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Mostrando postagens de Outubro, 2009

Linchamento moral

Assédio moral já não seria um termo suficiente para caracterizar esse episódio com uma estudante de turismo da Uniban, em São Paulo. O que seria uma brincadeira, ainda que de mau gosto, de um grupo pequeno, acabou virando uma espécie de catarse, envolvendo dezenas ou centenas de alunos. Uma verdadeira espiral do barulho, compreensível como episódio dionisíaco de histeria. O depoimento da moça:  Eu estava com um vestido curto, que já havia usado outras vezes na aula. Sempre recebi elogios, nunca nada ofensivo. Quando estava na rampa e vi o pessoal assobiando e elogiando, fiquei com vergonha. Depois, quando fui ao banheiro, começou o tumulto. Cada vez chegava mais gente. Ameaçaram invadir a sala, chutaram a porta, quebraram a maçaneta. Tentaram passar a mão em mim, tiraram fotos e ficaram gritando que iam me pegar.

Jornais grátis para os jovens

O governo francês lançou um novo projeto de formação de leitores: vai distribuir assinaturas gratuitas de jornais e revistas a TODAS as pessoas na faixa dos 18 aos 24 anos. O programa vai custar cerca de 22 milhões de dólares, divididos entre o Estado e as empresas jornalísticas. Via Gjol  e NYT .

Confecom: A pauta do PT

A estratégia do PT para a Confecom, de acordo com resolução partidária tirada em setembro último está baseada num movimento central, num movimento complementar e em movimentos específicos. O movimento central é luta pela definição de um marco regulatório democrático para o setor. Por tal compreenda-se uma lei que trate a comunicação como área de interesse público. A função desse marco é a criação de instrumentos de controle público e social, com atenção para a mudança de cenário provocada pelas tecnologias digitais. O movimento complementar equivale à luta para que as demais ações estatais na área estejam comprometidas com a pluralidade e a diversidade, o controle público e social dos meios e o fortalecimento da comunicação púbica, estatal, comunitária e sem finalidade lucrativa. Os movimentos específicos significam que o partido se posicionará ao lado das lutas especificas de cada área. Algumas críticas podem ser feitas à reso

E se os municípios legislarem sobre a radiodifusão comunitária?

Uma proposta de emenda constitucional (PEC 360/09) apresentada pelo deputado Manoel Júnior, do PSB da Paraíba, passa aos municípios o direito de legislar sobre radiodifusão comunitária e de conceder outorga para o funcionamento desse tipo de emissora. Atualmente, a Constituição estabelece que somente a União pode legislar sobre radiodifusão: o Poder Executivo outorga e renova concessões e o Congresso Nacional aprecia esses atos. O argumento da proposta considera que não faz sentido concentrar a decisão sobre as outorgas em nível federal quando as rádios comunitárias têm potência limitada em 25 watts e que sua cobertura restrita a um raio de um quilômetro a partir da antena. 

Confecom: A pauta dos trabalhadores

Os dirigentes da CUT, FS, CTB, UGT, NCST e CGTB construíram uma pauta unitária dos trabalhadores para a Confecom. Antes de tudo, ressaltaram o papel nocivo da mídia hegemônica, por sua atuação concentradora e manipuladora. Com isso, construíram um consenço em torno da questão de que não haverá avanços, na luta dos trabalhadores e na democracia brasileira, sem que seja derrotada a ditadura midiática. Em seguida, estabeleceram a seguinte proposta pauta comum para levar à Confecom: 1- Fortalecimento da rede pública de comunicação: Regulamentação do artigo 223 da Constituição que garante o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal. Criação de um fundo público, com recursos previstos no orçamento da União e a taxação das publicidades comerciais. Autonomia de gestão e financiamento. 2- Novo marco regulatório:  Reformulação das leis e normas existentes e a elaboração de novas deve abranger o sistema de telefonia, internet, cabo, celular, novas tecnologias e nov

Ainda o Caso Cutrale

A respeito do post Terras Griladas São Devolvidas , acho que deve ser lembrado: O MST é a maior ameaça atual ao status quo da elite brasileira. Não por sua radicalidade, mas por sua densidade e por seu volume. O ataque feito ao MST pela mídia brasileira é proporcional a essa ameaça. Esse ataque está baseado em pressupostos que não traduzem a realidade, dentre os quais os seguintes: o agronegócio é bom para a população, para a economia e representa o progresso; o MST se associa com tudo que há de arcaico, ultrapassado no Brasil; Então, de novo, os fatos: A Cutrale grilou as terras da fazenda que teve seus pés de laranja destruídos. A empresa que hoje detém 30% do comércio de suco de laranja no mundo está assentada, há anos, sobre solo grilado, de maneira criminosa. O agronegócio trata comida como uma commodity, um produto a ser comercializado. Em conseqüência, essas laranjas não iriam alimentar brasileiros, mas sim o lucro da firma. Ao contrário, perceba-se o que não é dito pela mídia:

A internet e o jogo político

No blog do Luís Nassif: Com a Internet, as redes sociais, os Blogs, a discussão pública ganha outra dimensão. Há um campo muito maior para a montagem de pactos, alianças, para se ter uma idéia multifacetada de grupos sociais, de demandas municipais, regionais, setoriais. Continue a leitura por aqui . O artigo trata do papel da internet na transformação do jogo político.

O rigor mortis do jornalismo

Jorge Rocha Neto, polemista e blogueiro, gravekeeper , como ele mesmo se diz, concedeu entrevista ao blog Monitorando . Nela, explicita suas teses sobre o fim do jornalismo. Nâo se deixem impressionar pelo polemismo do sujeito, pois vale à pena ler suas idéias. Para ele, por exemplo, o jornalismo morto produz um “rigor mortis sui generis, pois é espasmódico e faz confundir estertores com sobrevida” . Ah, e falar sobre a morte do jornalismo, não implicaria, teoriza, em falar sobre a morte dos jornalistas. Tanto melhor, enfim...

Telecentros.BR

O decreto 6.991/09 do Governo Federal, publicado ontem no Diário Oficial da União, instituiu o Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades (Telecentros.BR), para implantação de 3.000   telecentros públicos e comunitários em todo o país e manutenção de outros 10 mil já existentes no Brasil.

Terras griladas são devolvidas

No Correio da Cidania , hoje, uma notícia inesperada e surpreendente: A Cutrale, empresa plantadora de laranjas que teve suas platnações invadidas pelo MST, vai devolver essas terras ao Estado. Na verdade, como se descobriu, as terras eram griladas, ou seja, roubadas pela empresa ao poder público. É um gesto único, sem precedentes, na história brasileira. A empresa declarou o seguinte: "Mais importante que sete mil pés de laranja derrubados, são as cem mil famílias de brasileiros que estão na beira das estradas". E, para maior surpresa, admitiu que é inconcebível que, "num país de 8,5 milhões de km², haja tantas pessoas sem um lugar para trabalhar e até mesmo para morar". Com esse gesto, continuou, "contribuiremos para fazer uma justiça histórica nesse país, já que desde a chegada dos portugueses, a terra tornou-se um pesadelo para nossos índios, negros e pequenos camponeses. Queremos, de uma vez por todas, superar essa injustiça histórica, criar a paz no campo

Qual é tua religião?

Crise de religião? Faça o teste abaixo e encontre a sua.

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Questão agrária

Dois bons artigos, hoje, no Correio da Cidadania, tratam da questão agrária e do MST. Um deles, assinado por Osvaldo Russo , estatístico e coordenadora no Núcleo Agrário do PT, discute a conjuntura dos movimentos sociais no campo. Outro, da economista  Valéria Nader , alerta para argumentos conservadores que têm despontado na academia brasileira procurando desqualificar a questão agrária.

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Tradução: “Agora você pode ter aquele look sexy-sem-sutiã, usando um sutiã!”. O produto chama-se “The Nipple Bra, O Sutiã Mamilo”. Bom, o mau gosto não está, necessariamente, na publicidade, mas no produto.

Jornal agora é “empresa de informação”

Uma data a lembrar: 14 de setembro de 2009. Foi nesse dia que Arthur Sulzberger e Janet Robinson, respectivamente diretor geral e presidente do New York Times, fizeram circular um memorando interno informando a todos os funcionários da empresa que, a partir daquela data o NYT deveria ser considerado, conceitualmente, uma “empresa de informação” e na mais um jornal. Esse fato, altamente simbólico, instiga pensarmos que a habilitação em jornalismo, dos cursos de comunicação, deveria mudar também e se tornar uma habilitação produção e apuração de informação, centrada nos meios digitais. Será que nunca podemos ficar na vanguarda?

Confecom: Os impasses colocados pelo setor empresarial

As entidades patronais têm feito o possível para obstaculizar a Confecom. Várias delas já se retiraram da Comissão organizadora, dentre as quais a Abert (associação de radiodifusores), a Abranet (associação dos provedores), a ABTA (das TVs por assinatura), a Aner, a Adjori e a ANJ (da mídia impressa).  O que essas entidades desejam? Falando em termos objetivos, o seguinte: 1. A garantia de proteção dos serviços e outorgas atuais 2. A mínima interferência estatal 3. A redução dos temas da conferência 

TVs públicas podem veicular propaganda sim

O Diário Oficial da União de sexta- feira passada publicou o parecer jurídico do Ministério das Comunicações a respeito da possibilidade de que emissoras de TV educativas vinculadas ao poder executivo possam veicular propaganda institucional e apoio cultural, desde que não haja divulgação ou comercialização de produtos e serviços. O parecer foi referendado pela AGU (Advocacia-Geral da União) e teve o aval do presidente da República. O documento responde a um questionamento levantado pela Fundação Padre Anchieta, que controla a TV Cultura, à AGU sobre o artigo 13 do Decreto-Lei 236/67. 

Confecom: Os nós da Confecom

Há vários temas polêmicos na Conferência. Os principais são os seguintes: A questão da representação. Estabeleceu-se uma representação tripartite com as seguintes proporções: 40% das vagas destinadas aos empresários, 40% à sociedade civil e 20% ao poder público. A questão do poder de decisão. Exigir-se-á 50% + 1 dos votos para temas gerais e 60% para temas estratégicos.  Estabeleceu-se uma estrutura baseada em três eixos – produção de conteúdo; meios de distribuição; e cidadania, direitos e deveres, desdobrados em mais de 70 itens. Porém, alguns temas ficaram de fora dessa estrutura, dentre os quais o controle público, o marco regulatório, a participação social, espaços para os movimentos populares na programação de conteúdo, acesso universal à banda larga e infraestrutura, dentre outros.

Confecom: Como será a Confecom?

A Conferência terá 1.539 delegados, sendo 66 natos (os membros da Comissão organizadora), 150 indicados pelo governo federal e 1.323 eleitos nas etapas estaduais. Os delegados, inclindo os natos e os indicados pelo governo federal, terão a seguinte proporcionalidade: 40% das vagas para a sociedade não-empresarial, 40% para os empresários e 20% para o setor público.
Encontrei no site The Awl o seguinte gráfico, que mostra a mutação no volume de vendagem dos grandes jornais americanos. Clique para aumentar.

Fotografias

No blog Sevensevennine , sobre cultura visual, um gráfico interessante sobre três padrões fotográficos: fotografia artística, fotojornalismo, fotografia de rua e, percorrendo subjetivamente todos eles, a fotografia documental. Uma boa discussão, que bem que podia ser levada por quem de direito.

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Tradução: “Comece cedo. Se barbeie” .  Mas que teve uma idéia dessas?

Confecom: Por que participar da Conferência Nacional de Comunicação?

Deixemos que o site da Confecom responda a essa pergunta: Você está satisfeito e satisfeita com a programação da sua TV? Sabia que as concessões de rádio e TV são públicas e que você poderia participar e opinar sobre o conteúdo que elas veiculam? Acha justo e democrático que a liberdade de expressão seja um direito de oito famílias e que o povo brasileiro tenha como única opção desligar a TV ou trocar de canal? Sabia que quase 60% das verbas publicitárias são destinadas a uma única emissora de televisão?  Como ficam as emissoras públicas, educativas e comunitárias? Você sabia que estão querendo acabar com a liberdade na internet? E o que tudo isso tem a ver com você?

Confecom: O que é uma “conferência nacional”?

É um modelo de escuta da sociedade pelo poder público, existente desde os anos 40 mas consagrado pela Constituição de 1988. O Governo Federal convoca as conferências e os governos estaduais e municipais as organizam, necessariamente em parceria com a sociedade civil. A principal função das conferências nacionais é organizar marcos regulatórios, ou seja, recomendações e referenciais que servirão de parâmetro para que a sociedade reivindique seus direitos tendo em mãos documentos e discussões já consolidadas e, também, para que os poderes legislativo e executivo, em suas diversas instâncias, elaborem leis ou planejem suas políticas públicas. Outra função é organizar conselhos ou comissões de pessoas incumbidas de acompanhar as políticas públicas da área tematizada. Das 102 conferências registradas desde 1943, 62 foram realizadas desde 2003, ou seja, no governo Lula. Isso significa a construção de vínculos mais claros e sólidos entre o poder público, o governo e a sociedade.

Confecom: O que é a Confecom?

É a mais polêmica conferência já realizada no Brasil. Mais polêmica porque, em primeiro lugar, os interesses em jogo são os mais obscuros e poderosos, na medida em que comunicação é poder econômico, político, social e cultural. E, em segundo lugar, porque a comunicação perpassa a todos os demais interesses, estando presente em todos os temas e em todas as esferas do interesse social. A proposta de “democratizar a comunicação” é, no mínimo, incômoda para o modelo vigente, centrado no mercado e não no interesse social. Porém, dizemos incômoda, mesmo, para dizer o mínimo, porque, à julgar como o empresariado da comunicação tem procedido, tentando bloquear, atrasar e reduzir o temário da conferência, mais do que incômoda ela é, de fato, ameaçadora.

Outro jornal que fecha

O Rocky Mountain News, um jornal de 150 anos, que cobriu a Guerra da Secessão e que ganhou o Pulitzer de 2003 por sua cobertura sobre a tragédia em Columbine, fechou as portas. Apesar de estar sediado num estado periférico, o Colorado, não era um jornal pequeno. Vendia 300 mil exemplares por dia há poucos anos, mas esse volume, impressionante se comparamos com as edições daqui, de 20 a 25 mil exemplares diários, começou a decair. A anatomia dessa morte, ou melhor, dessa falência, é descrita – e analisada – por John Templo, antigo editor do jornal. Aqui , um comentário sobre o jornal, em francês, e aqui o blog de Temple, em inglês, onde há um link para sua conferência.

Daqui há pouco ONU vota embargo a Cuba

Via Na Praxis : H oje tem votação na Assembléia Geral da ONU para condenação ou não do embargo econômico e financeiro imposto pelos Estado Unidos à Cuba. O governo Cubano considera o termo "embargo" um tanto suave, prefere utilizar a palavra bloqueio, que é o que de fato ocorre, um verdadeiro ato de guerra que persiste desde fevereiro de 1962, quando foi decretado por John Kennnedy. Provavelmente, como ocorre todo ano, a Assembléia condenará o bloqueio por massiva maioria, com algumas abstenções e com os votos contrários de Israel, Palau e, é claro, EUA. É uma vitória no campo diplomático para a Revolução, mas não é o bastante.

Confecom: Conferência de Comunicação

Retomo os posts após alguns dias de ausência. Tive de me dedicar à finalização de um artigo que exigiu mais fôlego, mas aqui estamos. E preocupados com os rumos da Confecom, a Conferência Nacional de Comunicação. A falta de financiamento e de mobilização a ameaça e podemos perder a oportunidade histórica de, pela primeira vez na história do Brasil, ir a fundo na discussão sobre o marco regulador da comunicação. Decidi tematizá-la aqui com mais freqüência e advogar um pouco a seu favor, porque a oportunidade é de fato histórica e, ainda que todos saibamos que os resultados dessa conferência serão limitados, em relação a tudo o que dela esperamos, é necessário fazer o possível para torná-la o mais exitosa possível. De fato, quando saí da Secretaria de Comunicação pretendia ter podido continuar me dedicando à Confecom, por sua importância e significação, mas isso não foi possível, por esses ajustes do poder que, para longe de se ajustarem, petrificam os papéis e acabam por dificultar os p

Exigência do diploma votada hoje

Está prevista para hoje a votação do relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que exige o diploma de jornalismo para exercício da atividade, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.  A Proposta que entra em votação é a de autoria do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), e tem como relator, na Comissão, o deputado Maurício Rands (PT-PE).

Jornal muda de tamanho

Vejam como o jornal Sidney Morning Herald está preparando a opinião pública e seus leitores para um ousado processo de redução no seu tamanho-padrão.

Mapa interativo da pobreza no Brasil

No Estado de São Paulo, um Mapa da Pobreza no Brasil , foi com base em dados do Ministério do Desenvolvimento Social. O jornal usou indicadores do IDF (ìndice de Desenvolvimento Familiar). Formado por seis itens, o IDF varia de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, melhor o resultado. O mapa é do ano passado, mas, como sabemos, a pobreza não é redutível no espaço de um ano e nem ao espaço de um ano. Observem a presença marcante de municípios paraenses, particularmente na região da Ilhas.

O maior jornal do mundo

Quem ainda pensa que o Asahi Shimbum, o jornal japonês com 8 milhões de exemplares diários é o mais lido do mundo? Se ainda o pensam estão errados. A resposta certa é o indiano Dainik Jagran (”A Verdade”), que diariamente bota nas ruas 17 milhões de cópias, alcançando impressionantes 55 milhões de leitores. O jornal é escrito em hindi, língua dominada por 41% dos 1,2 bilhão de habitantes do país.

Banda larga gratuita é um direito social

Foi aprovada, na Finlândia, uma lei que define o acesso à banda larga como um direito social e universal, com o mesmo status do direito de acesso à educação e à saúde. Direito social, dever o Estado. A lei será cumprida a partir de julho de 2010, quando absolutamente todos os cidadãos do país terão acesso à banda larga de alta qualidade e gratuitamente. Outros três países já consideram o acesso à banda larga um direito do cidadão. São eles França, Grécia e Estônia. O acesso universal e gratuito à internet de alta qualidade é mais do que um direito: é uma condição para o desenvolvimento, na sociedade contemporânea. Por estas e outras sempre cito o programa NavegaPará, realizado pelo governo do estado. Aliás, vejam algo interessante aqui e aqui .

A internet a a escritura dos jovens

Uma pesquisa realizada por Andrea Lunsford, professora da Universidade de Stanford faz a seguinte pergunta: qual o efeito das práticas de escritura na web sobre a sociedade? Qual efeito têm a forma de comunicação presente nas redes sociais como FaceBook e Orkut e os mecanismos de escritura com PowerPoint, emails e outros, sobre a cultura escrita das sociedades atuais? Lunsford estudou, entre 2001 e 2006, 14.672 amostras de textos de estudantes de Stanford. Foram usados diversos tipos de textos, de emails e chats a exercícios em sala e trabalhos acadêmicos. A conclusão? Que estamos vivendo uma verdadeira revolução literária. Algo que não era vista desde a Grécia clássica. E por que isso? Pelos seguinte motivos: Os jovens de hoje escrevem muito mais do que as pessoas de quaisquer das gerações anteriores. Cerca de 40% do texto produzido por eles é produzido fora da sala de aula, enquanto antes da internet a maioria dos americanos não escrevia quase nada fora da sala de aula. Mas, dir

Comunicação e cultura

O número 39 da revista Famecos traz um dossiê sobre Comunicação e Cultura, resultado do GT da Compôs. O dossiê está disponibilizado online . Outros temas abordados são Imagem, Ciberespaço, Narrativas Midiáticas e Teoria da Comunicação.

Blogosfera palestina

Já mostrei aqui um trabalho sobre a blogosfera iraniana. Segue um link para uma pesquisa sobre a blogosfera palestina (em inglês). E como muito já falei sobre o Irã aqui no Hupo, segue uma relação de posts anteriores sobre o assunto: Blogosfera iraniana . Internet e democracia citando o Irã . Ah, Madinejahd! Farrokhroo Parsa . Impasse relevante . Massacre de identidades . Etnias iranianas . Imagens do conflito eleitoral . E o filme, absolutamente imperdível, já nas locadoras, Persépolis . Há no blog mais ainda sobre o Irã, para quem se interessar.

Terror B viral

Todo mundo, hoje, quer publicidade viral para vender seus produtos. Porém, viral mesmo, autêntico, é para poucos. E nem sempre no tempo atual. É o caso de um sujeito chamado William Castle, um produtor de filmes B de terror, nos anos 1950 e 60. Os filmes eram umas bombas, mas suas táticas de guerrilha, por si mesmas, atraiam multidões. Um exemplo: no lançamento do seu filme Macabre (observem o nome), em 1958, cada espectador, ao comprar o ingresso, recebia uma apólice de seguro da prestigiosa empresa Lloyd’s, de Londres, no valor de US$1.000 – o equivalente, hoje, a uns US$7.000 – a serem pagos no caso do sujeito morrer de susto, durante a exibição do filme. E tinha mais: os bilheteiros e lanterninhas do cinema estavam vestidos de médico e uma ambulância, toda aparatada e cheia de médico foi estacionada bem na porta do cinema. No filme Homicidal , de 1961, a projeção era interrompida pouco antes do clímax e aparecia um letreiro dizendo que aqueles que não estivessem suportando a te

Os piores anúncios da história da publicidade 6

Tradução: “Leve duas. Jeito esperto de comprar… duas por vez”. Simplório, não?

Jogos olímpícos e transformação urbana

Neste link um artigo de Arthur Ituassu, que é professor do Departamento de Comunicação da PUC do Rio, no Opera Mundi, resenhando pesquisa de Ferran Brunet, da Universidade Autônoma de Barcelona, sobre como essa cidade soube usar os Jogos Olímpicos para gerar uma transformação urbana sem precedentes.

Números do triste mundo

Setenta países do planeta favorecem deliberadamente o analfabetismo feminino. A informação é da ONG Save the Children. Isso significa cerca de 200 milhões de meninas impedidas de freqüentar a escola. Na Etiópia e na Nigéria, três quartos das alunas são obrigadas a deixar a escola para dar lugar aos rapazes. E o pior: essa prática resulta na elevação dos índices de subnutrição, mortalidade infantil e propagação da aids. Em 2006, no Afeganistão, um diretor de escola foi decapitado diante da família por um grupo de homens armados. Seu crime: deu aulas a meninas.

Jogos olímpícos e transformação urbana

Neste link um artigo de Arthur Ituassu, que é professor do Departamento de Comunicação da PUC do Rio, no Opera Mundi, resenhando pesquisa de Ferran Brunet, da Universidade Autônoma de Barcelona, sobre como essa cidade soube usar os Jogos Olímpicos para gerar uma transformação urbana sem precedentes.

Números do triste mundo

Setenta países do planeta favorecem deliberadamente o analfabetismo feminino. A informação é da ONG Save the Children. Isso significa cerca de 200 milhões de meninas impedidas de freqüentar a escola. Na Etiópia e na Nigéria, três quartos das alunas são obrigadas a deixar a escola para dar lugar aos rapazes. E o pior: essa prática resulta na elevação dos índices de subnutrição, mortalidade infantil e propagação da aids. Em 2006, no Afeganistão, um diretor de escola foi decapitado diante da família por um grupo de homens armados. Seu crime: deu aulas a meninas.

Diálogos da perplexidade

Bernardo Kucinski e Venício Lima lançam hoje o livro “Diálogos da Perplexidade – reflexões críticas sobre a mídia”. O jornalista Renato Rovai, editor da revista Fórum, observa, no seu blog de mesmo nome, que um dos temas presentes no livro é o do crescimento dos jornais populares no Brasil. O grande exemplo é o diário Super Notícia, de Belo Horizonte, que custa R$ 0,25 e tem uma tiragem semelhante à da Folha de S. Paulo. Um fenômeno tanto mais interessante quanto o fanômeno, análogo, da queda na vendagem dos grandes jornais brasileiros. A própria Folha, por exemplo, que tinha uma média diária de 429.476 em 2000 e fechou o primeiro trimestre de 2009 com a média de 298.352 jornais vendidos por dia. Ou O Estado de S. Paulo, que em 2000 publicava 391.023 exemplares/dia e hoje tem uma média de publicação de 217.414.

Ranking de liberdade de imprensa

O Portal Comunique-se divulgou o ranking de liberdade de imprensa, elaborado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras. Na edição 2009 o Brasil passou de 82º para 71º lugar. Enquanto o país ganhou 11 posições, Honduras perdeu 28. Os Estados Unidos avançaram 20 pontos, passando para o 20º lugar. As primeiras posições são ocupadas, sequencialmente, por Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Noruega e Suécia. os últimos lugares da lista são ocupados pela Eritréia (175º), Coréia do Norte (174º), Turcomenistão (173º), Irã (172º), Birmânia (171º) e Cuba (170º). 

Elevador para bicicletas

Chama-se Sykkelheis. Paga-se 15 centavos e bota-se o pé no mecanismo, que leva sem mais esforço ladeira acima.

Arquivos digitais históricos

A Biblioteca Digital Mundial , organizada pela Unesco, já dispõe de 11 milhões de documentos históricos online. São livros, manuscritos, gravações sonoras, partituras de músicas, películas, etc. A proposta é reunir material de bibliotecas e instituições culturais de todo o planeta. Na ilustração um mapa do rio Amazonas. Para a pesquisa histórica amazônica há boas fontes. 

Jornalismo móvel

Um novo conceito está surgindo: MOJO, em inglês Móbil Journalism , jornalismo móvel. A coisa está se repetindo nas turmas de jornalismo dos Estados Unidos. Por exemplo, assim: um grupo de alunos escolhe um tema e sai para fazer a reportagem somente com seus celulares. Usam o Twitter, seus blogs, videoblogs, e enviam vídeos , sons,m fotografias e textos documentando a experiência. E não apenas para um link da faculdade, mas também para a imprensa e para seus links individuais.

A efemeridade das mídias

"É possível que dentro de alguns séculos a única forma de ter notícias sobre o passado, quando todos os suportes eletrônicos tiverem sido desmagnetizados, continue sendo um belo incunábulo. E, dentre os livros modernos, os únicos sobreviventes serão os feitos de papel de alta qualidade, ou os feitos de papel livre de ácidos, que muitas editoras hoje oferecem". Umberto Eco.

20 ações digitais que os estudantes de jornalismo deveriam fazer

Sabem o que tenho falado sobre adaptação dos curricula de comunicação ao novo jornalismo? Eis aqui uma proposta concreta de atividades acadêmicas que deveriam ser cobradas a todos os alunos de comunicação da UFPA. Fica a proposta, para debater. 1. Faça um blog com perfil editorial definido e explique esse perfil. Alimente-o durante ao menos seis meses, postando ao menos três vezes por semana. 2. Faça 100 boas fotos sobre um determinado tema, procurando uma coerência editorial, e publique-as no Flickr 3. Crie um projeto multimídia que incorpore vídeo, áudio, e texto. 4. Faça parte de um projeto de crowdsourcing. 5. Produza pelo menos 5 entradas na Wikipédia. 6. Crie um áudio slideshow usando o Soundslides. 7. Produza e edite um vídeo de 3 minutos e publique-o no YouTube 8. Subscreva 15 blogs usando um leitor RSS. 9. Crie e mantenha uma conta do De.li.cio.us com 50 links que você achar interessante. 10. Produza e edite um portfólio online. 11. Monte um slideshow básico em Flas

Condenado por não falar

Dominique de Villepan, ex-ministro das relações exteriores da França, foi condenado, hoje à tarde a 18 meses de prisão, com sursis, e a pagar uma multa de 45 mil euros pelo fato de ter se mantido calado, quando sabia ser falsa uma lista de nomes acusados de se terem beneficiado de uma negociata obscura. Villepan era o grande adversário político do presidente Sarkozy, no ministério de Jacques Chirac. Um dos dois seria o candidato do partido à presidência da república e como se sabe... Ocorre que o nome de Sarkozy era um dos que apareciam na falsa lista. Crime de prevaricação? Sarkozy acusou Villepan de se manter calado para prejudicá-lo politicamente, sob a tese de que um político não deve se manter calado, quando inquirido sobre fatos públicos...

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Você veria este filme?

Chomsky e a América Latina

Numa matéria reproduzida pela Agência Carta Maior Noam Chomsky diz que a América Latina, é uma das únicas regiões do mundo onde há uma resistência real ao “poder do império”: "Pela primeira vez em 500 anos há movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência. Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não podem fazê-lo". Veja mais aqui .

O sócio-metabolismo do capital

A premiação de Ostrom com o Nobel de economia traz à luz o problema da empresa cooperativista como solução para certos impasses da sociedade e nos lembra a discussão de István Mészáros, no seu livro “Para além do capital”, sobre o “sócio- metabolismo do capital". Diz Mészáros que o grande problema das experiências socialistas que aconteceram e acontecem no mudo é que nenhuma delas rompeu com o “processo sócio-metabólico do capital”. Que vem a ser isso? A lógica de produção do capital que, segundo Mészáros não é interrompida, simplesmente, com a estatização do processo produtivo. Na experiência soviética e chinesa houve um deslocamento dessa lógica, mas não uma inversão, de maneira que, na sua continuidade, acaba chegando um momento de paroxismo, efetivamente uma distribuição privatista do acumulado. Agora fica a pergunta: é possível romper esse ciclo? Sim, segundo Mészáros. Por meio de uma consciência de solidariedade na base produtiva, aliás, já em curso nos processos da economia

As revoluções tecnológicas e as mutações da política

Revoluções tecnológicas não produzem, necessariamente, transformações estruturais no modo de produção. Podem vir a fazê-lo, mas isso não é evidente.  O que vemos a nosso redor, e de maneira mais acentuada a partir da calmaria pós-crise, é que estamos vivenciando uma profunda transformação tecnológica, que tem conseqüências objetivas sobre, pelo menos, dois aspectos da estrutura de produção da nossa sociedade: a redução do trabalho, a partir da robotização da produção   e a multiplicação exponencial das ofertas de consumo. Dos anos 60 para cá vivenciamos essas duas transformações. Mais do que transformações: alterações nas forças produtivas. Porém, como dissemos, alterações   produtivas e revoluções   tecnológicas que não geraram mudanças estruturais no modo de produção.   O trabalhador, por exemplo, foi despotencializado no seu papel político. Com ele, o movimento operário e os partidos políticos de esquerda.   O Partido Comunista Italiano, por exemplo,   se transformou num partido de