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Mostrando postagens de Janeiro, 2005

Programação de atividades em 2005

Atividades de pesquisa Projeto Fontes para uma crítica da identidade Projeto A representação mediática da identidade amazônica Projetos de TCC, monografias e dissertações. Cursos de extensão Oficina de metodologia e elaboração de projetos de pesquisa em estudos mediáticos e culturais Começo das inscrições: 1/3/2005 Início do curso: 19/3/2005 Carga horária: 20 h Curso on-line Teoria da Pós-Modernidade Começo das inscrições: 1/3/2005 Início do curso: 8/4/2005 Carga horária: 20 h Curso on-line Sociologia da Obra de Arte Começo das inscrições: 9/8/2005 Início do curso: 10/9/2005 Carga horária: 20 h Atividades didáticas Seminário Permanente de Sociomorfologia · Realizado uma vez por mês, às quartas-feiras, em horário a ser definido. · Programação do primeiro semestre: o 23/3/2005 – Flânneries contemporâneas: vagabundagens iniciáticas na pós-modernidade. o 27/04/2005 – O tema do eterno retorno nas artes triviais contemporâneas. o 15/06/2005 – Fotografias de família: representações sociais da

Alfred SCHÜTZ

1899-1959. Schutz nasceu em Viena, a 13 de abril de 1899. Aos dezoito anos, apenas terminado o Liceu, foi enviado ao campo de batalha, na fronteira italiana. O retorno doloroso a um império em crise obrigou-o a escolhas pragmáticas : os estudos de direito, os quais conclui ao final de 1921 e um emprego de consultoria bancária substituem os projetos anteriores, aleatórios, de se tornar maestro de orquestra ou escritor. Não obstante, sua carreira no banco decola. Com efeito, havia-se especializado em direito internacional na faculdade, o que lhe permitiu produzir relatórios e análises sobre a situação econômica da Europa central e colaborar na seção de economia do jornal Neue Freie Presse. Foi contratado pelo banco privado Reitler em 1929, passando a viajar permanentemente pelo continente, construindo uma reputação sólida de analista econômico. Porém, esse crescimento seguro de sua vida profissional era margeado pela subida ao poder do nazismo e do anti-semitismo, bem como pela crise eco

Martin HEIDEGGER

. 1889-1976. Sua filosofia surge no contexto do sentimento de vacuidade que tomou a sociedade ocidental após a Primeira Grande Guerra. Heidegger pode ser visto como o intérprete de uma situação de angústia, mas, também, como o apóstata da urgência de renovação. Essa renovação pode ser compreendida como uma revisão rigorosa da história da filosofia e como o estabelecimento do primado do “mundo da existência” – do mundo da vida – sobre o mundo metafísico das essências – repudiado por Heidegger como uma prisão para o pensamento. Há três características centrais na filosofia de Heidegger: o método fenomenológico; o fundamento antropológico e a fundamentação da realidade pela via da existência. O método fenomenológico equivale a um esforço de clarificação da experiência, o que se dá por meio da crítica ao primado metafísico e pela conseqüente observação da realidade tal como ela se manifesta. Por fundamento antropológico compreenda-se a tese de que toda reflexão surge do homem e nele mesmo

Mais Weber: sua teoria da ação

O pensamento de Weber centra-se sobre duas noções: ação e ação social. Por ação (Handeln), deve-se entender “um comportamento humano (pouco importa que se trate de um ato exterior ou íntimo, de uma omissão ou de uma permissão), quando e tanto quanto o agente ou os agentes lhe atribuam um sentido subjetivo”. Já a ação social (soziales Handeln) seria uma ação “que, segundo o sentido visado (gemeinten Sinn) pelo agente ou agentes, se reporta ao comportamento de outrem, orientando-se por este a sua evolução”. À sociologia, enquanto “ciência da realidade” (“Wirklichkeits wissenschaft”), tem a tarefa de compreender interpretativamente a ação social e de explicá-la de uma maneira causal. Weber elabora, ainda, uma tipologia da ação social, observando que ela pode ser: 1) racional com referência a fins (zweckrational); 2) racional com referência a valores (wertrational); 3) afetiva , emotiva e 4) tradicional. Cada uma dessas formas de ação possui um fator determinante. A ação racional com refer

Max WEBER

1854-1920. Jurista por formação, mas também historiador e economista, é um dos pais fundadores da sociologia. Epistemologicamente, defendeu e ilustrou uma “sociologia compreensiva” – “uma ciência que se propõe a compreender, por interpretação, a atividade social”. Pelo viés weberiano, acentua-se o senso que os indivíduos dão a sua ação, os valores que a guiam. Os esforços de Weber dão-se no sentido de elaborar uma tipologia dos determinantes da razão. Se uma “racionalidade instrumental” tem um lugar importante no comportamento social, ela está bem longe de constituir seu único determinante: há também uma ação tradicional (por costume incorporado à prática social), uma ação afetiva (dominada pelos sentimentos) e uma ação racional em valor (orientada por fins últimos, por valores superiores). Seguindo esse modelo, Weber passa a falar “tipos ideais” como categoria analítica que lhe permite observar a forma social tomada pelos valores de um determinado grupo social em uma determinada época

Edmund HUSSERL

1859-1938. Nascido em Prossnitz, na Alemanha. Foi professor de filosofia nas universidades de Göttingen e de Friburgo até sua aposentadoria, no ano de 1929. É o fundador da escola fenomenológica, o último grande sistema filofósico ocidental. A fenomenologia estuda a vida enquanto fenômeno, ou seja, o objeto ou a ação tal como eles se manifestam em sua realidade efetiva. O método fenomenológico centra-se sobre dois momentos principais: o momento negativo e o momento positivo. O primeiro deles, denominado por Husserl “epoché” – ou, também, redução fenomenológica” – isola o objeto (o fenômeno) de tudo aquilo que lhe não é próprio, de modo a revelá-lo na sua “pureza”. Em seguida, vem o momento “positivo”, no qual o olhar da inteligência volta-se para esse objeto/fenômeno isolado e nele imerge. Husserl herda de Kant a noção de transcendência, chegando mesmo a definir a fenomenologia como um “idealismo transcendental”. Porém, enquanto Kant percebe essas estruturas como condições de possibili

Nota sobre a natureza deste blog

Os posts deste blog devem ser lidos como sugestões, desvelamentos, clarificações para os pesquisadores do Laboratório, e não como pensamentos acabados ou matérias completas. Assim, se aparece um post sobre um determinado autor ou tema, ele não tem pretensão, sequer, de resumir uma ficha bio-bibliográfica ou esgotar um assunto. Mantemos o espírito dos blogs, produzindo fragmentos e reproduzindo idéias, sem a preocupação com a conexão entre elas – tarefa que cabe aos leitores, segundo o desenvolvimento de seus interesses.

As perspectivas teóricas do Laboratório

A perspectiva metodológica adotada pelo Laboratório tem seu referencial teórico mais imediato no pensamento de Alfred Schütz, que procurou promover uma fusão de horizontes entre a filosofia e a sociologia – mais especificamente entre a filosofia fenomenológica desenvolvida por Edmund Husserl e a sociologia compreensiva desenvolvida por Max Weber. Dessa maneira, Husserl e Weber constituem marcos teóricos igualmente referenciais para nossas pesquisas. Junto a eles irmanam-se outros autores que adotaram perspectivas fenomenológicas e compreensivas na sua leitura do mundo social, notadamente Martin Heidegger, que fundamenta um dos pontos reflexivos estruturantes de nosso trabalho, qual seja, a crítica à razão metafísica. Dentre esses diversos autores, a maioria dos quais recentes e producentes, referimos também, constantemente, as obras de Jacques Derrida, Serge Moscovici e Michel Maffesoli. O primeiro deles, ntadamente, por meio de sua contribuição à desconstrução da metafísica ocidental.

O que é o LabSo?

O que é o Laboratório? O Laboratório de Sociomorfologia é um espaço de pesquisa criado em fevereiro de 2004 pelo Prof. Fábio Castro, do Dpto. de Comunicação da UFPa, voltado para o estudo de processos de “identificação social”. Com esse objetivo, ele pretende abrigar projetos de pesquisa e desenvolver atividades acadêmicas diversas, tais como a orientação e o treino de alunos para a investigação científica, a publicação de resultados de pesquisa e atividades de difusão do saber, como cursos e seminários. Como funciona o Laboratório? O Laboratório vai agregar projetos diferentes de pesquisa. Está aberto a todos os professores pesquisadores, da UFPa ou de outras instituições, que desejem trabalhar cooperativamente em torno do estudo das “identificações sociais”. Assim, a pesquisa é a atividade prioritária do Laboratório. A partir dela, geram-se as demais atividades: orientações, cursos, seminários, publicações. Quais as pesquisas são desenvolvidas no Laboratório? Em março de 2004 começou