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Mostrando postagens com o rótulo Visibilidades do Moderno

Na história do pop: 1o Tour de France

Neste dia, em 1903, chegava ao fim o primeiro Tour de France, corrida de bicicletas de longo percurso que, hoje, é o evento esportivo mais importante da França. Essa primeira corrida iniciara no dia 1 de julho e tinha 2.428 km. Quem viu o filme de animação "As trigêmeas de Beleville", o qual vivamente aconselho, vai entender a importância do Tour de France no imaginário dos franceses.

Na história do pop: Inauguração da Disneyland

Nesta data, em 1955, foi inaugurada a Disneylândia. O parque foi construído num espaço de 65 hectares, sobre um antigo laranjal, em Anaheim, Califórnia. Custou 17 milhões de dólares. Um passo importante na formação da cultura de massas do nosso tempo. A Disneyworld, na Flórida, começou a ser construída dez anos depois e só seria inaugurada em 1971.

Na história: Assassinato de Marat

Na data de hoje, em 1793, Charlotte Corday assassinou Marat, um dos líderes da revolução francesa. Comprou um faca no Palais Royal no começo da manhã e se dirigiu à casa do líder jacobino, localizada no faubourg Saint-Germain. Não conseguiu ser recebida senão às 17 horas, depois de iniciar um pequeno tumulto, dizendo ter revelações a fazer a Marat sobre a insurreição federalista que estava acontecendo na Normandia, naquele momento. Marat recebeu-a no banheiro, cena estranha, imortalizada na memória social. Corday era uma idealista, que se opunha ao regime do Terror, instaurado pelos jacobinos e defendido por Marat desde o mês de março desse ano. Foi imediatamente presa, julgada e executada. O fato deu início a um acirramento do regime, o chamado Grande Terror. Os girondinos passaram a ser perseguidos e mortos e os clubes femininos foram proibidos. O quadro “O Assassinato de Marat” foi pintado por Paul Badry e está no museu da cidade de Nantes.

Efemérides modernas

Efemérides modernas. Em 21 de Junho de 1893 foi inaugurada a exposição universal de Chicago – dedicada a celebrar os 400 anos da primeira viagem de Cristovão Colombo para a América. A principal atração da exposição foi a Grande Roda de Ferris, que, esperava-se, estaria para a cidade tal como a Torre Eiffel esteve para Paris, quatro anos antes, na universal lá havida. A Grande Roda foi concebida pelo engenheiro George Ferris. Tinha 82 metros de diâmetro e 36 cabines de madeira. Em cada cabine cabiam 60 pessoas. 2.160 pessoas podiam rodar simultaneamente. A obra de Ferris foi um grande sucesso e gerou uma febre de rodas gigantes em todo o mundo. A "Roda do Milénio" ou "London Eye" tem 135 metros de diâmetro, mas é menor que "Estrela de Nanchang", que fica na China, na cidade desse nome e que tem 165 metros, sendo hoje a maior do mundo.

O flâneur

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O flâneur

Como se sabe, o flâneur foi uma das figuras humanas emblemáticas da modernidade, nos estudos de Walter Benjamin sobre a filosofia material desse período histórico. Se caracterizaria como um indivíduo cujo principal interesse é deixar-se levar a andar pela cidade, observando-a em seu movimento humano e em seu movimento histórico. O flâneur, mesmo sem o desejar, acabaria por se constituir como um indivíduo culto, tantas são as pequenas informações que acaba coletando sobre a cidade moderna. Seu saber é microscópico e multifacetado, caleidoscópico, talvez, e parece destinar-se somente a si, a um uso pessoal, marcado pela propensão ao individualismo que caracteriza o homem moderno. Cf. Benjamin 1989.

Mercadoria e sensibilidade moderna - aulas 20 e 21 (graduação)

Na imagens, a destruição de Paris para as obras de Napoleão III. Esse tema, o da destruição, é fundamental para nossa comporeensão de Benjamin. Observem que a modernidade se alia à antiguidade. Benjamin, p. 81 do texto em trabalho: "Sempre que aparece em As Flores do Mal, Paris carrega essa marca" . Essa idpeia está particularmente presente na obra de Baudelaire e é notável em "O Cisne": "De uma cidade a história Depressa muda mais que um coração infiel" A cidade moderna, alegoria da antiguidade, está cercada de símbolos frágeis. Nas duas aulas desta semana, continuaremos trabalhando com "A Modernidade", de Benjamin, procurando associações com a obra de Baudelaire. Não esqueçam que estenderemos nossa aula em uma hora, nestes dois dias, para podermos estar em dia com a carga horária.

Filosofia da modernidade - aulas 20 e 21 (graduação)

Na aula de hoje, segunda-feira, concluiremos nossa leitura de O Discurso do Método. A Sexta Parte do texto não será lida em sala, mas estará a disposição de todos na pasta da disciplina, na Xerox do CLA e aconselho fortemente a sua leitura. A aula de quarta-feira será expositiva, e dedicada à compreensão do Racionalismo. Nossa abordagem será uma comparação entre o pensamento de Descartes e o pensamento de Espinoza. Acho que já temos elementos para essa comparação, na medida em que nossa observação se centrará no chgamado "problema gnosiológico", ou seja, a razão pela qual nós (seres humanos) conhecemos alguma coisa. Não esqueçam que a aula de quarta-feira será de 10 às 12 e que termos aula extra, no sábado, dia 01 de setembro, de 9 às 12 horas.

Mercadoria e sensibilidade moderna - aulas 18 e 19 (graduação)

O tema central das aulas da semana é o tema do herói, ou de sua possibilidade, na Modernidade. A partir da leitura de Benjamin, discutiremos esse tema. A princípio, proporemos que o herói da Modernidade, segundo Benjamin, é um anti-herói. É o mendigo-flâneur - o homem da multidão, lembram do conto desse nome de Edgar Alan Poe, que lemos em junho? - e também o bêbado, a prostituta, o jogador, o viciado. Sobre todas essas figuras paira o tema da infidelidade, tão inerente a seu individualismo como à sua frgailidade. Trata-se, efetivamente, do herói de Baudelaire. Esse herói é sabido por Poe e por Baudelaire, mas desconhecido por Balzac - lembram de Rubempré, cuja trajetória acompanhamos em maio? - que, observa Benjamin (p. 78 do texto em trabalho), só conhece o grande marginal da sociedade. Vautrin, por exemplo, ou Goriot: todos perfazem um arco de ascenção e queda. Não se assemelham aos heróis baudellaireanos, ou ao herói da vida cotidiana do século XIX parisiense. Este, na verdade, tal...

Filosofia da modernidade - aulas 18 e 19 (graduação)

Para Descartes, a razão é uma fonte de conhecimento autosuficiente. O conhecimento da realidade que ela produz é gerado com suas próprias forças, tal como a matemática. Por essa razão a experiência humana não serve senão como um condutor para a reflexão racional. Não é senão uma ocasião para a racionalidade. Esse pensamento reproduz uma intuição que surge com o Renascimento, pela qual se começa a acreditar que a natureza não é, como antes se pensava, uma quantidade interminável de coisas, um sistema sem leis de acontecimentos. Assim não sendo, se faz possível conhecer, descobrir, desvendar o mundo. Conhecendo seus mecanismos de funcionamento (por meio da razão), se conhece a sua complexidade. Para fazê-lo, pode-se partir de algumas poucas evidências: os axiomas, para falar sobre as demais verdades correlatas, discurso construtor de hipóteses que Descartes chamará de teorema.

Filosofia da Modernidade - aula 18 (graduação)

Em função do feriado de terça, só teremos uma aula de nosso curso nesta semana. Leremos o Discurso do Método, de René Descartes. Espero poder ler e discutir com vocês as partes I e II do texto. Observem um trecho dessa obra, ao final da página 51 da edição que estamos trabalhando: "existindo somente uma verdade de cada coisa, aquele que a encontrar conhece a seu respeito tanto quanto se pode conhecer". Pensem nisso antes de nossa leitura. O Discurso do Método fala exatamente sobre o que está por trás dessa frase: as verdades são simples, porque são exatas, mas encontrar a verdade é difícil, num universo cheio de sombras, ilusões, enganações... Portanto, encontrar a verdade é possível; para tanto, bastaria dissolver as obstruções da mente e do mundo que impedem o real de aparecer como ele, exatamente é - ou seja, na sua simplicidade de ser uma coisa absoluta. Porém, se é possível encontrar a verdade, como fazê-lo?

Mercadoria e sensibilidade moderna - aulas 15 a 16 (graduação)

Nesta semana retomamos nosso estudos sobre a "função" sensível da mercadoria e sua importância para a sociedade moderna. Iniciamos, neste momento, a segunda unidade do curso, na qual estudaremos como Walter Benjamin compreende essa modernidade e as asua mercadorias. Nas duas aulas desta semana estudaremos a trajetória de Benjamin e de seu pensamento. Serão aulas expositivas, nas quais faremos o seguinte percurso: 1 - Aspectivos biográficos e bibliográficos de Walter Benjamin 2 - A influência do messianismo judaico sobre sua compreensão da materialidade histórica

Filosofia da Modernidade - aulas 16 e 17 (graduação)

Nestas duas aulas da nova unidade de estudos continuaremos falando sobre Descartes. Já vistos seus aspectos bio-bibliográficos centrais, pensaremos um pouco sobre o Racionalismo e sobre a conexão do Racionalismo à Modernidade. Racionalismo significa algo como “uso específico da razão”. É também uma determinada concepção do mundo, um método de produção de conhecimento e uma forma especulativa de conhecimento. De acordo com o racionalismo a razão é a principal – para alguns, a única – fonte do saber verdadeiro. Ele seria a oposição conseqüente do “sensulaismo” – o conhecimento por percepção, por sensualidade.

Filosofia da Modernidade - aula 15 (graduação)

Nesta semana retomamos nosso curso. Iniciamos nossa segunda unidade de estudos, seguindo o projeto de compreender como a Modernidade foi pensada, intuida, imaginada e refletida, antes de ser empreendida e praticada. Na primeira unidade trabalhamos o surgimento do pensamento moderno na obra de Tomás de Aquino. Vimos como o resgate do corpus aristotelicum (o cor5po de obras do filósofo), ocorrido mais de mil anos após deu desparecimento, constituiu um evento intelectual maior do Ocidente. Vimos o pensamento de Alberto Magno e sua influência sobre Tomás de Aquino - seu discípulo. Vimos também como a obra e a ação de T. de Aquino provocaram um conflito intelectual que marcaria longamente o pensamento ocidental. Nesta segunda unidade, começamos dando um salto de alguns séculos para encontrar René Descartes e alguns filósofos próximos a si, os chamados racionalistas. Estudaremos com a "intuição" moderna envolve a obra de Descartes e como a sua filosofia contribuiu para constituir, ...

Filosofia da Modernidade - aulas 11 e 12 (graduação)

Nesta semana ampliaremos nossa reflexão a respeito da crise doutrinal do século XIII, identificando as razões pelas quais ela pode ser considerada como o evento histórico que demarca a fundação da modernidade. 1 - A raiz teórica do problema: teologia ou filosofia? 2 - O problema do Uno como cerne da crise doutrinal Na imagem, Santo Alberto Magno, grande intérprete de Aristóteles e mentor intelectual de Tomás de Aquino.

Mercadoria e sensibilidade moderna - aulas 11 a 14 (graduação)

Ainda com Marx, continuaremos, nas proximas aulas, a leitura e discussão de "O Capital", desenvolvendo os seguintes tópicos: 1 - os fatores da mercadoria: valor de uso e valor de troca 2 - As noções de substancia do valor e de quantidade 3 - O duplo caráter do trabalho 4 - O trabalho como mercadoria 5 - A forma relativa do valor e o valor de troca 6 - As formas equivalentes do valor Nesta semana teremos um feriado, na quinta feira e nossas aulas serão interropidas no dia 27 de junho para as férias. Retornamos na primeira semana de agosto.

Filosofia da Modernidade - aulas 9 e 10 (graduação)

Nesta semana estudaremos o impacto do pensamento de Tomás de Aquino sobre a sociedade européia do seu tempo. Iniciaremos observando com a sua ação intelectual teve um efeito corrosivo na Universidade de Paris e seu papel na "querelle des anciens et des modernes". Percorreremos os principais episódios desse confronto e seus desdobramentos. 1 - A crise doutrinal do século XIII como marco fundador da modernidade 2 - Os episódios da crise doutrinal 3 - A oposição de Boaventura e dos frades Franciscanos ao pensamento da Faculkdade de Artes 4 - A condenação do tomismo Na imagem a entrade de São Boaventura na ordem dos Franciscanos.

Mercadoria e sensibilidade moderna - aulas 9 e 10 (graduação)

Ainda nesta semana estaremos trabalhando com Marx, destacando, em nossa leitura, os seguintes aspectos dee seus estudos sobre a mercadoria: