos culturais mais importantes da cena paraense contemporânea. O seminário tem um mote: a noção de cena musical . É preciso dizer que “cena” não é “campo”, não é “gênero”, não é “discurso”.  É uma noção híbrida, extremamente útil para compreender a complexidade do momento e a superposição de agentes sociais e de identidades. Essa noção começou a ser desenvolvida aqui em Montreal, na McGill University, por meio da pesquisas do sociólogo Will Straw. O conceito chegou ao Brasil por ...

Muniz Sodré fala de racismo e manipulação da mídia

Em entrevista, Muniz Sodré fala de racismo e manipulação da mídia Do Sindicato dos Jornalistas do Rio, no Vermelho.org Muniz Sodré é negro, baiano, fala russo, alemão, iorubá e francês, é faixa-preta em caratê e jiu-jítsu. Mas não foi por isso que um dia, quando trabalhava na revista Manchete, agrediu fisicamente Adolpho Bloch – coisa que muito jornalista já teve vontade de fazer. Sodré completou 70 anos em 2012, no dia 12 de janeiro, e entre os vários eventos que lhe prestam homenagem, um leva o nome de um grande amigo. O Prêmio de Jornalismo Abdias Nascimento – organizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), ligada ao Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio – vai homenagear este professor emérito da Escola de Comunicação da UFRJ. Na noite de segunda-feira (12/11), em meio à entrega dos prêmios aos jornalistas vencedores, Sodré será chamado ao palco. Ele vai ouvir algumas palavras, por sua militância contra a discriminação racial e contribuiçã...

A tese de Marcello Gabbay sobre o carimbó de Soure

Participei, na última quarta, na UFRJ, da banca de doutorado do professor Marcello Monteiro Gabbay, apresentada ao Programa de Comunicação e Cultura dessa universidade. A tese tem por título "O carimbó marajoara. Apontamentos para um conceito de comunicação poética na geração de valor comunitário" e consiste num esforço gigantesco em sistematizar a história e o processo da experiência social do carimbó no município de Soure. A banca foi deliciosa: Marcello desenvolveu questões novas, à partir de provocações da banca e apresentou um vídeo que deu vida aos muitos personagens presentes no texto. Os colegas que estiveram comigo na banca foram o Paes Loureiro, o Michael Herschmann, o Muniz Sodré e a Raquel Paiva, orientadora do trabalho - os três últimos da UFRJ. Na minha arguição, além de algumas questões levantadas para o Marcello, registrei o que me pareceu ser as contribuições not;aveis que o trabalho traz para a pesquisa sobre cultura e comunicação na Amazônia: 1....

Maffesoli

Hoje terminou o curso “Introdução à Obra de Michel Maffesoli”, que ministrei no auditório setorial básico da UFPA. Fiquei surpreso com o interesse que a obra do sociólogo, meu orientador de doutorado, despertou em Belém, afinal eu esperava 20 inscrições, e foram 165, no final. Tive que passar da sala de 20 lugares solicitada para uma com 100 lugares e, por fim, para o auditório. Uma platéia interessada, composta por alunos, profissionais e pesquisadores das mais variadas áreas: sociologia, antropologia, ciência política, comunicação, artes, letras, filosofia... E tudo isso em meio à greve, à uma universidade em ritmo lento e com acesso dificultado. O que explica esse interesse? A velha explicação da carência de atividades de Belém há muito não é suficiente. A própria greve, que deixa os alunos sem atividades? Não, porque, afinal, a grande maioria da platéia era composta por alunos da pós-graduação de todas essas áreas – e a pós, como se sabe, continua a funcionar durante ...

As 10 Estratégias de Manipulação Midiática

- por  Noam Chomsky , do MIT 1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')". 2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. Este método também é chamado "problema-reação-...

Globo não aceita Jáder Barbalho como sócio de sua afiliada TV Tapajós

Via blog do Jeso Carneiro: A atual dirigente da TV Tapajós (a afiliada da Rede Globo em Santarém), Vânia Maia, tem até o próximo dia 5 de junho para resolver a questão societária da empresa, que se encontra em meio a uma batalha judicial entre os herdeiros de Joaquim da Costa Pereira. O prazo foi fixado pela cúpula da Globo, e comunicado à própria Vânia Maia, em visita recente que ela fez à sede da emissora, para revelar a suposta participação do ex-deputado federal Jader Barbalho (PMDB) como sócio de 50% das ações da rádio e TV Tapajós. Vânia é a inventariante do espólio do empresário santareno falecido há pouco mais de 1 ano. Além do prazo, que tem caráter improrrogável, a Globo avisou que não aceita Jader Barbalho como sócio de sua afiliada em Santarém. O nº 1 do PMDB paraense é um dos sócios da RBA (Rede Brasil Amazônia de Televisão), afiliada da Rede Bandeirantes no Pará. A Globo veta que o controlador de suas afiliadas detenha concessão de emissora concorrente.

Sai o relatório "Estado da Mídia 2011"

Saiu o relatório Estado da Mídia 2011. O documento é o mais preciso relatório sobre a evolução e as tendências da comunicação nos EUA. Está aqui . Entre os principais elementos, anoto os seguintes: aumento da queda de receita nos jornais impressos; perda de cerca de  1.500 postos de trabalho em redações (um número, ainda que alto, 30% menor que no ano anterior);  a migração para a web continuou a ganhar velocidade (pela primeira vez, mais pessoas disseram ter tido mais notícias pela web do que pelos jornais); tendência de que as principais instituições de novos meios de comunicação começaram a desenvolver newsgathering originais de forma significativa (O Yahoo, por exemplo, acrescentou várias dezenas de repórteres em notícias, esportes e finanças na sua equipe; na AOL havia 900 jornalistas, 500 deles em sua operação local da notícia Patch e até o final de 2011, a Bloomberg espera ter 150 jornalistas e analistas para o seu funcionamento. Outra tendência diz respeito à te...

Meu novo grupo de pesquisa

Acabo de instalar meu novo grupo de pesquisa na UFPA. Ele se chama Grupo de Pesquisa  Políticas de Cultura, Comunicação e Identidade  O objetivo do grupo é agregar especialistas para estudar e debater o conjunto dessas três áreas, em sua proximidade e antagonismo, no horizonte da formação de capital humano e de capital social. Desejo mapear as diversas políticas e micropolíticas do setor no espaço amazônico, indagar sobre sua eficácia e formas de utilização, compreender a articulação pública e privada de seu uso e discutir suas formações discursivas, suas engrenagens políticas e sua vitalidade em relação à produção de novos espaços públicos e de espaços territoriais melhor organizados.  Teremos duas linhas de investigação:  1. Cultura, comunicação e identidade como formas do poder  A linha objetiva compreender como as políticas de cultura e de comunicação empreendidas pelo poder público, pelo mercado e pela sociedade civil organizada se tornam, na ...

Censuras subjetivas

«Outro processo de censura nas sociedades democráticas consiste no mecanismo da sedução e não tanto no processo da repressão. Programando o que alicia, o que diverte, o que distrai, canalizam-se oportunamente as pulsões sempre carregadas de cargas explosivas imprevisíveis, desmobilizando-as com a cumplicidade de todos e de cada um. Há de facto uma dimensão censurante inerente à própria programação das telenovelas e dos jogos televisivos nas horas deixadas livres pelo trabalho, em que mais inquietante para o poder se apresenta a disponibilidade da maioria.» in Figuras das Máquinas Censurantes Modernas , Adriano Duarte Rodrigues, Revista de Comunicação e Linguagens , 1, Março, 1985.