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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Conta de US$ 73 mil

O VT acima mostra uma ação de mídia institucional criada pela agência Olgivy para o Bar Aurora e para o boteco Ferraz, de São Paulo. Chama-se "Conta de US$ 73 mil". Muito boa.

Geopolítica das eclusas

A inauguração, hoje, das eclusas de Tucuruí, é um fato de magnitude histórica. Foram 29 anos de espera, desde que o primeiro contrato visando o início das obras tivesse sido assinado, em 1981. Passaram-se sete presidentes da República, mudaram-se os contextos, tanto local como regional e mudou a perspectiva econômica da hidrovia Araguaia-Tocantins, mas sua inauguração ainda constitui um fato econômico, social e político maior. Duas ou três considerações a respeito: 1. A hidrovia é o instrumento para a consolidação de um espaço de desenvolvimento há muito potencial, na Amazônia: o Baixo Tocantins. Isso porque a hidrovia possibilita a formação de um sistema econômico que liga Marabá a Belém, ou, mais especificamente, o pólo siderúrgio de Marabá ao pólo industrial de Barcarena, num sistema portuário que potencializa não apenas a capital do sudeste paraense, como também Vila do Conde. É visando a esse complexo conversor-exportador que se dá o crescimento da Cosipar, a chegada da Alpa, da A

Xixi no banho

Comercial "Xixi no banho", feito para a Ong SOS Mata Atlântica pela agência F/Nazca e premiado no festival de publicidade argentino Gran Ojo, na categoria Relações Públicas.

Alguém quer gatinhos?

Já engordados, desmamados e literatos, posto que foram criados em meio a livros. Muito bonitinhos e engraçados. Fazem molecagens e toleram cães, bem como humanos. Quem os quiser é só fazer contato e vir buscá-los.

Paulo Bernardo deverá ser o Ministro das Comunicações

Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento, deve ser o novo ministro das Comunicações do governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo apurou este noticiário, Bernardo já trabalha para se inteirar dos temas da pasta e teria aceito o cargo dentro da perspectiva de que o Minicom será, no próximo governo, um ministério importante, responsável pelo Plano Nacional de Banda Larga, pela recuperação dos Correios (que voltarão a ter gestão técnica e não devem mais ser objeto de negociação política com a base do governo), Telebrás recuperada e operante, por fim, responsável pelas (complicadas) negociações para a Lei de Comunicação Eletrônica. Vale lembrar que Paulo Bernardo esteve à frente da intervenção nos Correios realizadas depois da saída da ex-ministra Erenice Guerra. Segundo fontes de alto escalão do governo, Paulo Bernardo só não ficará com as Comunicações se tiver que ser escalado para uma função mais importante. Nesse caso, a Casa Civil, que estaria definida em favor de Antônio Pal

Franklin Martins diz que governo Dilma vai fazer política de comunicação democrática

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Franklin Martins, disse nesta quinta-feira (25), em São Paulo, que o Brasil vive “um período de extraordinária liberdade de imprensa”, mas defendeu que é preciso “refundar” o Ministério das Comunicações para se discutir o tema comunicação no país. “Ficamos um tempão sem discutir comunicação, desde o tempo do Sérgio Motta [ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique Cardoso]. Chegou a hora de discutir e é preciso um ministério que planeje, formule, execute e que seja um centro de gravidade da política de comunicação no Brasil”, afirmou o ministro, depois de participar da abertura do Seminário Cultura Liberdade de Imprensa, promovido pela TV Cultura. Aos jornalistas, Franklin Martins voltou a dizer que não há cerceamento da imprensa no país que é “livre para falar o que quer e não falar o que não quer” e até mesmo para “botar o presidente da República sob crítica”. Segundo ele, o governo

Mazelas do ensino nos EUA

Reproduzo artigo de Thomas Friedman sobre mazelas do ensino nos EUA. Via Portal Uol. Ensino nos EUA vem sendo superado há anos Thomas L. Friedman Quando cheguei a Washington em 1988, a Guerra Fria estava acabando e o assunto do momento era segurança nacional e o Departamento de Estado. Se eu fosse um foca hoje, eu ainda assim gostaria de cobrir o epicentro da segurança nacional –mas ele seria o Departamento da Educação. O presidente Barack Obama acertou quando disse que aquele que "nos superar hoje em educação irá nos superar na concorrência amanhã". A má notícia é que há anos estamos sendo superados na educação. A boa notícia é que os municípios, Estados e o governo federal estão contra-atacando. Mas não tenha ilusões. Nós estamos em um buraco. Aqui estão alguns poucos dados que o secretário da Educação, Arne Duncan, ofereceu em um discurso em 4 de novembro: "Um quarto dos estudantes colegiais americanos abandona a escola ou não se forma no prazo normal. Quase 1 milhã

Cobertura passada a limpo

Reproduzo o editorial lido por Alberto Dines no programa Observatório da Imprensa na TV nº 572, exibido em 16/11/2010 pela Rede Brasil e sobre o qual repliquei matéria, neste blog, ontem: Cobertura passada a limpo  Quando a mídia é notícia, um dos dois tem problemas – a mídia ou a notícia. No nosso caso é diferente, quando a mídia é notícia, tanto a mídia como a notícia estão complicadas. Isto ficou visível exatamente há uma semana, durante e em seguida ao seminário internacional sobre convergência de mídias. A mídia brasileira, impressa ou eletrônica, sofre de uma visível alergia à exposição pública. Não é modéstia ou discrição, parece ser uma aversão à transparência. Ela que tanto clama por claridade e limpidez, justamente quando os holofotes se voltam para ela, o resultado sai truncado. Ora, a mídia e a imprensa são ferramentas da sociedade, ela não apenas precisa saber o que se passa no campo da comunicação, mas tem o direito inalienável de ser informada com precisão sobre tudo o

Movimento político arriscado

É a primeira grande mancada do governo eleito. O vice-governador eleito, Helenilson Pontes (PPS), passou a manhã de ontem na Assembléia solicitando aos deputados estaduais a não aprovação  dos projetos 291/09 e 292/09 do Governo do Estado. Esses projetos regulamentam o tratamento tributário da cadeia produtiva do cobre e de seus derivados. O risco, tanto da não aprovação como da possibilidade de que certas emendas sejam aditadas aos projetos, é de que as atividades de beneficiamento do cobre deixe de ser atrativa para os investidores, inclusive com a possibilidade de que a Alpa, a Aços Laminados do Pará, um investimento de R$ 6 bilhões, saia do estado. A Alpa é uma vitória política do governo Ana Júlia, mas, sobretudo, é uma vitória do estado do Pará. É o primeiro passo para a consolidação da tão sonhada verticalização do ciclo mineral no estado. A partir dela, por exemplo, já começava a se instalar no estado a Aline, uma siderúrgica que, a partir do aço laminado da Alpa, se propõe a

Quatro grandes romances

Na minha opinião, eis os grandes livros de ficção da primeira décado do século XXI: - “ O Xará ”, da escritora bengalesa-americana Jhumpa Lahiri (2003, lançado no Brasil pela Companhia das Letras); - “ A Hora Azul ”, do peruano Alonso Cueto (2005, Objetiva); - “ O Edifício Yacubian ”, do egípcio Alaaal Aswany (2002, Companhia das Letras); - “ Seu Rosto Amanhã ”, do espanhol Javier Marías (2009, Companhia das Letras). Todos eles são novos escritores, desconhecidos do grande público, da crítica e dos asnos leitores. Anotem, leiam e digam-me se não estou certo.

ECA-USP lança revista digital sobre semiótica

Via Jornalistas da Web: A Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) colocou no ar a edição piloto da revista digital Semeiosis . A publicação nasceu do Grupo de Pesquisa Semiótica da Comunicação, coordenado por Irene de Araújo Machado, professora e coeditora científica da ECA. A revista também tem como editor Vinicius Romanini, professor da mesma instituição. A Semeiosis pretende concretizar ideias e projetos do grupo de trabalho, colocando em prática o processo de experimentação. As seções do veículo abrigam artigos, ensaios, reportagens, entrevistas, resenhas, notícias e agenda. A edição piloto traz artigos sobre cinema, artes e discussões sobre o signo linguístico, entre outros assuntos.

O reality show de Sarah Palin

Estreou no domingo retrasado, no canal pago norte-americano TLC (braço do Discovery), a série “Sarah Palin’s Alaska”. Um reality show estrelado pela ex-candidata a vice-presidente republicana e atual musa do Tea Party. Deve ser a maior e mais espúria mistura entre política e comunicação de todos os tempos. Sarah Palin, na verdade, parece ter descoberto a mídia: lançou um livro e virou comentarista da Fox News, gravando suas participações a partir de um miniestúdio montado em sua própria casa. Nos episódios da série, todo domingo, ela e o marido Todd aparecem caçando, atirando, pescando, remando, escalando gelo e o que mais se puder fazer de aventureiro na paisagem gelada do Estado que Palin governou de 2006 até 2009, quando trocou o gabinete pelos palanques do Tea Party e os holofotes. 

A meta de Dilma de erradicar a pobreza até 2014

A notícia de que Dilma pretende reduzir em dois anos a meta de erradicação da pobreza é instigante. E é significativo o fato de que tenha sido essa, e não outra, a primeira meta estratégica anunciada por seu futuro governo. E, ainda no campo simbólico, que tenha sido o tema da erradicação da pobreza o motivo da primeira reunião setorial de programa de governo realizada pela futura presidenta. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta que, em condições normais, a erradicação da pobreza, mantendo-se as políticas sociais de Lula e o crescimento atual da economia, se daria em 2016. Dilma quer antecipar essa meta em dois anos. Para isso, propõe ampliar o Bolsa Família e intensificar programas sociais para moradores de rua, indígenas e quilombolas. A ampliação do Bolsa Família, programa gerenciado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, poderá se dar via inclusão de cerca 750 mil famílias sem filhos como seus novos beneficiários. E, também, com seu reajuste. Os principai

Regulação, a discussão interditada

Reproduzo matéria de Lilia Diniz publicada no site do Observatório da Imprensno dia 18/11/2010: Regulação, a discussão interditada Questão polêmica na cena da radiodifusão no Brasil, a regulação da mídia eletrônica esteve em pauta na semana passada por conta do seminário internacional "Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias", realizado nos dias 9 e 10 de novembro, em Brasília, organizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Onze representantes de entidades reguladoras de diversas nações democráticas estiveram em Brasília para conversar sobre os modelos adotados em seus países e mostrar diferentes formas de regulação. Para grande parte da mídia, a realização do evento mostrou a disposição do governo federal em estabelecer meios de controlar e censurar o setor. Uma das maiores polêmicas do evento foi a crítica de Toby Mendel, consultor internacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNES
Começa amanhã. Mais informações  aqui  ou pelo telefone 3224-7858.

Biblia Pauperum 2

Biblia Pauperum 1

Não é uma revista em quadrinhos, mas a Biblia Pauperum (Bíblia dos Pobres), editada na Alemanha no final do século XV. A publicação tem cerca de cem imagens do Apocalipse de São João. Uma das jóias da Universidade de Heidelberg.

Curso política e comunicação

Começa amanhã. Mais informações aqui  ou pelo telefone 3224-7858.

Intervozes faz pesquisa sobre marco regulatório da comunicação

Com o objetivo de contribuir para o debate sobre o novo marco regulatório para as comunicações no Brasil, o Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes) apresenta um levantamento sobre o funcionamento de órgãos reguladores que atuam sobre a radiodifusão em dez países. O estudo revela a tendência de os países adotarem órgãos independentes para regulação do setor, com ênfase nas questões de garantia de competição, gestão do espectro e de regulação de conteúdo. Foram pesquisadas as estruturas reguladoras de Reino Unido, França, Canadá, Estados Unidos, Bósnia e Herzegovina, Argentina, Uruguai, Alemanha, Espanha (incluindo um capítulo especial sobre a Catalunha) e Portugal. Sem a pretensão de ser um estudo aprofundado sobre a dinâmica dos conselhos e agências, a pesquisa do Intervozes tem como objetivo compreender, para cada país observado, as características gerais e atribuições do ente regulador, as estruturas organizativas (incluindo composição e forma de escolha), a descrição d

A economia do cinema em Portugal

Preço médio do bilhete: 4,7 € Total de salas: 577, sendo 180 digitais. Receita das salas de exibição: 73 milhões de € Controle do mercado exibidor: 82,3% do mercado repartido entre três empresas exibidoras. Filmes nacionais anualmente produzido: em média 15. Presença dos filmes nacionais no mercado exibidor: apenas 2,5%, um dos mais baixos da Europa. Financiamento da produção nacional: 16 milhões de euros em apoio a projetos artísticos e culturais.

Crítica de Bruno Peck sobre A Cidade Sebastiana

Li hoje a simpática crítica a "A Cidade Sebastiana", escrita por Bruno Peck e publicada no Peck Blog . Reproduzo-a abaixo: Esse trecho é do “Cidade Sebastiana”, livro escrito pelo Fábio Fonseca de Castro, jornalista paraense com um  currículo  maior do que é conveniente mencionar aqui. Trata-se de uma tese de mestrado (mal) adaptada em livro, editada pelo próprio escritor que está à venda (o livro, não o Fábio) na Fox Vídeo e em  alguns outros lugares . Acabei de lê-lo ontem. “Acabei de ler” talvez seja um exagero. Pulei diversos trechos verborrágicos, pelos quais o próprio autor se escusa em uma nota no início do livro. Mas não é pra criticar que estou escrevendo isto, porque nos momentos em que não é exatamente uma tese de mestrado, “Cidade Sebastiana” é fantástico. Fantástico porque é um dos poucos escritos sobre nossa recente — e já esquecida — história durante a era da boracha. Trata-se de relatos testemunhais e documentais da época e sobre a época, sínteses sobre a ex

O que significa Guido Mantega continuar no Ministério da Fazenda?

Já se sabe que Guido Mantega continuará no Ministério da Fazenda. Dá para entender o que justifica essa escolha de Dilma a partir do noticiário dos últimos dias. O assunto é deveras interessante: a intenção de Dilma de entregar ao país, até 2014, duas mercadorias preciosas para a economia brasileira. A primeira: uma lipoaspiração na dívida líquida interna, emagrecendo-a dos atuais 41% para 30% do PIB. A segunda: juros reais de civilizados 2% ao ano. O que Mantega tem a haver com isso? Bom, todos lembramos de como ele criticava, sempre com riso irônico nos lábios, os juros altos administrado pelo BC. Aí está… O melhor jeito de baixar os juros é ter coragem para fazer o ajuste fiscal que, desde a invenção do Plano real, o governo brasileiro se abstem de produzir. A receita é fechar o cofre sem deixar de investir. E, também, desonerar a folha salarial e as exportações sem comprometer a coleta do fisco Ou seja, Mantega fica para aprofundar a austeridade.

O que significa o PT ocupar a Primeira Secretaria do Senado?

Com 14 senadores - a segunda maior bancada - na próxima legislatura, o PT passa a reivindicar um posto que há anos tem sido ocupado pelo DEM: a Primeira Secretaria do Senado. Espécie de prefeito do Senado, o primeiro-secretário manuseia orçamento bilionário. Coisa de R$ 2,7 bilhões por ano. Trata de comissões, compras e contratação de serviços. Administra a folha salarial dos concursados e avaliza os contracheques dos não concursados que lotam os gabinetes dos senadores. Autoriza viagens e libera diárias. Mantém os apartamentos funcionais e assina os cheques do auxílio moradia dos colegas. Faz e acontece. Efraim Morais (PB) e Heráclito Fortes (PI) foram os dois últimos demos a ocupar a Primeira Secretaria. Não estarão mais no Senado em 2011. O DEM, que tinha a segunda maior bancada, murchou para a quarta colocação. O PT tomou-lhe a posição. Espera-se que até o início de dezembro, o PT indique o nome do novo primeiro-secretário. Alguém a quem se possa cobrar a reforma administrativa d

Degradé do voto

Via blog do Escrivinhador: Em contraposição aos gráficos pós-eleição divulgados pela mídia que mostravam um Brasil dividido entre tucanos e petistas, o ilustrador Bruno Barros fez um gráfico que mostra as nuances da votação do país.

A 1ª fotografia com seres humanos da história

O blog The Hokumburg Goombah colocou no ar, este mês, uma fotografia feita em 1838 com a afirmação de que era a primeira imagem da história a retratar seres humanos - ou, pelo menos, a sombra deles. A imagem foi tirada pelo famoso aparelho "pai" da fotografia, o daguerreótipo. Louis Daguerre, seu inventor, construiu a foto com uma placa de metal em exposição por dez minutos. O local era a "BoulevardduTemple", em Paris. Como se tratava de uma via movimentada da capital da França, é possível que houvesse muitas pessoas no momento em que a foto foi tirada. No entanto, as limitações tecnológicas e o tempo de exposição "apagaram" a maior parte das pessoas. Somente são vistas duas sombras humanas, na parte inferior da imagem.  O laboratório de fotografia Lunar Studio fez uma versão colorida da imagem de Daguerre. De acordo com o Lunar, as cores permitem que se veja a sombra humana com mais nitidez:

Memórias da Era da Borracha: Capítulo 5 - Flanar pelo lado esquerdo da cidade

8. Flanas pelos bairros esquerdos cheio de nonchalance. 9. Os sujeitos enunciadores são, agora, outros: o lapidário, o visconde, o anjo, o imigrante, o coronel de barranco, a francesa, a dama na sala, a dama na janela, a moça de tranças, o noivo, o jornalista, o oportunista, a negrinha, o homem do circo, a música que toca, o convidado, o vendedor, o estrangeiro, a índia da memória, Nossa Senhora, a sombra... cartas de um baralho-látex. Ler o futuro. 10. Nos hotéis e nas hospedarias, à hora do jantar, seguia um rumor etéreo. Uma menina enumerava os ferros. Ninguém se espantava. 11. Cada facção de segundo enumerava o resto do mundo  - uma alma passava voando; ou duas: nada as sustentava. 12. Há dois milhões de mundos ao redor, e no entanto o quarto... Só e memorioso, como aos pés do minotauro, o moço está sentado na poltrona. 13. Coisas a enumerar: as categorias do efêmero, do transitório e do tributável. O Guamá macio, um ou mais transeuntes inúteis, o pão quente do forno de 18 horas

Experiências mundiais de regulação de mídia

Reproduzo artigo de Bia Barbosa, publicado no sítio Carta Maior: Experiências mundiais de regulação de mídia Bia Barbosa A história já está ficando repetitiva. Todas as vezes em que se fala de medidas para regular a veiculação de conteúdo audiovisual a reação de uma parcela da grande mídia é a mesma: o governo quer censurar a imprensa e a liberdade de expressão. O que ficou claro, no entanto, a partir de uma série de experiências reguladoras apresentadas no seminário “Comunicações eletrônicas e convergência de mídias”, encerrado nesta quarta (10) em Brasília, foi justamente o contrário. Especialistas da França, Inglaterra, Portugal, Espanha, Estados Unidos e Argentina e também de organismos como a Unesco e a União Européia reafirmaram a importância de regras para a exibição de conteúdos no rádio e na TV para a garantia da pluralidade e o respeito aos direitos humanos, pilares de sociedades democráticas. Não se trata, portanto, de censura, porque não há em vigor nesses países a idéia de

Carta do Fórum da Cultura Digital em defesa da liberdade na Internet

O 2º Fórum da Cultura Digital Brasileira, que aconteceu esta semana em São Paulo, produziu um documento final, a “Carta do Fórum da Cultura Digital em defesa da liberdade na Internet”, que pode ser lido abaixo: Carta do Fórum da Cultura Digital em defesa da liberdade na Internet A Internet deve continuar livre. A liberdade é que permitiu criar um dos mais ricos repositórios de informações, cultura e entretenimento de toda história. Nós, defendemos que a rede continue aberta. Defendemos que possamos continuar criando conteúdos e tecnologias sem necessidade de autorização de governos e de corporações. Não admitimos que a Internet seja considerada a causa da pedofilia. Denunciamos as tentativas de grupos conservadores em superdimensionar o potencial criminoso da Internet para criar um estado de temor que justifique a supressão de direitos e garantias individuais. Alertamos a todos que estas forças obscuras querem aprovar no final desta legislatura o AI-5 Digital, substitutivo PL84/8

Memórias da Era da Borracha: Capítulo 4 - Milhares de setas

1. Um estojo de ferramentas: a história que passava e passa, o lapidário, reza e meia, lembranças à meia-voz, uma estrutura meio-cogniscente, milhares de setas. 2. As coisas existem é para ferro. Ferro armado, montado, entortado. Entretanto, as coisas têm uma lentidão de nuvem. Mas esquentam com o sol. E o gavião que passa lhes faz sombra de passarinho. 3. As catraias que rangem movimentam um passado feminino. É um inventário: um sortilégio de flores, um galho de baunilha, um avião à jato propulsor, uma avalanche de música, dois sapatos para dançar. 4. Como defender Belém, em seu urbanismo fofo, em suas torrinhas de metal que refletem o chão, em sua ferrugem, cambraia, lentidão e mofo? Como explicar um urbanismo inevitável, que um dia foi alucinado e hoje é uma soma de cataclismos e audições, choques de ruas do passado com ruas do presente? E a casa floreal, como justificá-la, em seu ecletismo indefensável? 5. Ah, contemplar com o ócio... e reciclar o passado. E já o bonde se moveu. Se

Sinopses que tiram a vontade de ir ao cinema

Sinopses de filmes retiradas do caderno de programação do Estado de S. Paulo: Em busca de uma nova chance:  A família Brewer fica abalada com a morte do jovem Brennet num acidente de carro. Seus pais demoram a aceitar a tragédia. Plano B:  Após fracassar em seus relacionamentos amorosos, Zoe decide encerrar a espera pelo grande amor e vai a uma clínica fazer inseminação artifical. Ao sul da fronteira:  O diretor confronta a política neoliberal comandada pelos EUA por meio de entrevistas com líderes sul-americanos. Mary e Max, uma amizade diferente:  A animação mostra a história de amizade entre uma menina solitária e um judeu. Direito de amar: George é um professor de inglês que vive em Los Angeles, nos anos 60, e decide se matar após a morte repentina de seu companheiro.

O poder da mídia e a desertificação política

Reproduzo artigo de Wellington Fontes Menezes publicado originalmente, a 5/11/2010, no site Correio da Cidadania: Da farsa à falta de idéias: o poder da mídia e a desertificação política 1. A propaganda midiática como arma Nenhuma guerra é travada apenas com ideologia, ódio, liturgias, destreza e chumbo. As guerras evoluem de acordo com o materialismo e as crenças vigentes nas sociedades de cada época. A partir do século XX, foi necessário algo que pudesse permear o inconsciente social dos indivíduos a fim de que houvesse uma adesão popular arrebatadora para a guerra ser travada com maior possibilidade de aceitação e êxito: a propaganda midiática. A Alemanha pré-nazista era um Estado economicamente moribundo após as sanções sofridas decorrentes de sua derrota na Primeira Guerra Mundial, politicamente vivia um clima de uma agitada e frágil democracia e a resignada desesperança reinava por todo o solo alemão. Na guerra entre comunistas e radicais de direita, um partido se destacou no ce