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Mostrando postagens com o rótulo Sociologia da Publicidade

Uma campanha publicitária da Lego: Alguém reconhece essa gente?

via  theinspiration

O primeiro anúncio comercial na televisão

Uma relíquia contemporânea (mas nem tão): a primeira publicidade feita para a TV na história. Ela foi veiculada exatamente às 14h29 do dia primeiro de julho de 1941 no canal WNBT, afiliada em Philadelphia da rede americana NBC. O "reclame" (essa palavra é outra relíquia) dura 10 segundos e foi exibido antes da transmissão de um jogo de baseball entre os Brooklyn Dodgers e os Philadelphia Phillies. O produto é um relógio Bulova, que é mostrado sobre um mapa dos EUA com um off dizendo o slogan da marca: "America runs on Bulova time!". Interessante também é o custo da sua exibição:  US$ $9.00 via This Is the World's First TV Ad

Maneiras bobas de morrer no Rio

Em ano de Copa e, sobretudo, com as Olimpíadas chegando, a paródia corrosiva abaixo acentua os perigos do Rio de Janeiro. Dumb ways to dia in Rio (Maneiras bobas de morrer no Rio) é uma versão da Silence Produções para o video institucional  "Dumb Ways to Die", criado pela agência McCann Melbourne para a Metro Trains of Melbourne. O video foi premiado no Festival de Cannes de Publicidade deste ano.    Assista aqui o vídeo original.

Será que não está na hora de discutir o BV?

O voto de Ricardo Lewandovski fez um contraponto importante ao de Joaquim Barbosa, ao confirmar o que todos sabem: o bônus de volume pertence às agências, não aos clientes, o que não significa que seja correto. É algo que dá a Globo um pedaço maior da publicidade do que sua audiência justificaria, em qualquer agência – e não só as de Marcos Valério. Dois dias atrás, a Globo Comunicações e Participações divulgou sua receita líquida no segundo trimestre deste ano: R$ 3,17 bilhões, o que representou um aumento de 17% em igual período do ano passado. De doze meses para cá, a audiência da Globo, em vez de crescer, caiu. Mas sua participação na publicidade aumentou. O que explica o paradoxo? Um tema muito debatido nas últimas sessões da Ação Penal 470, chamado bonificação de volume, o chamado BV. Estimulada pela Globo, a prática devolve às agências de publicidade parte do montante veiculado. É uma comissão que pode chegar a 20% da verba dos clientes, públicos e privados. Um incentiv...

A primeira publicidade destinada aos cães

É sério. A empresa Naturia acrescentou sinais em ultrasom, sensíveis apenas aos ouvidos muito sensíveis dos cachorros, a uma publicidade sobre ração. Toda vez em que o nome da ração é pronunciado, está junto, no áudio, um sinal em ultrasom que atrai os cachorros. O resultado é que, ao ouvir o sinal, eles avançam, curiosos, em direção ao rádio ou à TV. É claro que esse estímulo tem por objetivo espantar os donos dos animais, os verdadeiros sujeitos que irão adquirir o produto, mas não deixa de ser uma experiência interessante. Aliás, ganhadora de um Leão de Prata no festival de Cannes de 2010. O vídeo abaixo explica a experiência e mostra o efeito do áudio sobre os animais.

Uma estação de metrô fantasma e o marketing cinematográfico

Paris tem algumas estações de metrô desativadas. São as estações fantasmas. Os trens as atravessam, mas não param. No entanto, vê-se os vultos das plataformas, ainda com publicidades antigas, placas de outros tempos, bancos, azulejos e objetos de ferro. Uma dessas estações é Saint Martin, fechada no dia 2 de setembro de 1939, ou seja, quando a Segunda Guerra estava começando. Ela foi fechada para ser transformada num abrigo anti-bombas, e nunca mais aberta. Saint Martin fica a apenas cem metro de outra estação, Strasbourg-St Denis. Não há, portanto, muito sentido em que volte a funcionar. Porém, de outra forma, ela voltou a funcionar. Está sendo usada na operação de marketing do lançamento do filme Prometeus. Uma cabeça gigante, com três metros de altura, foi colocada na plataforma, juntamente com vários objetos cênicos do filme e, ainda, vinte telas LED imitando estrelas. O trem não para na estação e nem, tampouco, diminui a velocidade, mas o impacto deve ser forte, imagino,...

Parecia um simples banheiro...

Um banheiro químico comum... Não: mais uma peça do marketing da Ikea, a grande rede de lojas de móveis práticos que facilita (e barateia) a vida da Escandinávia, onde surgiu, e de toda a Europa. Entre para ver: Dentro, um confortável banheiro com 20 m2, com todos os acessórios de toilete vendidos pela loja.

A cidade dos Schtroumpfs

Estratégia de marketing alternativo. Para promover o lançamento do filme dos Schtroumpfs a Sony Estúdios pintou uma pequena vila espanhola de azul. A vila inteira, todas as casas. Para isso foi feito um referendum público e todos os habitantes acordaram com o projeto. A cidade, que não tinha um particular apelo turístico, acabou se tornando um ponto de atração europeu. Nos últimos meses nada menos que 12 pousadas abriram suas portas na pequena vila e cerca de 600 empregos foram gerados.

Um manual para administrar marcas na web

A Lewis PR , empresa espanhola de relações públicas e de consultoria em comunicação, lançou um guia para administrar marcas na web “sem barreiras”. O manual pode ser útil para empresas e organizações, mesmo que elas estejam em outras partes do globo. O arquivo tem 6 Megabytes, está em espanhol, em PDF e tem 28 páginas.  Baixe aqui . Via Ponto Media.

A cara-de-pau é a alma do negócio

Via Blog do Sakamoto : Dicas rápidas para fazer uma propaganda de sucesso (baseadas em exemplos coletados em rádios, TVs, jornais e revistas): Antes de mais nada, para vender produtos de limpeza, coloque mulheres sorrindo ao fazer a faxina de casa. Atenção: só mulheres. Depois, utilize crianças simpáticas e animais silvestres saltitantes ao fazer um vídeo institucional para uma empresa de agrotóxico. Crianças e animais fofos são como coringas. Nunca falham. Vide o Globo Repórter: na dúvida, botam sempre um especial sobre os filhotes de girafa da África ou os gorilas anões do Congo. Ibope garantido. Não tenha medo de parecer ridículo. Se for de uma indústria de cigarro, defenda a liberdade com responsabilidade usando um locutor de voz séria, mas aveludada, no rádio. Cative seu consumidor. Mostre que aquele SUV não polui tanto porque já vem de fábrica com adesivo “Save the Planet”. Ignore a realidade. Comercial de biscoito recheado deve mostrar só crianças magrinhas. Já sanduba mega-u...

Gastos públicos com propaganda

Governos estaduais gastaram R$ 1,69 bi em propaganda, em 2009.  Via Agência Folha: O governo tucano do Estado de São Paulo foi o que mais gastou com propaganda e publicidade no país -quase um quinto de R$ 1,69 bilhão que as administrações estaduais desembolsaram na véspera do ano eleitoral. Sozinho, o governo federal teve gastos publicitários de R$ 1,119 bilhão em 2009. O gasto estadual com propaganda por habitante mais alto é o do Distrito Federal, seguido de Tocantins, Goiás e Rio Grande do Sul. Cada cidadão do DF pagou R$ 80,56 pela propaganda da gestão José Roberto Arruda (então no DEM); os tocantinenses desembolsaram, cada um, R$ 24,51 para promover o governo de Marcelo Miranda (PMDB). Os goianos arcaram, cada um, com R$ 19,34 para as campanhas de Alcides Rodrigues (PP), e os gaúchos, com R$ 18,98 para custear atos de divulgação da governadora Yeda Crusius (PSDB). O tucano José Serra, que deixou o governo de São Paulo em razão da candidatura à Presidência, gastou mais com prop...

A nova lei de publicidade

Já foi publicada no Diário Oficial da União, e portanto já passou a valer, a Lei 12.232, que define novas regras para licitações e contratos de serviços de publicidade pelo Poder Público. A lei resulta de projeto do deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) e avança na garantia de transparência e controle na execução dos contratos de publicidade. Como se sabe, é uma zona tensa, arriscada para o gestor e sob constante pressão do mercado. A maior novidade trazida pela lei, a meu ver, é a proibição de pagar atividades como assessoria de imprensa, de comunicação, relações públicas e eventos através de agências de publicidade. Com isso, as agências passarão a cuidar de suas duas funções primordiais: criação (no que se inclui, obviamente, avaliação de marca, estratégia e branding) e veiculação (que inclui projeção e plano de mídia, negociação de desconto e atendimento). O pagamento pelos demais serviços de comunicação, inclusive serviços gráficos, passarão a depender de licitação própria...

Madman

Donald Draper é um publicitário dos anos 1960. Trabalha na agência Sterling Cooper. A série devia ser um drama, mas ganhou um contorno de humor. É impossível tratar desse assunto sem recair num pouco de humor. Trata-se de Madman. O que é bem interessante é ver um pouco da história da publicidade quando campanhais reais são criadas por essa agência e personagens fictícios. Menos engraçado é ver o funcionamento do departamento de mídia da agência. Aliás, aqui fica a parte dramática do programa. Aqui descobrimos que publicidade não é criação, é mídia. Aqui se vão 90% do orçamento dos clientes.

Não parece injustiça

Resta lembrar que o investimento dos anunciantes na web cresceu de US$ 1,5 bilhão para US$ 3,2 bilhões entre 2004 e 2007. Não parece uma injustiça com eles. E também resta perguntar se, com esse volume publicitário, que tende a aumentar, se torna mesmo necessário cobrar pela leitura on-line.

Mídias Sociais na Publicidade

Mídias Sociais na Publicidade. O tema é instigante, mas se tem falado pouco sobre ele. O fato é que, quando usadas com fim mercadológico, podem gerar um processo de reversão de marca inimaginável. Pelo fato de que, na mesma medida em que agilizam o fluxo da informação, as mídias sociais propiciam a crítica, a reverberação da experiência ou da perspectiva negativa em relação à marca. Imaginem qualquer uma dessas empresas de telefonia celular inaugurando um marketing em mídias sociais. Se sabidamente essas empresas são conhecidas pelo péssimo tratamento dado a seus clientes, como evitar que, via rede social, não se reverbere o descrédito total?