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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Palestra na Ocupação: Etnografia, etnometodologias e microetnografias

Hoje dou aula pública na Ocupação da  Fau Itec Ufpa  com o tema "Etnografia, etnometodologias e microetnografias". Às 9h.

Meu novo artigo: Sociedade dos Arquivos: Temporalidade e Intersubjetividade na Cultura Contemporânea

Publicado hoje meu novo artigo, Sociedade dos Arquivos: Temporalidade e Intersubjetividade na Cultura Contemporânea , na Revista Contracampo, da Universidade Federal Fluminense. Mais contente ainda porque estou fechando a edição que foi aberta pela querida amiga Prof. Rosaly Seixas Brito, com seu artigo Narrativas Virtuais Juvenis: Fronteiras Fluidas . Seque aqui o link para a revista . Segue o resumo do artigo: Resumo:   O artigo discute o conceito de arquivo na sociedade midiática e hiperconectada. Parte-se do conceito de traço, usado por Derrida (1967; 1995) para referir o caráter pré-ontológico de toda significação e caminha-se em direção a uma interpretação do traço por Ricoeur (1985), em sua compreensão fenomenológica do problema da temporalidade. Com esse horizonte, procuramos pensar a intersubjetividade e o sentido do debate sobre a “coesão à vida”, feito por Dilthey (1992a; 1992b), por meio do traço. Construímos a ideia de que a experi

Pequena homenagem a Leonard Cohen, que ontem partiu

Cada um de nós tem seus artistas de fundo, desses que nos acompanham de alguma forma, nem sempre muito presentes mas, por-alguma-razão-por-ali. Tenho muitos deles e um era Leonard Cohen, morto ontem, aos 82. Poeta, compositor e cantor, judeu de Montreal, sujeito meio metafísico, dado a abordagens estranhas do quotidiano e à evocação de imagens antigas por meio de suas palavras modernas, Cohen foi uma grande inspiração para mim; várias, reiteradas e repetitivas vezes.  O impacto de Suzanne me dura longamente, talvez porque misture a imagem de um lago - e a borda de um lago é meio que meu primeiro habitat - com a dessa mulher, meio espiritual, com a qual o narrador tem - et moi avec - uma profunda comunhão espiritual. Jamais poderei descrever o quanto essa música me provocou, repetidas vezes, a insólita experiência da re-paixão, do re-amor, da re-ternutra, do re-estar-junto à minha companheira e, o quanto a Marina re-foi Suzanne.  Bom, ainda que precise ser dito que a Marina n

PPGCOM adere ao estado de greve na UFPA

Informo a todos que agora há pouco, em reunião de Colegiado transformada em Assembleia Geral, o Programa de Pós-graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia da UFPA decidiu, por unanimidade, pela sua adesão ao indicativo de estado de greve na UFPA. As atividades burocráticas e de ensino do Programa, bem como as inscrições e o Processo Seletivo da próxima turma do mestrado, estão suspensas por tempo indeterminado, assim que a greve for iniciada. Reproduzo a Nota divulgada pelo Programa: O Programa de Pós-graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia informa, à comunidade científica e à sociedade que, em reunião de Colegiado transformada em Assembleia Geral, ocorrida hoje, 10 de novembro de 2016, decidiu, por unanimidade, pela sua adesão e apoio ao indicativo de greve na UFPA.   Nos posicionamos contra a PEC 55, antiga PEC 241 e, igualmente, contra a postura antidemocrática e elitista do governo Temer em se negar a discutir e debater com a sociedade assuntos

Sobre a greve, as perdas pessoais e os ganhos coletivos

E como continuamos tratando de #OcupaTudo, #OcupaUFPA e #ForaTemer, reproduzo minha resposta, no Facebook, a um aluno que questionava as "perdas pessoais" que uma greve lhe traria: Toda greve é necessariamente incômoda, senão não alcançaria seus objetivos. Ser incômoda é a essência de uma greve, é a sua natureza. O problema é que, às vezes, esses incômodos não permitem que nós vejamos os resultados que elas trazem. Acho muito importante, diante dessas situações, fazer um exercício de transcendência, com dois movimentos, que é o seguinte: Movimento 1) pensar historicamente, procurando ver o que as greves e lutas sociais do passado trouxeram para mim, hoje, que eu não estou percebendo e Movimento 2) pensar sociologicamente, procurando ver o que as greves e lutas sociais, do presente, podem trazer para mim mesmo e para outras pessoas.  Gostaria de lhe dar dois elementos que podem ajudar a fazer esse Movimento 1: O primeiro é que você tem acesso ao RU (Restaurante Univer

Reinventar a política 2: UFPA ocupada

A UFPA já está ocupada. Igualmente a Faculdade de Comunicação, o Instituto de Letras e Comunicação e do Programa de Pós-graduação Comunicação, Cultura e Amazônia – meus territórios principais de circulação. E isso afora dezenas de outros espaços da instituição. Registro aqui todo meu apoio aos alunos, protagonistas dessa iniciativa corajosa, e convido meus colegas docentes e técnicos a apoiarem o movimento. Sei que não é fácil ter disposição de ânimo para fazer uma luta social contra um governo que atua com instrumentos policiais, jurídicos e institucionais de repressão. A hora, porém, é de ter coragem e de garantir uma ação respeitosa do patrimônio público, racional, inteligente e articulada com a sociedade civil. Mais do que tudo, estou satisfeito em ver o protagonismo dos alunos nesse processo. São eles que estão em melhor condições de renovar a política e de articular melhor as respostas e as pactuações que a sociedade brasileira precisa. Talvez eles possam ver melhor,

Reinventar a política 1: Ocupar a UFPA

Nesta segunda-feira, dia 7/11, os estudantes da UFPA irão se reunir para debater a ocupação da instituição em protesto à PEC-55 – novo nome da PEC-241 que, como se sabe, congela os investimentos sociais do Governo Federal, notadamente os investimentos em educação, pelos próximos 20 anos. A UFPA de Belém tarda em entrar nesses processo, embora todos os campi do interior já tenham aderido, bem como a UFOPA e a UNIFESSPA e outras dezenas de universidades, campi, institutos federais e, sobretudo, escolas públicas. As razões dessa demora merecem ser exploradas. Temos um perfil conservador no alunado da universidade, sim, mas sobretudo temos um discurso anti-greve que torna muitos alunos reféns do casuísmo da direita . Com efeito, vejo três blocos de opinião: -        os que são contra a PEC-55 e a favor da ocupação -        os que são contra a PEC-55 e contra a ocupação -        os que são a favor da PEC-55 e contra a ocupação Salta aos olhos a ambiguidade do grupo do mei