É a mais polêmica conferência já realizada no Brasil. Mais polêmica porque, em primeiro lugar, os interesses em jogo são os mais obscuros e poderosos, na medida em que comunicação é poder econômico, político, social e cultural. E, em segundo lugar, porque a comunicação perpassa a todos os demais interesses, estando presente em todos os temas e em todas as esferas do interesse social. A proposta de “democratizar a comunicação” é, no mínimo, incômoda para o modelo vigente, centrado no mercado e não no interesse social. Porém, dizemos incômoda, mesmo, para dizer o mínimo, porque, à julgar como o empresariado da comunicação tem procedido, tentando bloquear, atrasar e reduzir o temário da conferência, mais do que incômoda ela é, de fato, ameaçadora.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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