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Mostrando postagens com o rótulo Política Indigenista

Genocídio Yanomami: Bolsonaro não pode escapar

O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime.  Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA  mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita.  O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....

Leitura do dia: O "novo" racismo brasileiro

O "novo" racismo brasileiro Por Cláudio Ângelo Via scienceblog Curupira  ESTÁ EM CURSO no Brasil um revival do sentimento mais primordial da nossa nacionalidade: o ódio ao índio. Uma investida sem precedentes nos últimos 40 anos sobre as terras indígenas se avizinha, agora que a bancada ruralista passou com louvor e distinção no crucial teste de forças do Código Florestal. Porém, se contra o código o latifúndio investiu sozinho, contra os povos indígenas ele se volta em aliança com os interesses minerários e o nacional-desenvolvimentismo estatal. Todas essas forças se apressam em clamar pela “segurança nacional” e denunciar os interesses das “ONGs estrangeiras”, mas não se acanham em fazer-se acompanhar de traders do agronegócio, do capital minerário transnacional e de investidores estrangeiros. Nada contra dinheiro de fora, veja bem; só peço coerência no discurso.   A guerra ao índio é assustadora por dois motivos: primeiro, ela funciona mais ou menos na me...

As exigências das 12 terras indígenas para liberar Belo Monte

Antes de tudo, o texto abaixo mostra como a sociedade nacional brasileira ainda não consegue compreender seus povos indígenas. Do Valor Econômico: Amarok, Hilux, L 200, F 4.000, caminhões, carros de passeio, ônibus, motos, barcos, contas gordas no banco e mais 1,3 mil cabeças de gado – de preferência, 500 delas da raça Nelore. O Valor teve acesso às listas de pedidos que as tribos indígenas apresentaram esta semana à diretoria do consórcio Norte Energia para liberar a construção da hidrelétrica de Belo Monte. As reivindicações dão uma boa dimensão do problema que o governo e os empreendedores da usina terão de administrar para convencer os índios que, agora, está na hora de passar a cuidar de suas roças de milho e mandioca, da pesca, das crenças e do artesanato. O que os índios das 12 terras indígenas localizadas na área de influência de Belo Monte, no Xingu, apresentaram à Norte Energia é uma relação de compras que tem mais de 500 anos de distância daquilo que os empresários e...

O histórico das lutas do catalão Pedro Casaldáliga

De Roldão Arruda / Blogs Estadão Bispo que defendeu índios e posseiros e confrontou ditadura comemora 60 anos de ordenação Para boa parte dos padres católicos, a data da ordenação sacerdotal é mais importante que a do nascimento. Na Ordem Claretiana, congregação religiosa fundada no século 19, o valor simbólico dessa data é ainda maior. Por isso vale a pena  registrar  aqui os 60 anos da ordenação do missionário catalão Pedro Casaldáliga, comemorados hoje, 31 de maio. Nomeado bispo em 1971 e enviado para o interior do Brasil, para a Prelazia dep São Félix, no Mato Grosso, ele assumiu a defesa dos índios que estavam sendo expulsos de suas terras por grandes projetos agropecuários financiados pelo governo, por meio da antiga Sudam.  Uma  carta aberta que ele lançou em 1971, denunciando os os problemas enfrentados pelos trabalhadores rurais, é considerada uma espécie de precursora das denúncias do trabalho escravo que acabaram re...

Livro para baixar: Índios isolados do Brasil

Na Amazonía brasileira encontram-se a maior quantidade de povos em situação de isolamento e um número importante de comunidades de contato recente ou esporádico com a sociedade nacional. Este documento atualiza a informação disponível sobre estes povos e propõe uma série de medidas urgentes para sua proteção. Ao longo do texto apresentam-se as metodologías de trabalho, os marcos jurídicos e as políticas públicas do Brasil ao longo dos 22 anos de trabalho com povos em isolamento. A construção desta política estatal faz com que o Brasil tenha uma experiência singular com estes povos. Baixar   livro   aqui:   http://www.iwgia.org/iwgia_files_publications_files/0453_informe_10_ne.pdf

Índios, vítimas da imprensa

Reproduzo artigo de Dalmo Dallari publicado no Observatório da Imprensa.  Índios, vítimas da imprensa Por Dalmo de Abreu Dallari em 27/03/2012 na edição 687 Os índios brasileiros nunca aparecem na grande imprensa com imagem positiva. Quando se publica algo fazendo referência aos índios e às comunidades indígenas o que se tem, num misto de ignorância e má fé, são afirmações e insinuações sobre os inconvenientes e mesmo o risco de serem assegurados aos índios os direitos relacionados com a terra. Essa tem sido a tônica. Muitas vezes se tem afirmado que a manutenção de grandes àreas em poder dos índios é inconveniente para a economia brasileira, pois eles não produzem para exportação. E com essa afirmação vem a proposta de redução da extensão da ocupação indígena, como aconteceu com a pretensão de reduzir substancialmente a área dos Yanomami, propondo-se que só fosse assegurada aos índios o direito sobre o pequeno espaço das aldeias. E como existem várias aldeias dentro do território...

Mapeando Políticas Públicas para Povos Indígenas

Novo livro digital, para baixar. Segue um trecho de sua apresentação: Nosso foco de observação, aqui, incide sobre as políticas públicas direcionadas, específica e diferenciadamente, aos povos indígenas no Brasil. A ideia, porém, não é tanto fazer um mapeamento do que existe nessa área, repetindo iniciativas anteriores, mas proporcionar uma espécie de “guia de pesquisa” para indígenas dispostos a fazer seus próprios mapeamentos. Imaginamos como leitores preferenciais deste volume os indígenas dados à investigação e, em especial, aqueles que hoje frequentam cursos de graduação e pós-graduação de diversas universidades brasileiras. O trabalho destina-se a eles. Foi feito com o propósito de auxiliá-los a enfrentar, por si sós, a tarefa de mapear e sistematizar informações sobre as políticas públicas criadas em resposta aos anseios e direitos de sua gente. Baixe o livro aqui:  http://laced.etc.br/mapeando.pdf

Governo promete lançar, ainda este mês o Programa Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas

A presidenta Dilma deverá lançar nesta semana o Programa Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGAT), que regulamenta ações nessas terras. O programa começou a ser desenvolvido nos últimos dois anos do governo Lula, mas não ficou pronto a tempo de virar decreto. O lançamento coincide com a realização do Acampamento Terra Livre, que teve início ontem em frente ao Congresso Nacional, onde cerca de 500 lideranças indígenas pretendem permanecer até quinta-feira  para exigir garantias do governo de que poderão ficar em suas terras. O programa já está na Casa Civil, que finaliza estudos de ordem jurídica para que a presidenta possa assinar nesta semana o decreto que cria o programa. De acordo com o secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, a criação do programa ocorreu com a participação direta dos índios. "Nos últimos dois anos, o PNGAT foi uma parceria de igual para igual entre órgãos de gover...

Manifesto da bancada indígena e indigenista

16ª. Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Política Indigenista – CNPI Manifesto da bancada indígena e indigenista À Excelentíssima Senhora Dilma Roussef,  Presidente da República Federativa do Brasil Ao Excelentíssimo  Senhor José Eduardo Cardozo, Ministro de Estado da Justiça Nós lideranças indígenas membros da bancada indígena e indigenista reunidos em Brasília, por ocasião da 16ª. Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Política Indigenista – CNPI, considerando a continuidade desta Comissão sob responsabilidade do Governo da Presidente Dilma Roussef, depois de mais de 4 anos de funcionamento, preocupados com a manutenção de um quadro de desrespeito e violação aos direitos dos povos indígenas, e cientes da nossa responsabilidade de zelar por esses direitos nesta instância de diálogo e negociação com o Estado brasileiro, viemos por meio desta apresentar à vossas excelências as seguintes manifestações. Mesmo reconhecendo os avanços que...

Um indígena morto a cada 12 dias na maior reserva do país

Segunda maior terra indígena do país, a  Vale do Javari , no Amazonas, teve nos últimos 11 anos uma morte de índio a cada 12 dias, segundo levantamento da ONG Centro de Trabalho Indigenista.  A reportagem abaixo, de Felipe Bächtold, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no dia 16-01-2011, descreve essa situação: O total de mortes no período soma 325, o equivalente a 8% da população da terra indígena, afirma a entidade.  Com área equivalente ao dobro do Estado do Rio de Janeiro, a Vale do Javari, na fronteira com o Peru, reúne uma das maiores concentrações de índios isolados do mundo. A população é estimada em 4.000.  Um dos povos que habitam a terra, o canamari, perdeu 16% de seus habitantes, diz a ONG. A maior parte dos mortos (64%) tem até 10 anos - são sobretudo bebês.  As principais causas são hepatite, pneumonia e doenças trazidas pelo contato com populações de fora da terra indígena. Também há relatos de alto índice de suicídios.  A O...